quinta-feira, 30 de junho de 2011

Eleven Madison Park - NYC

Viajar é bom, mas... dá trabalho. Arrumar a mala, lista de compras e presentes, lugares a visitar e, principalmente, onde comer. Tudo pré organizado, algumas reservas feitas e já no primeiro dia em NY, a agenda foi sumariamente ignorada.
Um dos primeiros programas ao chegar a Manhattan foi seguir em direção à Chambers St. Wines, loja com ótimo portfólio de vinhos naturais e algumas garrafas interessantes de Bordeaux e Piemonte de safras antigas. Uma das característica comum às pessoas que conheço e trabalham com vinhos naturais é a boa conversa, normalmente são apaixonadas por vinhos e gostam de compartilhar suas experiências, uma forma mais humanizada de se vender vinhos. Com John Truax não foi diferente. Após alguns minutos de conversa, estávamos sentados em seu escritório e John puxava o telefone para conseguir uma reserva no jantar daquele dia no restaurante Eleven Madison Park.
Na pesquisa pré-viagem, havia me deparado com este restaurante, com cozinha comandada por Daniel Humm, 4 estrelas do NY Times, prêmio James Beard de melhor chef de NY City, 24o. melhor restaurante no ranking da Restaurant Magazine, e blá, blá, blá... No entanto não havia gostado do site do restaurante, muito conceitual e pouco previsível.
Diante do entusiasmo de John quanto ao restaurante (sem vínculos comerciais diretos, pois vale lembrar que nos EUA, um lojista de vinhos não pode vender para um restaurante), aceitei a oferta da reserva.
A primeira surpresa da noite foi chegar ao estabelecimento e ser atendido por uma brasileira, Juliana (e depois ainda descobrimos que temos amigo em comum em SP).

Sopa de ervilha com hortelã e manteiga (presunto cru crocante)

Ceviche de vieira e maracujá

Torrada com ceviche de linguado

Pirulito de queijo de cabra (com pó de beterraba) e croquete de queijo de cabra - ótimo contraste entre o queijo congelado em nitrogênio e o empanado

Fettucine com molho de limão e king crab

Terrine de foie gras com frutas vermelhas

Spring lamb e sweetbread com cogumelos morilles e salada morna de alface

Roulade de frango com trufas, purê de batata e aspargo

Gelatina de azeite, suspiro com doce de leite e coco e macaron de peanut butter

As fotos estão em baixa qualidade pois não é permitido fotografar com flash no salão.
Na saída do restaurante, ainda recebemos um pote da famosa granola preparada pelo chef do Eleven.

Faixa de preço: $$$$$

Postado por Marcel Miwa.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

mais papas nativas



Um pouco mais daquelas papas nativas peruanas cozidas e salteadas na manteiga com alho, ají e flor de sal de Molina.

Postado por Nina Moori.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Maripili

Fazia muito tempo que este estabelecimento estava anotado na lista de restaurantes a visitar. Demoramos tanto tempo para conhecer esta tasca espanhola porque fica do outro lado da cidade, distante do nosso circuito tradicional.
Aproveitamos a ida ao Empório Húngaro para almoçar lá perto, no Maripili.

Tortilla (ótima), Sardinas (ok) e Chistorra (boa, mas bem diferente da que o Marcel experimentou na Espanha)cerveja Estrella Damm e uma taça de Fino



Lengua (interessante)

Rago (ok, bem rústico)

O serviço é um pouco descompassado, mas a falta de pretensão da casa compensa. A capital paulista poderia ter mais casas neste estilo: só prometem o que conseguem cumprir.

Faixa de preço: $$ (por pessoa)

Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Spekkuk Bumbu - Bolo indonésio de especiarias

uma leitora: Nina, experimentei um bolo de origem indonésia durante uma viagem à Holanda em uma casa de chá. Era um bolo com especiarias muito bom, em camadas. Até anotei o nome (Spekuk Bumbu) na esperança de encontrar no Brasil.

