sexta-feira, 29 de abril de 2011

Cuitlacoche

Existe outra forma mais agradável de conhecer uma cultura que compreendendo os seus hábitos alimentares? A enogastronomia é uma das principais razões para querer conhecer um país, cidade ou região.
Poderia escrever um post imenso listando todos os lugares interessantes para onde gostaria de viajar. Mas isso só aumentaria a certeza de que a vida deveria ser composta por mais férias que dias de trabalho.
Enquanto não conheço o México (em especial, Oaxaca), me contento com uma lata de cuitlacoche (ou huitlacoche).


Já que não tinha tortillas e nem frijoles em casa, testei o cuitlacoche em 3 receitas.

Sopa de cuitlacoche:
600ml de fundo de legumes
175g de batata sem casca em cubos (1 unid média)
115g de milho verde debulhado (1 espiga)
75g de cebola brunoise (1 unid pequena)
2g de alho picado (1 unid)
3g de raiz de coentro (2 unid)
15ml de óleo
sal
140g de cuitlacoche
Refogue a cebola e a raiz de coentro no óleo. Una o alho.

Acrescente a batata e o milho. Abaixe o fogo, adicione o fundo de legumes e um pouco de sal. Tampe e cozinhe por 25 minutos ou ficar tenro.
No meio da cocção, inclua o cuitlacoche. Verifique o sal.
Liquidifique e sirva quente com um fio de azeite, flor de sal e coentro fresco picado.


Arroz de cuitlacoche:
12g de bacon
10ml de óleo
70g de cebola
2g de alho
100g de arroz agulhinha
90g de cuitlacoche
25ml de vinho branco seco
300ml de fundo
sal e pimenta do reino
coentro fresco, flor de sal e azeite
Doure o bacon. Acrescente o óleo e a cebola. Una o alho.

Una o arroz e refogue até ficar transparente. Adicione o vinho branco.
Acrescente o fundo de legumes quente e um pouco de sal. Tampe deixando semi aberta.
No fim da cocção, adicione o cuitlacoche e verifique o sal.
Desligue o fogo e acrescente coentro e pimenta do reino.
Sirva regando com um pouco de azeite e polvilhando com flor de sal.


Pasta com cuitlacoche:
125g de pasta seca longa
30g de bacon em cubinhos
10ml de óleo de girassol
1 cebola roxa pequena julienne
2 dentes de alho brunoise
50g de cuitlacoche
flor de sal
azeite para regar
Doure o bacon no óleo. Una a cebola, o alho e refogue até murchar.
Adicione o cuitlacoche, abaixe o fogo e cozinhe por alguns minutos.
Acrescente a pasta cozida al dente. Regue com azeite e polvilhe flor de sal.


Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Sorvete de chocolate branco e alecrim

aluna: Chocolate com alecrim? E fica bom?
professora: Bom é relativo, mas eu gosto de chocolate branco com alecrim, chocolate ao leite com tomilho e chocolate amargo com sálvia.
aluna (ensaiando uma careta)
professora: Careta enruga a testa e dá pé de galinha. Experimente o sorvete antes de decidir se gosta ou não.


Sorvete de chocolate branco e alecrim:
400ml de leite integral
10g de alecrim fresco - somente as folhas (cerca de 2 ramos grandes)
200ml de creme de leite fresco
90g de chocolate branco de boa qualidade
40g de gemas de ovos de galinha caipira
30g de açúcar orgânico claro

Aqueça o leite, una o alecrim, tampe a panela e desligue. Deixe a infusão agir por 15-20 minutos. Coe e descarte a erva.
Faça o ganache: pique o chocolate e leve ao banho-maria. Mexa até derreter. Amorne.
Faça o créme anglaise: reaqueça o leite perfumado com alecrim. Enquanto isso, bata as gemas com açúcar com fouet. Quando levantar fervura do líquido, desligue e verta sobre a gemada, aos poucos, misturando com fouet. Volte tudo para a panela. Cozinhe em fogo baixo, mexendo com espátula até ponto napê.
Troque de recipiente e una o ganache. Gele por 3h.
Coloque na sorveteira seguindo as instruções de uso.


Dúvidas nas medidas dos ingredientes? Clique aqui para fazer as conversões.

Postado por Nina Moori.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Bolinho de arroz com pecorino

Tenho certeza que toda família tem a sua fórmula para fazer aquele Bolinho de arroz especial. A minha receita leva queijo Pecorino e um toque de limão.

