quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Bolo de chocolate e mousse de doce de leite

Chocolate e doce de leite no bolo do aniversário de uma pessoa querida.

Bolo (de aniversário) com chocolate e doce de leite:
(um bolo de 25cm - 100% = 100g)
Chiffon cake de chocolate:
200% de ovos
8% de fermento químico
96% de água filtrada
200% de açúcar refinado
96% de óleo de girassol
118% de farinha de trigo
36% de cacau em pó
1,4% de sal marinho
Método chiffon cake. Assem em forma de 26cm de diâmetro à 190ºC.
Desenforme, esfrie e corte em três camadas.
Xarope (para umedecer):
100% de água filtrada
25% de açúcar refinado
15% de Rum
Leve a água e o açúcar ao fogo baixo até dissolver. Retire do calor e una o Rum. Gele.
Mousse de doce de leite:
290% de creme de leite fresco 1
250% de doce de leite cremoso
50% de creme de leite fresco 2
8% de gelatina em pó incolor
40% de água filtrada
60% de clara de ovo
10% de açúcar refinado
Monte o creme de leite 1 até picos médios. Reserve na geladeira.
Hidrate a gelatina na água. Derreta no banho-maria.
Dissolva o doce de leite com o creme de leite 2. Una a gelatina. Incorpore o creme montado.
Dissolva o açúcar na clara, em banho-maria, mexendo constantemente. Retire do fogo e bata até clara em neve. Incorpore ao creme de doce de leite.
Coloque uma camada de bolo sobre placa com aro redondo. Umedeça com 1/3 do xarope de rum. Espalhe metade da mousse de doce de leite. Disponha a segunda camada de bolo, umedeça com xarope e espalhe a mousse. Cubra com a última camada de bolo e umedeça com o restante do xarope. Gele por 1h.
Ganache (cobertura):
90% de creme de leite fresco
80% de chocolate amargo (72%)
Derreta em banho-maria. Cubra o bolo gelado. Gele por 3 horas antes de servir.



Postado por Nina Moori.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

pelas ruas de Setúbal

Uma tarde ensolarada pelas ruas antigas da cidade de Setúbal.




Pausa para o almoço em um pequeno restaurante chamado Adega dos frades:

queijo da casa

Bitoque - bife à cavalo

Cozido português - cozinha rústica portuguesa

Comida simples e despretensiosa ou como diria um amigo: "comendo como os locais".

Faixa de preço: $ (por pessoa, com água)

Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Eleven - Lisboa

Estávamos em dúvida sobre a escolha do restaurante daquele jantar: o tradicional Tavares ou o moderno Eleven do chef Joachim Koerper. Optamos pelo segundo, localizado no belo Parque Eduardo VII.

Almôndegas de pato confit, bochecha de porco e brochete de bacalhau - ok
 Ravióli de sapateira com espuma de menta - correto

 Carpaccio de langostin com ovas de truta - bom, mas ficaria melhor se servido resfriado

Consome de perdiz com ravióli de abobóra - deliciosoo ponto alto do jantar

Sinfonia de porco preto - carne rígida e molho muito adocicado

 Pescado do dia (garoupa, cantoril e galo) - sabe quando simplicidade não é sinônimo de qualidade?

 Tábua de queijos - existe um mundo de ótimos queijos portugueses além do Serra da Estrela

Mousse de maracujá e Madeleine - poderia ter uma proposta mais próxima da cozinha portuguesa.

Mil folha de avelã, brulê de manga, sorvete de pipoca e sorvete de doce de leite - confusão de sabores, texturas e cores.
 
Os altos e baixos no jantar como o ar condicionado desligado, os longos intervalos entre os cursos do menu degustação (15-20 minutos), a irregularidade na qualidade e finalização dos pratos e os preços justificam a perda da estrela Michelin no guia 2012.

Faixa de preço: $$$$$ (por pessoa, com vinho e água)

Postado por Nina Moori.

domingo, 27 de novembro de 2011

Largo - Lisboa

Na programação pré viagem, montei um mapa online com a localização dos nossos principais pontos de interesse, inclusive dos restaurantes. A listagem de restaurantes ultrapassou (e muito) os dias de estadia, por isso escolhemos as casas que pareciam mais promissoras. O restaurante Largo estava na lista plano B (descobri como é interessante ter um plano B nas viagens), atrás de estabelecimentos como o Eleven, A Casa da Comida e Faces in Chiado.