No último feriado, folheei alguns livros atrás do tal bolo indonésio em camadas. A receita do Spekkuk Bumbu que encontrei em um livro sobre gastronomia oriental não deu certo na primeira tentativa. Depois de algumas adaptações, segue o resultado abaixo:


Spekkuk Bumbu (Bolo indonésio de especiarias):
100g de manteiga sem sal temp. amb.
100g de açúcar cristal
40g de gemas de ovos
50g de claras de ovos
5ml de essência de baunilha caseira
80g de farinha de trigo
1g de sal marinho
1g de fermento químico
2g de canela em pó
0,5g de noz moscada ralada na hora
1g de cravo em pó
2 bagas de cardamomo
1 anis estrelado moído no almofariz
0,5g de coentro em grão moído no almofariz
0,5g de pimenta do reino branca moída na hora

15g de manteiga sem sal derretida

Bata a manteiga com o açúcar. Una as gemas e bata para incorporar. Adicione as claras e bata bem. Acrescente a essência. Una os ingredientes secos (previamente peneirados juntos). Disponha 1/4 da massa em forma pequena (untada com manteiga e forrada com papel manteiga) e asse à 160ºC por 20 minutos. Pincele 1/3 da manteiga derretida (evidenciar as camadas) sobre a massa assada e espalhe mais 1/4 de massa crua. Asse. Repita até terminar a massa crua e a manteiga.
Desenforme, retire o papel manteiga e deixe esfriar sobre grade.


Fatias finas com uma xícara de Darjeeling.

Alguma dúvida sobre os pesos e medidas dos ingredientes?

Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Domaine Marc Kreydenweiss Pinot Blanc Kritt 2006


Aromas de pera, limão, mineral e algo floral. Na boca, ótima acidez. Um vinho interessante para acompanhar o buffet de saladas do Ráscal.

Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Torta de milho salgada

Postar ou não postar uma receita tão trivial?
E o que tem de diferente nesta torta de liquidificador? Milho verde e fubá na massa.


Torta de milho salgada:
massa:
3 espigas de milho verde debulhadas
240ml de leite integral
120ml de óleo de girassol
100g de ovos
100g de fubá
150g de farinha de trigo
8g de sal marinho
12g de fermento químico

recheio:
óleo de girassol
1 cebola média
2 dentes de alho
1/2 pimenta dedo de moça picada
300g de carne moída (usei patinho) - substitua por linguiça moída refogada ou peito de frango desfiado e refogado com tomate
120ml de água filtrada quente
1tbsp de amido de milho (dissolvido em água)
Refogue a cebola, o alho e pimenta em óleo. Una a carne e refogue. Adicione a água e cozinhe por 10 minutos em fogo baixo. Tempere com sal e pimenta. Engrosse com o amido. Troque de recipiente e esfrie.
Liquidifique o milho com leite e óleo. Una os ovos e bata para incorporar. Adicione a farinha e o fubá em três adições, batendo bem. Acrescente o sal e o fermento e bata rapidamente. Verta 1/3 da massa em forma de 18X26cm untada com óleo e polvilhada com fubá. Espalhe o recheio e cubra com a massa restante.
Asse à 180ºC por 40-50 minutos.
Sirva quente.


Ops! Não utiliza balança para pesar os ingredientes? Então confira as transformações.

Postado por Nina Moori.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Arroz doce com figo seco e whisky

Pula a fogueira Iaiá, pula a fogueira Ioiô.....

Mês das festas juninas repletas de milho verde cozido, bolo de milho, paçoca, curau, doce de abóbora, pipoca, canjica, pé de moleque e arroz doce.