Bolinho de arroz com pecorino:
200g de arroz cozido e frio (cerca de 1 xícara)
45g de queijo Pecorino ralado
zeste de 1/4 de limão Tahiti
1/2 dente de alho em pasta
1/4 maço de salsa picada
1 de gema de ovo de galinha caipira
sal marinho e pimenta do reino moída na hora
20-30ml de leite integral

1 clara de ovo de galinha caipira
água filtrada (cerca de 50ml)
farinha de rosca caseira

Misture o arroz com Pecorino, alho, salsa, zeste e gema com as mãos. Una leite suficiente para conseguir modelar. Tempere com sal e pimenta do reino. Divida a massa em 8-10 porções e modele (bolinha ou croquete).
Misture a clara com água com auxílio de garfo. Empane os bolinhos de arroz.
Frite em óleo à 180ºC até dourar.
Escorra sobre papel absorvente e sirva imediatamente.


Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Longan (olho de dragão)

Acertaram a adivinhação da última postagem ?
Era uma pequena fruta de origem chinesa com polpa semelhante à lichia e ao rambutan.

longan sem casca

O aroma do longan tem algo floral e lembra vagamente o melão cantaloup.
Doces e delicadas, estas frutinhas foram devoradas geladas no café da manhã.


Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O que será?

Adivinhe o que é?


Vou dar apenas uma dica: tem cerca de 3,5cm de diâmetro.
A resposta virá na semana que vem.


Postado por Nina Moori.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Cookies de tahini e gergelim

Mais um daqueles sonhos.
Sonhei que preparava Cookies de tahini.
O único inconveniente desses sonhos é que raramente mostram o modo de preparo.
Passei o dia imaginando como confeccionar os tais cookies. Pensei na similaridade do tahini com a manteiga de amendoim, ambos oleosos e intensos.
Adaptei uma receita antiga de Cookie de manteiga de amendoim substituindo a pasta de amendoim pelo tahini, diminuindo a quantidade de manteiga e agregando gergelim preto.


Cookies de tahini e gergelim:
94g de manteiga sem sal temp. amb.
140g de tahini

60g de açúcar orgânico claro
50g de açúcar mascavo
8g de açúcar vanillé

50g de ovo orgânico
15ml de Mazaher
7g de bicarbonato de sódio
1g de sal marinho
160g de farinha de trigo
35g de gergelim preto torrado

Misture a manteiga com o tahini. Una os três açúcares e bata bem com uma espátula. Una o ovo e bata novamente. Incorpore os ingredientes secos (farinha de trigo, bicarbonato, sal e gergelim).
Divida a massa ao meio e modele dois cilindros. Embrulhe em filme plástico e gele por 30-40 minutos. Corte e boleie (cerca de 40 unidades).
Disponha em placa com silpat e asse à 180ºC por 15 minutos.
Retire do forno, esfrie por 5 minutos e transfira os cookies para uma grade. Esfrie completamente e armazene em pote hermético.


Tem dúvidas sobre as medidas dos ingredientes? Confira aqui.


Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Pão rústico com iogurte e cacau

Ao entrar no elevador, escuto de um vizinho:
vizinho: ah, você faz esses novos pães? Pães com fermento natural? Tá na moda, né?
Nina: Novos?! Será que antes da invenção dos fermentos em cubinho (fresco) ou em pó (seco) ninguém comia pão?
v.: hahaha. Puxa, nunca pensei nisso.


Seguindo o mesmo processo de sempre, este pão de fermentação natural foi aromatizado com cacau, passas brancas e nozes.


Pão rústico com iogurte e cacau:
110g de levain (John) maduro
190g de farinha de trigo
110g de farinha de trigo integral
20g de cacau em pó
50ml de iogurte natural
160ml de água filtrada gelada
6g de sal marinho

40g de passas brancas
40g de nozes sem casca

Peneire as farinhas de trigo com cacau. Una o fermento natural (levain maduro) e o iogurte. Incorpore os ingredientes secos, adicionando a água aos poucos. Trabalhe a massa por cerca de 6 minutos. Una o sal e trabalhe por mais 5 minutos.
Disponha em bowl levemente untado, cubra e deixe crescer até dobrar de volume (6-8h). Abra a massa, espalhe as passas e nozes, modele e asse utilizando o método do no-knead bread.
Esfrie sobre grade.