Vieiras com broa de alhada - produto fresco e pouca intervenção

Tagliolini fresco com lavagante - pasta perfeita para escoltar a delicadeza e doçura do lavagante

Bacalhau 80º (de cura portuguesa com migas de poejo e hortelã da ribeira) - o melhor bacalhau que experimentei em Portugal

Cachaço ibérico (com polenta) - ótima sugestão do garçon

Pudim Abade de Priscos - a prova de que toucinho combina também com confeitaria

Doce de gila (abóbora), requeijão e pudim de mel - sutil é a palavra que melhor descreve este trio

A melhor refeição que fizemos em Lisboa (quase empatando com a Cervejaria Ribadouro), salão moderno, pratos muito bem executados e serviço solícito (um plus para o garçon que recomendou diversos passeios pela cidade).

Faixa de preço: $$$$ (por pessoa, com taça de vinho e água)

Agradecemos ao Faces in Chiado a oportunidade de conhecer o ótimo restaurante Largo. Afinal, apesar da reserva ter sido confirmada via e-mail, o estabelecimento estava fechado naquele dia.


Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Bolo de ameixa em calda

Uma lata de ameixa em calda + um manjar branco = 3/4 de lata de ameixa de calda na geladeira.


Bolo de ameixa em calda (ou uma receita contra o desperdício):
(um bolo médio - 100% = 270g)
100% de ameixa em calda drenada sem caroço (cerca de 270g)
22% de Cognac
43% de óleo de girassol
40% de ovos
30% de açúcar orgânico
0,4% de sal marinho
1,9% de fermento químico
56% de farinha de trigo
Liquidifique as ameixas sem caroço com o Cognac e o óleo. Reserve.
Bata os ovos inteiros com açúcar por 3 minutos com fouet. Una o creme de ameixa. Acrescente a farinha de trigo previamente peneirada com sal e fermento.
Coloque em forma média untada e enfarinhada.
Asse à 180ºC por 30 minutos.
Desenforme e deixe esfriar sobre grade.

Se prefere trabalhar com xícaras e colheres medidoras, observe as transformações.

Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Cervejaria Ribadouro - Lisboa

As mesas praticamente encostadas umas às outras, o aroma dos pratos que saíam da cozinha, o burburinho de clientes levemente alcoolizados com a Imperial (chopp), os aquários repletos de frutos do mar e gelo e o vai e vem dos garçons montaram o cenário daquele jantar na marisqueria e Cervejaria Ribadouro.

Imperial

Ostras frescas - ótimas para começar o jantar

Percebes - a aparência exótica (quase pré histórica) esconde uma das maiores delícias marinhas

Porco com amêijoas - não imaginava como carne de porco poderia combinar tão bem com moluscos (a gordura do suína com o iodado do fruto do mar)


Faixa de preço: $$$ (por pessoa)

Postado por Nina Moori.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

pelas ruas de Lisboa

No primeiro dia em Lisboa aproveitamos para passear pela cidade. Era início de outono, mas o termômetro marcava quase trinta graus. Visitamos alguns dos pontos turísticos, andamos de metropolitano (metrô) e eléctrico (bondinho), comemos castanhas assadas (vendidas em carrinhos pela cidade) e o clássico pastel de Belém.

 eléctrico 28E






castanha assada (vendida em carrinhos espalhados pela cidade)

Pastéis de Belém - o pastel de nata original

Mosteiro dos Jerónimos - um dos Patrimônios Culturais da UNESCO em Portugal




Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Pudim de arroz e coco

Arroz doce?
Pudim de arroz doce!

Pudim de arroz e coco:
(um pudim médio - 100% = 100g)
pudim:
100% de arroz (usei o Camargue)
300% de água filtrada
40% de cranberries secas (substitua por uva passa)
20% de Cointreau
200% de leite de coco
300% de leite integral
35% de açúcar orgânico claro 1
1% de sal marinho
1% de pasta de baunilha
25% de manteiga sem sal
100% de ovos orgânicos
20% de açúcar orgânico claro 2
caramelo:
50% de açúcar orgânico
15% de água filtrada
Macere as frutas no licor. Reserve.
Cozinhe o arroz com a água em fogo baixo (panela funda). Una o leite de coco e integral. Cozinhe em fogo baixo (panela semi tampada) por 15 minutos. Una o açúcar 1 e o sal. Misture e cozinhe por mais 5 minutos. Retire do fogo e adicione a manteiga, a pasta de baunilha e as cranberries com Cointreau. Troque de recipiente e deixe amornar.
Enquanto isso, caramelize a forma de pudim pequena.
Una as gemas e misture bem. Monte as claras em neve mole com o açúcar 2. Incorpore com cuidado. Despeje na forma caramelizada.
Asse à 200ºC por 50 minutos em banho-maria.
Esfrie, gele e desenforme.