Arroz doce com figo seco e whisky:
700ml de leite integral
155ml de creme de leite fresco
100g de arroz cru
35g de figo seco (pode acrescentar mais)
90g de açúcar orgânico claro
1g de sal marinho
1/2 tsp de pasta de baunilha (ou 1/2 fava)
30ml de whisky

Leve ao fogo baixo, o leite, o creme e o arroz, em panela funda para cozinhar por cerca de 40-50 minutos.
Misture de vez em quando para evitar que grude no fundo da panela. Na metade da cocção, adicione o figo. O arroz deve mais macio, o líquido cremoso, mas sem derreter os grãos. Antes de desligar, acrescente o açúcar, o sal e a pasta de baunilha. Misture bem, retire do fogo e una o whisky.
Troque de recipiente e sirva quente, morno ou gelado.


O figo seco e whisky no lugar da canela deram um toque diferente no tradicional doce português.

Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Pão de semente de mostarda (fermentação natural)

Sabe quando "baixa aquele momento Isaura" e a bagunça começa a incomodar?
Num desses últimos devaneios, resolvi reorganizar armários e verificar as datas de validade.
As sementes de mostarda, com validade limite em agosto, foram as primeiras vítimas da "arrumação" e entraram na receita do pão de fermentação natural da semana.


Pão de forma de mostarda (fermentação natural):
200g de farinha de trigo
50g de fibra de trigo
25g de semente de mostarda (cerca de 2tbsp)
15g de açúcar orgânico claro
90g de Romolo (fermento natural de keffir)
50ml de keffir
150ml de água filtrada gelada
4g de sal marinho

Doure as sementes de mostarda em uma pequena frigideira ou panela no fogo baixo. Esfrie e misture com as farinhas de trigo e açúcar. Una o keffir e 50% da água. Bata com gancho em velocidade média. Una o Romolo (fermento natural de keffir). Acrescente a outra metade da água, aos poucos, batendo para incorporar. Adicione o sal. Aumente a velocidade e bata por 6 minutos ou a massa ficar elástica e brilhante.
Transfira para um bowl levemente untado com óleo, cubra e deixe crescer por 4h (o tempo depende do clima) ou dobrar de volume.
Divida a massa ao meio, abra cada pedaço em retângulo (use as mãos levemente untadas com óleo) e modele como um rocambole. Disponha em duas formas para pão pequenas (previamente untadas e polvilhadas com fubá). Cubra e deixe crescer até atingir a borda da forma. Peneire um pouco de farinha de trigo. Dê um corte com bisturi para pão e asse à 180ºC por 25 minutos.


O pão ficou muito bom com fatias de rosbife caseiro, queijo emmental e picles.
Usa colheres e xícaras medidoras para cozinhar? Clique aqui e confira as transformações.

Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Cioccolata modicana Donna Elvira

Presente do Marcel de uma viagem à Itália, esta barra de chocolate siciliano com pistacchio di Bronte estava guardada entre as goji berries, pignole e a pasta di mandorle só esperando a hora de aparecer no Gourmandise.


Confeccionado com uma antiga técnica asteca (informação do site da Donna Elvira), o chocolate à base de cacau sul americano apresentou manchas esbranquiçadas decorrentes das oscilações de temperatura (pode ser consequência de calor durante o armazenamento, transporte ou da temperagem incorreta do produto).
                              

A textura super crocante (quebradiça) evidenciou a presença dos grânulos de açúcar (demerara) e das sementes de cacau moído (imagino que este chocolate seja do tipo raw, mas nada especifica no site do produtor). O sabor do pistache é muito sutil.

Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Balas da infância

irmã: Ni, abre a mão e fecha os olhos!
Nina "de olhos fechados" e mãos esticadas - plim! - ahhhhhh!
N. e a irmã em coro: "balas de carinha*"
irmã: Né, lembra que a mamãe comprava naquela mercearia em Pinheiros?
N.: hum ..... gosto de infância....


*Balas de carinha: com o mesmo processo de confecção das balas da foto acima, mas o desenho era do rosto (cara) de bonecas. Mesmo se descobrisse o nome correto continuaria chamando-a de a "bala de carinha".

Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Domaine Laroche Chablis 2006


Maçã verde, limão, baunilha e leve mineral na taça. Mostrou-se um pouco "cansado" em boca, diferente da safra (2008) degustada na World Wine Experience 2011.

Postado por Nina Moori.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Arroz vermelho com tomate

Vermelho: foi o que pensei quando terminei de cozinhar este arroz.


Arroz vermelho com tomate:
(3 porções)
óleo de girassol
3 dentes de alho laminados
1 pimenta dedo de moça fatiada (sem semente)
200g de arroz vermelho (de Pindamonhangaba)
30ml de cachaça envelhecida
500-600ml de fundo de legumes caseiro quente
2 caixinhas de tomate sweet grape (cortados ao meio)
sal marinho
1 tbsp de manteiga de garrafa
flor de sal
gergelim
Refogue o alho e a pimenta no óleo, una o arroz. Adicione a cachaça. Acrescente metade do fundo de legumes. Cozinhe em fogo baixo com a tampa semi aberta. Acrescente mais fundo de legumes quente conforme evaporar. Aumente o fogo e una o tomate. Salgue. Desligue e finalize com manteiga de garrafa, flor de sal e gergelim.
Sirva quente.


Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Torta com curd de maracujá

Já comeu no escuro?
Eu já cozinhei no escuro.
curd estava na geladeira e a massa da torta com azeite pronta para abrir quando... a luz pisca duas vezes e vai embora. Usando apenas a luminosidade do celular, abri a massa com um rolo (e depois constatei que ficou irregular) e levei ao forno para assar. Esqueci de mencionar como fiquei irritada com a tarefa de acender o forno com palito de fósforo - quase me queimei duas vezes e por pouco não intoxiquei com o gás aberto.

Torta com curd de maracujá:
massa de azeite:
125g de farinha de trigo
1g de sal marinho
30ml de azeite
65ml de água filtrada
recheio:
meia receita de curd de maracujá

Misture a farinha e o sal. Faça uma cova central e una o azeite. Incorpore com a ponta dos dedos acrescentando a água aos poucos. Modele em disco. Embrulhe com filme plástico e gele por 20 minutos.
Abra com auxílio do rolo e disponha em forma para torta de fundo falso de 16cm de diâmetro. Faça alguns furos na base e asse por 20 minutos à 180ºC.
Espalhe o curd de maracujá e volte ao forno por 15 minutos.
Amorne e desenforme.

a torta fotografada com luz de velas - um oferecimento da AES Eletropaulo

Comemos ainda morna porque a energia ainda não havia sido restabelecida.

Prefere medir os ingredientes com colheres e xícaras medidoras?

Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Pão de banana, chocolate e nozes

aluna: professora, sei que a senhora não gosta de pães-cheios-de-coisas, mas será que tem uma receita de um pão de banana recheado?
professora: tenho uma boa receita de pão de banana, tentarei adaptar.


Pão de banana, chocolate e nozes:
230g de farinha de trigo
25g de açúcar orgânico claro
4g de fermento biológico seco
100g de banana nanica (1 unidade grande)
25g de ovo (reserve a outra metade do ovo para egg wash)
50ml de keffir (ou iogurte)
3g de sal marinho
25g de manteiga sem sal temp. amb.

Misture a farinha com o açúcar e o fermento. Faça uma cova central e acrescente a banana (amassada com garfo), o ovo e metade do keffir. Incorpore os secos com a ponta dos dedos. Una o restante do keffir aos poucos. Adicione o sal. Acrescente a manteiga. Trabalhe a massa para ficar lisa e elástica. Forme uma bola e deixe crescer dentro de um bowl coberto por 1h30-2h (ou dobrar de volume).