O cacau deixou o pão bem escuro, mas o sabor ficou sutil.
Comemos este pão com salame de javali, manteiga e queijo azul.


Prefere trabalhar com xícaras e colheres medidoras? Clique aqui.


Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Bolo de arroz e coco - gluten free

Esta receita de Bolo de arroz coco sem gluten (e sem lactose) é uma adaptação de uma receita que ganhei de uma aluna.


Bolo de arroz e coco (gluten free):
200g de arroz agulhinha cru (cerca de 1 xícara)
360ml de água filtrada
180ml de leite de coco (pode sobstituir 50% por água filtrada)
120ml de óleo de girassol
2 ovos de galinha caipira
115g de açúcar orgânico claro
1/2 tbsp de fermento químico
1g de sal marinho
20g de coco seco ralado
Lave muito bem o arroz em água corrente. Deixe de molho em 360ml de água por 8-12 horas. Escorra e reserve.
Liquidifique o leite de coco, óleo, ovos e açúcar por 4 minutos. Una o arroz escorrido e bata por mais 6 minutos. Adicione o fermento e bata rapidamente para incorporar.
Verta em forma retangular de 18X28cm untada com óleo e polvilhada com farinha de arroz. Espalhe o coco ralado por cima.
Asse à 180ºC por 30-40 minutos. Esfrie por 10 minutos e corte o bolo.

Tem alguma dúvida sobre a equivalência dos ingredientes? Esclareça aqui.


Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Aussie bread (Pão Australiano II)

Lá em 2007, a receita de Pão australiano postada aqui no Gourmandise era bem simples e rápida (confeccionada com o método direto).
Seguindo a linha do "para quê simplificar se podemos complicar?", desta vez fiz o Pão Australiano (Aussie Bread) com três etapas de fermentação. E qual a diferença? Ganha-se intensidade no sabor e complexidade de aromas.

Pão australiano (Aussie bread):
Etapa 1:
70g de farinha de trigo
10g de de farinha de glúten
1g de fermento biológico seco
1g de sal marinho
40ml de água filtrada
Misture tudo e trabalhe até ficar lisa e elástica. Cubra e deixe repousar por 12 horas.

Etapa 2:
140g de farinha de trigo
100g de farinha de trigo integral
10g de farinha de glúten
20g de cacau em pó
3g de fermento biológico seco
145ml de água filtrada
15g de açúcar mascavo
50g de melado de cana
5g de sal marinho
Peneire as três farinhas juntas com o cacau. Faça uma cova e una a mistura anterior. Adicione o fermento biológico, o mascavo e o melado de cana. Acrescente a água, aos poucos, trabalhando a massa. Una o sal e sove para incorporar. A massa deve ficar lisa e eslástica.
Disponha em bowl, cubra com filme plástico e deixe crescer por 2h30 ou dobrar de volume (depende do clima).

Modele dois pães (abrindo a massa sobre bancada e enrolando como rocambole).
Deixe crescer em placa untada e polvilhada (ou em forma para pão) até dobrar de volume (cubra com pano limpo e seco).

Polvilhe fubá e dê cortes com bisturi para pão.
Asse à 180ºC por 25-30 minutos.
Esfrie sobre grade.


Apreciamos o Aussie bread com manteiga salgada e pâté de foie.

Prefere medir os ingredientes com colheres e xícaras medidoras? Verifique aqui a conversão.

Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sorvete de pignole e grappa

Depois daquele super doce sorvete de doce de leite, o gelado da vez uniu a delicada untuosidade do pignole tostado com a inebriante Grappa.


Sorvete de pignole e Grappa:
300ml de leite integral
150ml de creme de leite fresco
20g de gema de ovo orgânico
60g de açúcar orgânico claro
5ml de extrato de baunilha caseiro
45ml de Grappa
60g de pignole

Faça o crème anglaise com leite, creme de leite, gema e açúcar. Troque de recipiente e una o extrato e a Grappa. Gele por 3h.
Doure o pignole em fogo baixo. Esfrie, reserve cerca de 2 colheres e moa o restante no almofariz até obter uma pasta oleosa.
Misture a pasta de pignole ao crème anglaise gelado e coloque na sorveteira seguindo as instruções de uso. Quando o creme estiver bem firme, una o pignole reservado.