Se prefere cozinhar com xícaras e colheres medidoras, observe as equivalências.

Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

La Marina del Puerto - Huelva

Durante a viagem de carro até Lisboa paramos para reabastecer o tanque na cidade de Huelva, na Espanha. Pesquisamos rapidamente pelo celular (que não abre os sites em flash - o que limitou muito a busca) um lugar para almoçar. Lemos algumas críticas positivas sobre o restaurante La Marina del Puerto (na região do porto) e resolvemos arriscar.

Salmorejo - bom

Escalibada de boquerones - o excesso de vinagre dominou o prato

Pulpo a la galega - polvos tão velhos que cheiravam à amoníaco

Navajas a la plancha - corretas

Saímos do restaurante com a sensação de que deveríamos ter seguido a viagem com o estômago vazio.
Faixa de preço: $$ (por pessoa, com água)

Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Abades Triana - Sevilla

Depois do perfeito almoço no Egaña Oriza, o jantar estava marcado no restaurante Abades Triana, do outro lado do rio Guadalquivir.
O salão do restaurante impressiona com sua parede de vidro em frente ao rio e a Torre del Oro, ponto emblemático de Sevilla. Infelizmente as surpresas (ao menos as boas) pararam aí.


Bola de queso manchego, torradita de camarón y vinagreta de miel -  razoável

Salmorejo - correto (até porque seria quase um pecado "cometer" um salmorejo ruim naquela região) 

Ensalada de langostinos - frio e murcho à mesa (o molho da salada escorria pela pedra utilizada como prato)

Esturión baja temperatura, garbanjos y ovas - peixe com gosto de freezer no meio da "confusão" no prato


 Rodaballo asado, cebolla ahumada y ravioli - o mesmo gosto de freezer em "piscina" de azeite ruim


O serviço de salão era um tanto estranho, desde o início, os garçons andavam freneticamente de um lado para outro, porém nenhuma ação ocorria. Não tiravam os pedidos, tampouco serviam os clientes.
... do céu para o purgatório. Um jantar longo, ruim e caro.
Faixa de preço: $$$$$ (por pessoa, com água)
Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Egaña Oriza - Sevilla

Pela manhã caminhamos pelas ruas da parte antiga de Sevilla. As altas temperaturas e o movimentos de turistas e locais nos fizeram correr para o restaurante mais cedo.




rio Guadalquivir

tamareira


No dia anterior, em uma rápida e acidental visita ao bar España (ante-sala do restaurante Egaña Oriza), o gazpacho não nos permitiu deduzir grandes predicados da cozinha do Egaña Oriza. Como as reservas já estavam feitas havia muito tempo e não tínhamos um plano B mantivemos o roteiro original. Ainda bem.
Chegamos um pouco cedo para o almoço e enquanto éramos acomodados em uma mesa, o chef basco Jose Mari Egaña estava no balcão do bar repassando a lista de compras para o dia seguinte (algo pouco comum atualmente e promessa de produtos frescos).
Depois do couvert com pães, azeitonas e xistorra, escolhemos alguns pratos que constavam no menu regular da casa e outros que compunham a carta do dia.


xistorra

kokotxas de merluza pil pil - um espetacular prato principal solicitado como entrada

almejas a la sartén - como se não bastassem as ameijoas, esta entrada era composta por lâminas de langostins crus e angulas salteadas no azeite e alho

cocote de merluza - a sabedoria de não intervir exageradamente nos produtos com ótima qualidade 

bacalao pil pil con piperada - "pil pil bem feito vicia"

já que o tema era cozinha basca, acompanhamos a refeição com o Txakoli Arri 

A impressão final é de um restaurante que "entrega"mais do que promete. Foi umas das grandes experiências da viagem à Andalucía.

Faixa de preço: $$$$$ (por pessoa)

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.