100g de chocolate branco picado (use um chocolate de boa qualidade)
50g de nozes (picada grosseiramente)
egg wash (ovo batido para pincelar)
Retire o ar da massa e modele em cordão. Corte em 8-12 pedaços e boleie. Recheie com o chocolate e as nozes. Disponha em placa (forma) untada e polvilhada. Cubra e deixe crescer até dobrar de volume.
Pincele o ovo batido e asse à 180ºC por 20-25 minutos.
Desenforme.

Mais um pão doce para comer ainda quente.

Tem dúvidas nas medidas dos ingredientes? Verifique aqui as equivalências.

Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Matetic

Quando viajamos ao Chile costumamos nos hospedar em Santiago ou Valparaíso (destino obrigatório). Pela primeira vez, e sempre com o pretexto de visitar uma vinícola, nos hospedamos um dia em Casablanca.
Apesar dos 120 hectares de vinhedo, a propriedade conta com 11 mil hectares (área que até então associava a uma cidade e não a uma única propriedade) e muitas outras atividades além da produção de vinho. As mais interessantes são a criação de gado leiteiro, ovelhas e alpacas além de um hotel boutique (La Casona) e um restaurante.

(fila indiana de) alpacas
vinhedo
vale a pena passar algumas horas nesta piscina

Os vinhos da Matetic já são bem conhecidos com bons Sauvignon Blanc, Pinot Noir e Syrah - tanto da linha Corralillo quanto EQ e o top Matetic. A grande surpresa foi um outro produto também totalmente produzido na propriedade, ligue os pontos:

ovelhas
+ flor de cardo
= queijos (lembram da torta de Oveja Rosario?)

Foi uma boa forma de fazer o trajeto Santiago - Valparaíso.
Para ver outros atrativos do Vale de Casablanca entre no site da revista diVino.

Postado por Marcel Miwa.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sorvete de matchá

Depois das notícias sobre a radiação emanada pela usina de Fukushima no Japão, os nipo descendentes correram para estocar os produtos alimentícios japoneses. Prateleiras de muitas mercearias e mercados especializados em produtos do Sol Nascente no bairro da Liberdade ficaram quase vazias.
Enchi as ecobags com matchá, katsuobushi, soba, curry powder, wasabi powder, kasugai peas e shiitake seco porque não sei por quanto tempo muitos alimentos continuarão contaminados e as exportações prejudicadas.
É por isso que este Sorvete de matchá tem um sabor especial.

Sorvete de matchá:
300ml de creme de leite fresco
100ml de leite integral
20g de gema de ovo
60g de açúcar orgânico claro
10g de matchá (chá verde em pó)
1g de pasta de baunilha

O processo é o mesmo de sempre: crème anglaise. Fora do fogo incorporo o matchá e a pasta de baunilha. Gelo por 3 horas e coloco na sorveteira seguindo as instruções de uso.

mililitros e gramas ou xícaras e colheres?

Postado por Nina Moori.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Água e suco

Pensei se valia a pena descrever a nossa experiência no almoço de dia das mães naquele restaurante. Para não chatear os leitores com um post repleto de lamúrias sigo com a descrição dos pontos altos daquela refeição: as bebidas.
Apesar de não ser orgânico, o suco de uva Peculiare cumpriu a sua função. Adoçou o que era amargo.


A água mineral Sarandi, com seu rótulo espirituoso, hidratou e riu de todos à mesa. Pelo menos me lembrou que é uma das minhas marcas preferidas de água com gás.


Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Pão (torta) de mirtilo

Marcel: Hum! Mirtilos de Salta! É uma região quente, estas frutinhas devem ser doces. Posso pegar uma?
Nina: (consente com a cabeça)
M.: (faz caretas) que azedo!
N.: (rindo) são graúdos, mas são ácidos.