Prefere medir os ingredientes com xícaras e colheres medidoras? Verifique aqui as equivalências.


Postado por Nina Moori.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sopa fria de pepino

A geladeira estava quase vazia, apenas algumas frutas, dois pepinos, os fermentos naturais, uma água tônica, um potinho de umeboshi e um pouco de keffir "decoravam" o espaço.
Imaginei que uma sopa fria e crua de pepino seria a maneira mais rápida de preparar o almoço.


Sopa fria de pepino (ou quase um gazpacho de pepino):
2 pepinos japoneses em pedaços
1/2 pão francês amanhecido fatiado
5ml de vinagre de Champagne
50ml de azeite
flor de sal
pimenta do reino verde moída na hora
Hidrate o pão em 50ml de água gelada. Reserve.
Liquidfique o pepino com o vinagre, 30ml de azeite e pitada de flor de sal. Adicione o pão e bata bem. Una o restante do azeite, aos poucos, liquidificando para criar emulsão. Verifique o sal.
Coe, gele por 15 minutos e sirva moendo um pouco de pimenta do reino verde.


Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Arroz 12 grãos com choclo

O que seria deste blog sem os presentinhos gourmets que chegam nas malas de viagem da família e dos amigos?
A última mala veio de Lima recheada com camote, cancha, papas nativas, chocolate, maíz, Pisco e vinhos peruanos.
Minha mãe contou que havia experimentado um ótimo arroz com este maíz (chamado choclo depois de cozido) no Astrid y Gastón de Lima. Aproveitei a ideia para preparar um Arroz 12 grãos (que deveria se chamar apenas "12 grãos" já que possui outros grãos além do arroz) com choclo.
Cozinhei o milho branco peruano em água até ficar tenro (demorou muito mais tempo que o milho amarelo tão comum do Brasil).

choclo

12 grãos com choclo 

A receita do "Arroz" 12 grãos com choclo é mesma de sempre, sem surpresas: cebola e alho refogados em óleo de girassol, "arroz" 12 grãos, vinho branco seco, fundo de legumes caseiro quente e, no meio da cocção do arroz, acrescente o milho branco peruano cozido e debulhado. Finalize com flor de sal, salsa fresca picada e azeite.




Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Grostoli

Grostoli, Cueca virada ou Crostoli*?
Quando criança, durante uma viagem ao interior de Santa Catarina, empanturrei-me com esta guloseima. Recordo que o meu infantil raciocínio não havia compreendido a razão do nome "cueca virada" (aliás, até hoje não entendo). Ao ver aquela travessa repleta de gostosuras fritas e polvilhadas com açúcar e canela sobre a mesa esqueci completamente da indagação quanto ao título. Para as crianças tudo é mais simples, gosta ou não gosta, o nome não importa.
Encontrei a receita do Grostoli da minha madrinha, escrita à mão, em um pedaço de papel dentro de um livro sobre saladas (interessante a contradição).

Grostoli (receita da madrinha com algumas alterações):
270g de farinha de trigo
50g de açúcar refinado
2g de sal marinho
5g de fermento biológico seco
50g de ovo
20ml de azeite
140ml de Grappa (na falta, substitua por cachaça)
40ml de leite integral
Misture a farinha com açúcar, sal e fermento. Faça uma cova e una o ovo, azeite e Grappa. Incorpore com a ponta dos dedos, adicionando o leite aos poucos. A massa deve ficar lisa. Coloque em um bowl e cubra. Deixe crescer por 45 minutos.
Abra a massa (5mm de espessura) e corte em retângulos. Faça um corte transversal em cada retângulo e torça (passando uma das extremidades pelo corte).
Frite em óleo (2 dedos de profundidade) à 180ºC. Escorra sobre papel toalha e role em
açúcar refinado com canela em pó.


Sirva ainda quente com chimarrão, xícara de café, chá preto ou chocolate quente.

*Crostoli: outra variação do nome desta guloseima que aprendi ao ler os comentários de leitores neste post (incluído em 09.04.11)
Para esclarecer suas dúvidas sobre as transformações de gramas e mililitros em xícaras e colheres medidoras, clique aqui.


Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Galinhada do Dalva e Dito

Alguns anos atrás, combinar algo da meia noite às três da manhã num sábado estaria implícito que se tratava de uma balada. Atualmente, embora não de forma religiosa, estaríamos com um grupo de amigos em um bar. Em um dos últimos finais de semana sugerimos aos nossos amigos um programa um pouco diferente, provar a Galinhada do Dalva e Dito (balada para foodies, servido somente aos sábados da meia noite às três).
Chegamos ao restaurante à meia noite e meia, horário razoavelmente tranquilo para conseguir uma mesa. O buffet é montado dentro da cozinha e constam muitos outros acompanhamentos além do arroz branco: arroz de pequi, quiabo, pirão e farofa (no dia que fomos serviram também asa de frango e costelinha suína assadas).
Para ajudar na ambientação da proposta, um trio de músicos tocava forró. A cada sábado, a proposta musical pode mudar.
Uma das cenas interessantes do jantar foi ver o Alex Atala passar no buffet, fazer o seu prato e sentar-se em uma das mesas como qualquer outro comensal. E, como nós, repetiu o prato.

baião, xote ou seria forró?

o buffet montado dentro da cozinha

a galinhada completa

Sem dúvida, esta galinhada foi o melhor prato que já comi no Dalva e Dito: delicioso e honesto.

Faixa de preço: $$ (por pessoa)


Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Streuselküchen de nectaria

Várias nectarinas na cesta de frutas: algumas foram devoradas no café da manhã e duas unidades foram parar no Streuselküchen.


A Cuca é a versão brasileira do alemão Streuselküchen.

Streuselküchen de nectarina:

"Compota" de nectarinas:
200g de nectarina (2 unidades)
60g de açúcar
50ml de água filtrada
suco de 1 limão

Streusel:
50g de farinha de trigo
25g de manteiga sem sal gelada em pedacinhos
20g de açúcar orgânico
calda da nectarina cozida (cerca de 35g)
Misture tudo e reserva na geladeira.

Küchen:
250g de farinha de trigo
5g de fermento biológico seco
50g de açúcar orgânico claro
20g de leite em pó
20g de gema de ovo orgânico
140ml de água filtrada
2g de sal marinho
15g de manteiga sem sal temp. amb.
Peneire a farinha. Junte o fermento, açúcar e leite em pó. Adicione a gema e 1/4 da água. Acrescente o restante da água, aos poucos, trabalhando a massa para absorver o líquido. Una o sal e trabalhe a massa por 5 minutos. Incorpore a manteiga aos poucos. Transfira para um bowl limpo, cubra e deixe crescer até dobrar de volume.
Abra a massa em superfície polvilhada com farinha de trigo, enrole como um rocambole e disponha em forma para pão ou bolo inglês untada e polvilhada (se preferir a Streuselküchen mais baixa, disponha em forma retangular de 18X30cm - neste caso, abra a massa sobre superfície lisa em formato retangular e não modele em rocambole). Cubra e deixe crescer por 30 minutos. Espalhe a nectarina drenada e esmigalhe a farofa por cima. Deixe crescer por mais 30-40 minutos.
Asse à 180ºC por 45 minutos. Desenforme e esfrie sobre grade.


Já havia confeccionado cuca com uva fresca, geleia de amora, chimia de uva e mirtillo. Seguindo o mesmo modo de preparo, substitua a nectarina por pêssego, manga, abacaxi, goiaba, banana nanica ou pela fruta mais madura (e com preço atraente) que encontrar.

Dúvidas nas medidas dos ingredientes? Esclareça aqui.

Postado por Nina Moori.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Tajine de frango

Desde dezembro do ano passado, quando ganhei um pote (presente de M.) com mix de temperos, planejava fazer uma tajine de frango. Ora esquecia de comprar o frango, ora não tinha couscous marroquino.
Deixei a preguiça de lado e tirei a poeira da tajine há tanto tempo guardada num canto da cozinha.


