quinta-feira, 31 de março de 2011

Pecorino bar e trattoria

Em um dos raros dias da semana que conseguimos almoçar juntos decidimos conhecer o menu del giorno (menu executivo) do restaurante Pecorino composto por couvert, entrada e prato principal.

Couvert: pão, pasta de alho doce, manteiga, flor de sal e pão.


O Marcel pediu a simples Bruschetta e eu a Insalata com molho super ácido (confeccionado com aquela mostarda amarela-vinagre-nacional).



Para os principais: Penne bolognese (a carne parecia ter estagiado por longo tempo no congelador) e Escalope com risotto de açafrão (carne no ponto de cocção correto, mas o risotto parecia conter apenas cúrcuma).



Embora o preço do menu executivo pareça razoável (R$29,50), a impressão que fica é a falta de atenção, dedicação e esmero na cozinha. Faltou "alma" aos pratos.
O serviço da brigada de salão foi ok.

Faixa de preço: $$ (com água, por pessoa)

Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Champagnes Cuvée Prestige

Uma única noite para provar Dom Pérignon, Cristal, La Grande Dame, Krug, Salon ..., e não se tratava de nenhuma festa de rappers americanos.Este foi o tema da última Confraria diVino que ainda teve uma grande e ótima surpresa: Champagne Louis XV da De Venoge.


O texto completo está na última edição da revista diVino.

Postado por Marcel Miwa.

terça-feira, 29 de março de 2011

Pimentas peruanas

Estas pimentas foram adquiridas no mercado de Surquillo, em Lima. Uma variedade mais perfumada que a outra e com diferentes teores de picância.


 Com poucas unidades de casa tipo, resolvi fazer uma conserva com todas as pimentas juntas (vinagre de Champagne, vinho branco seco e sal ao fogo até levantar fervura, despeje em vidro esterilizado e com as pimentas higienizadas).


Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Pão rústico integral (fermentação natural - keffir)

Tudo começou com o nascimento de mais um fermento natural: etapa 1 e etapa 2.
Confeccionado com farinha de glúten , keffir e água, o fermento natural Romolo (nome mais votado pelos leitores) dividirá espaço na minha cozinha com o John e o Pierre.
Usei farinha de trigo integral, keffir e linhaça na primeira (de muitas, espero) fornada com o Romolo.
Depois da última realimentação, o fermento dobrou de volume após 4 horas e estava pronto para usar.

fermento natural Romolo pronto para usar

o pão de fermentação natural

Pão rústico (fermentação natural) integral com linhaça:
(um pão de meio quilo - 100% = 250g)
100% de farinha de trigo integral
8% de linhaça
20% de Romolo (fermento natural à base de keffir)
20% de keffir
48% de água filtrada
1,6% de sal marinho
4% de azeite
Misture a farinha com linhaça. Faça uma cova e una o Romolo e o keffir. Incorpore a farinha, adicionando água. Una o sal. Trabalhe a massa por 8 minutos. Una o azeite.
Coloque em bowl levemente untado com azeite, cubra com filme, faça alguns furos e deixe crescer até dobrar de volume (6-12h).
Abra a massa espalhe um fio de azeite, polvilhe um pouco de manjericão seco, enrole e disponha em placa untada e polvilhada. Cubra e deixe repousar por 1h.
Polvilhe farinha de trigo, dê cortes com bisturi para pão ou faca afiada. Asse à 190-200ºC por 40 minutos.
Esfrie sobre grade.


Gostei do resultado. Não ficou tão ácido quanto imaginei, mas acredito que com o tempo este fermento natural (Romolo) se tornará o provedor dos pães mais ácidos (comparando com o John e o Pierre) de casa.

Dúvidas nas transformações de gramas para xícaras e colheres medidoras? Verifique aqui.

Postado por Nina Moori.

sábado, 26 de março de 2011

Bolo de milho e coco - gluten free

A farinha de milho flocada que havia sobrado depois de um Cuscuz no vapor (servido com molho ao Sugo) se transformou em um bolo de milho com coco.
No meio da produção deste bolo percebi que esta seria mais uma receita gluten free postada no Gourmandise.