Pão doce (quase uma torta) de mirtilo:
150g de farinha de trigo
10g de farinha de gluten
20g de açúcar orgânico claro
10g de leite em pó
3g de fermento biológico seco
0,25g de canela em pó (ou uma pitada)
zeste de 1/2 laranja pêra
25g de ovo orgânico batido (reserve a outra metade para pincelar a massa)
65ml de água filtrada
2g de sal marinho
20g de manteiga sem sal derretida (temp. amb.)
Misture as farinhas com açúcar, leite em pó, fermento, canela e zeste. Faça um buraco no centro e adicione o ovo. Incorpore os ingredientes secos, acrescentando a água aos poucos. Una o sal. Adicione a manteiga em duas adições, trabalhando a massa para incorporar.
Faça uma bola, coloque em tigela, cubra com filme plástico e deixe crescer até dobrar de volume (2h30).

ovo batido (use o que sobrou da massa)
125g de mirtilo (blueberry)
10g de manteiga sem sal derretida (temp. amb.)
15g de açúcar orgânico ou demerara

Retire o ar da massa com o punho fechado. Boleie novamente e disponha em uma forma para torta de 18cm de diâmetro (untada e polvilhada com fubá). Estique a massa na forma com a ponta dos dedos. Cubra e deixe crescer por 40-50 minutos (ou alcançar metade da altura da forma).
Pincele com ovo, espalhe o mirtilo, regue com a manteiga e polvilhe o açúcar.
Asse à 180ºC por 30-40 minutos.
Desenforme.


Quente ou morna com uma xícara de darjeliing.

Prefere pesar os ingredientes com xícaras e colheres medidoras? Verifique as tranformações.

Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Maracujá + framboesa + chocolate branco + amêndoa

Mais um aniversário em família.
Mais um bolo para elaborar.
Em dúvida sobre a flavorização do bolo, fiz uma rápida enquete no twitter. Uni as sugestões (maracujá + framboesa + chocolate branco + amêndoa): massa base génoise, joconde com as amêndoas, curd com o maracujá, xarope para umedecer com licor de framboesa (além da frutas frescas para decorar) e chantilly com o chocolate branco.

Bolo de maracujá e chocolate branco (ou o Bolo de aniversário do meu pai):
Génoise:
200g de ovos de galinha caipira
100g de açúcar orgânico claro
100g de farinha de trigo
23g de amido de milho
1g de fermento químico
1g de sal marinho
13g de manteiga sem sal derretida
Monte os ovos com açúcar até triplicar de volume. Incorpore a farinha, o amido, o sal e o fermento misturados previamente. Incorpore a manteiga. Disponha em forma (21cm de diâmetro) untada com manteiga e forrada com papel manteiga. Asse à 180ºC por 25 minutos. Desenforme e esfrie sobre grade. Corte em duas fatias.

Joconde:
145g de claras de ovos de galinha caipira
80g de açúcar orgânico claro
80g de farinha de amêndoas
40g de farinha de trigo
12g de manteiga sem sal derretida
Monte as claras em neve mole com o açúcar. Incorpore a farinha de amêndoa e farinha de trigo previamente peneiradas juntas. Incorpore a manteiga. Disponha em placa com silpat e aro de 22cm de diâmetro. Asse à 150ºC por 1h. Desenforme e esfrie sobre grade.

Maracujá curd:
1/2 receita

Framboise sirop:
100ml de água filtrada
20g de açúcar orgânico claro
20ml de Framboise (Eau de vie de framboesa)
Leve ao fogo baixo a água e o açúcar até dissolver. Esfrie e una a Framboise.

Chantilly de chocolate branco:
500ml de creme de leite fresco
200g de chocolate branco de boa qualidade (use um chocolate branco confeccionado com manteiga de cacau)
Derreta o chocolate picado no banho-maria (cuide para não exceder a temperatura e evite o vapor da água). Amorne. Monte o creme de leite até obter picos moles. Incorpore 1/4 do creme ao chocolate. Bata o restante do creme até picos mais firmes e incorpore ao creme de chocolate.