Tajine de frango:
(2 pessoas)
cerca de 10 tulipas (coxinhas da asa)
mix de temperos marroquinos (semente de cominho, coentro em grão, cebola e alho desidratados, páprica, pimenta do reino em grão, canela, hortelã e folha de coentro desidratada, mostarda amarela em grão, pimenta caiena e sal)
2 cebolas julienne
50ml de vinho branco seco
150ml de fundo de legumes caseiro
2 tomates sem pele e semente em cubos
sal marinho
limão confit julienne

couscous marroquino
fundo de legumes caseiro quente
flor de sal
suco de 1 limão
azeite

Tempere as tulipas de frango com o mix marroquino e gele por 4-6 horas.
Doure as coxinhas da asa em óleo. Transfira para a tajine (a minha tajine não pode ser utilizada sobre a chama do fogão, pode ser apenas forneada) e reserve.
Refogue a cebola na panela onde dourou o frango. Deglaceie com o vinho. Una o fundo de legumes quente. Quando ferver, verta sobre o frango, espalhe o tomate e polvilhe um pouco de sal. Tampe a tajine e leve ao forno pré aquecido à 180ºC por 40 minutos. No meio da cocção, misture e espalhe o limão confit.
Hidrate o couscous marroquino com o fundo de legumes caseiro quente seguindo as instruções da embalagem. Tempere com suco de 1 limão, azeite e flor de sal.
Sirva quente com a tajine de frango.

Este post ficará sem imagem porque a foto ficou vergonhosa, escura e desfocada. Talvez por culpa da fome.


Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sorvete de doce de leite

Viajar à Buenos Aires rima com tomar jugo de pomelo no café da manhã, ir atrás de uma boa parrilla (com todos os miúdos que tiver direito), beber um Malbec, engordar com as medialunas, caminhar por uma cidade plana (para quem vive em ribanceiras como São Paulo) e tomar um helado de dulce de leche.
Enquanto não retorno à capital argentina, contento-me como um sorvete de doce de leite feito em casa.


Helado de dulce de leche:
200ml de creme de leite fresco
400ml de leite integral
40g de gemas de ovos caipiras
30g de açúcar orgânico claro
250g de doce de leite argentino

Comece pelo crème anglaise (processo descrito aqui). Fora do fogo, acrescente o doce de leite e misture para dissolver. Gele por 1-2h.
Coloque na sorveteira seguindo as instruções de uso.


O sorvete ficou quase tão doce quanto o doce de leite.

Dúvidas nas medidas dos ingredientes?


Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Boston Brown Bread

Já contei para vocês que gosto muito mais de pão que chocolate?
Posso ficar meses sem sentir vontade de comer sequer um tablete de chocolate. A maioria das receitas à base de chocolate que produzo são testes para aulas. Em compensação, só de imaginar o aroma do pão quentinho, recém saído do forno, minhas papilas gustativas entram em ação.
Tenho uma lista imensa de pães que gostaria de confeccionar e o Boston Brown Bread faz parte dela. Na verdade, este pão tem a textura de um bolo e não apresenta fermento natural ou biológico na sua composição. O pão Boston Brown Bread é assado dentro de uma lata em banho-maria. É lógico que poderia ser confeccionado em uma forma de bolo redonda, mas perderia parte do charme da receita (e da dificuldade - por que facilitar, se podemos complicar?).
Em casa, consumimos poucos alimentos que são acondicionados em latas. Confesso que comprei uma lata de tomate pelatti pensando mais no invólucro (para assar o bolo) que no conteúdo.


Boston Brown Bread:
30g de farinha de trigo integral
30g de farinha de centeio
30g de farinha de milho (processada, pilada ou liquidificada até ficar fina)
1g de sal marinho
4,5g de bicarbonato de sódio
1/4 tsp de canela, cravo e noz moscada
zeste de 1/3 de limão ou laranja
10ml de essência de baunilha caseira
50g de melado de cana
120ml de keffir temp. amb. (o tradicional é o buttermilk)
25g de cranberries secas (pode substituir as frutas secas por tâmaras, figos, damasco ou passas escuras)
25g de passas brancas
manteiga derretida para untar

Unte uma lata (com capacidade para 430ml) com manteiga e reserve.
Misture as farinhas, sal, zeste e bicarbonato. Una o melado, a essência e o keffir. Adicione as frutas secas.
Disponha na lata (1/3 da altura), cubra com folha de alumínio e amarre com barbante molhado (evita que queime). Coloque em refratário ou assadeira funda. Adicione água quente até metade da altura da lata e asse no banho-maria por 1h50-2h à 160ºC. Fique atento ao nível da água durante a cocção.
Retire do banho-maria, descubra e deixe esfriar por 45 minutos antes de desenformar.
Esfrie completamente e corte em rodelas.


Servi com manteiga salgada e geleia caseira.

Dúvidas sobre os pesos e medidas dos ingredientes?


Postado por Nina Moori.