Decoração:
80g de framboesa fresca (1 caixinha)
10g de amêndoa laminada

Montagem:
Disponha uma camada de génoise sobre prato (dentro de aro de 20cm de diâmetro). Umedeça com 1/3 do sirop de Framboise. Espalhe uma fina camada de curd de maracujá (1/3 do curd). Espalhe metade das framboesas. Espalhe 1/4 do chantilly de chocolate branco. Disponha a joconde (corte as laterais ressecadas para encaixar perfeitamente no aro). Umedeça com 1/3 do sirop de Framboise. Espalhe mais 1/3 do curd. Coloque outra camada de chantilly (1/4). Encaixe a última camada de génoise e umedeça com o restante do sirop. Gele por 30-40 minutos.
Retire o aro e cubra o topo e lateral do bolo com o chantilly de chocolate branco restante. Gele por 15 minutos.
Espalhe o curd de maracujá restante na superfície do bolo (deixando 2 dedos de borda). Disponha as framboesas na borda. Decore com as lâminas de amêndoas sobre o curd.
Gele por 3 horas e sirva.

Mais um post sem foto. Uma pena.

Tem dúvidas nas medidas dos ingredientes? Verifique as transformações aqui.

Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Curd de maracujá

Antes de ir à feira, a ideia original era confeccionar um Lemon Curd (um tipo de creme agridoce usado para rechear bolos, tortas e servir com biscoitos, waffles, scones...), mas ao ver o preço daqueles desbotados limões sicilianos fiquei desestimulada. Já os simpáticos maracujás maduros acenaram da banca ao lado, loucos para pular na minha sacola de compras.


Maracujá curd:
3 maracujás maduros
100ml de água filtrada
140g de gemas de ovos de galinha caipira
230g de açúcar orgânico claro
116g de manteiga sem sal em cubos e gelada

Liquidifique a polpa dos maracujás com água. Coe com chinois (deve render 200ml).
Misture o suco coado, as gemas e o açúcar em um bowl com fouet. Leve ao banho-maria em fogo baixo. Cozinhe, mexendo com espátula ou pão duro, até engrossar (fica cremoso e bem amarelo - lembre-se que após esfriar, engrossa muito mais). Retire a panela do fogo e una a manteiga. Misture com a espátula até incorporar e peneire. Esfrie e gele.


Amarelo e perfumado! 
A acidez do maracujá equilibrou a doçura do açúcar e a untuosidade da gema.

Dúvidas nas medidas dos ingredientes? Verifique aqui as transformações.

Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Il Cantinone - Peschiera del Garda

Seguindo a indicação feita por um representante de uma vinícola piemontesa (afinal trata-se de um povo com particular afinidade pela boa mesa) chegamos ao restaurante Il Cantinone em Peschiera del Garda.

Peschiera del Garda à noite

O começo não foi muito inspirador, com ambiente um tanto "over" - com lâmpadas penduradas à la árvore natalina e quadros imensos nas paredes - e maître meio invasivo, falava sem parar e tentava apressar os nossos pedidos. Até que a maior das falhas também serviu como início à redenção: ao chegar os sais à mesa (3 opções), um dos potes trazia oculto um enorme caco de vidro. Foi a chance para um colega de sangue napolitano extravasar nossa insatisfação com o até então pedante maître. Felizmente, a partir daí o serviço tomou outra forma. Trouxeram-nos à mesa um tavolino com os pescados do dia e escolhemos para começar, um mix de peixe e frutos do mar: pescado branco, atum, ostra, vôngole, camarão e langostim crus.



Em seguida, dividimos um Turbot assado.



E para finalizar, uma pasta com um peixe (não me recordo o nome) e pomodorini.


Para acompanhar, o Ribolla Giala de Primosic.


Aparentemente a qualidade dos pratos contagiou o andamento do serviço e o jantar foi realmente bom, com pescados muito frescos apresentados de forma ousada - simplesmente crus.

Faixa de preço: $$$$$

Postado por Marcel Miwa.