Bolo de milho e coco (sem gluten):
(para um bolo pequeno - 100% = 300g)
100% de água filtrada
10% de leite em pó (pode substituir a água e o leite em pó por 300ml de leite integral)
30% de açúcar orgânico claro (se preferir um bolo mais doce, acrescente mais 30g de açúcar)
37% de farinha de milho flocada
0,3% de sal marinho
15% de manteiga sem sal
30% de coco ralado
1,7% de fermento químico
33% de ovos de galinha caipira
Dissolva o leite na água em uma panela. Una o açúcar, farinha de milho, sal e manteiga. Leve ao fogo baixo, mexendo com espátula, por cerca de 7 minutos ou engrossar. Troque de recipiente e esfrie.
Una o coco e o fermento. Bata levemente os ovos com garfo e adicione aos poucos ao creme de milho, batendo bem com espátula para incorporar.
Coloque em forma de bolo inglês untada com óleo e farinha de milho ou fubá. Alise a superfície com os dedos umedecidos.
Asse à 180ºC por 45 minutos.


O bolo ficou mais úmido e saboroso no dia seguinte.

Dúvidas nas medidas dos ingredientes? Entre aqui.

Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Sorbet de Spritz

A primeira vez que ouvi falar em Spritz foi em 2008, após a viagem do Marcel à Vinitaly. Ele disse que era uma bebida muito simples, refrescante e com um elegante toque amargo.
Ao organizar a lista de sorvetes já publicados no Gourmandise percebi que tinha pouquíssimas receitas de sorbets. Imaginando quais sabores seriam interessantes, lembrei do Spritz que havia bebido no almoço.

Sorbet de spritz:
(5 porções - 100% = 400g)
100% de espumante branco seco
50% de suco de grapefruit coado (pomelo)
25% de açúcar orgânico claro
5% de xarope de glucose
5% de suco de limão Tahiti
11,25% de Aperol
Leve o espumante, suco, açúcar e xarope de glucose ao fogo médio até dissolver. Troque de recipiente e gele. Una o suco de limão e Aperol e coloque na sorveteira seguindo as intruções de uso.


Recomendo consumir este sorbet com moderação...

Dúvidas sobre as equivalências entre mililitros e xícaras medidoras? Entre aqui.

Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Arroz integral com funghi secchi

Acordei naquele dia com vontade de comer pasta com funghi secchi. Na hora do almoço percebi que não havia pasta seca suficiente. Procurei pela polenta bramata e também não encontrei, só visualizei um pacote aberto de arroz integral.


Arroz integral com funghi secchi: refogue duas cebolinhas, um quarto de pimenta vermelha sem semente, uma cebola roxa e um dente de alho. Acrescente sessenta gramas de arroz integral, vinte e cinco mililitros de vinho tinto seco, caldo do funghi hidratado (hidrato o funghi secchi por trinta minutos em água quente), fundo de legumes caseiro (deixe aqueles caldos prontos em cubinho, pozinho e potinho fora da sua cozinha - você ganhará sabor de verdade e saúde para aproveitar muitos anos de boa mesa) e funghi secchi hidratado em pedaços. Cozinhe em fogo baixo com tampa semi aberta. Finalize com flor de sal, pimenta do reino moída na hora e um bom azeite.


Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Como fazer fermento natural de kefir - dia 5

O novo fermento natural à base de kefir ainda nem está pronto e alguns leitores já solicitaram um pedaço.
No quinto dia, a mistura inicial para o fermento de kefir estava com aquele odor característico de fermentação.
Retirei a camada ressecada que cobria a pasta aerada. Realimentei com cinquenta gramas de farinha de gluten e vinte e cinco mililitros de água filtrada, passei para um recipiente limpo (aliás, a higiene é super importante para evitar a proliferação de substâncias indesejadas), cobri com filme plástico deixando uma "ponta" aberta.

após realimentar

Depois de cerca de doze horas, quando este composto de farinhas de trigos + kefir + água dobrou de volume, retirei a camada superior ressecada, realimentei novamente com cinquenta gramas de farinha de trigo e vinte e cinco mililitros de água filtrada. Cobri como nos processos anteriores e aguardei dobrar de volume (depende do clima, pode levar 3h à 6h).

12 horas depois

Retire a quantidade necessária para confeccionar o seu pão e armazene o restante para os seus próximos pães (realimentando a cada 2 dias - quando o tempo esquenta, realimento, aguardo 2h e mantenho em geladeira).

Já sugeriram alguns nomes ao fermento natural de kefir. E para você qual seria o melhor nome?
1- Obama
2- Astolfo
3- Said
4- Sofia
5- sugira outro nome


Postado por Nina Moori.

terça-feira, 22 de março de 2011

Chez Fabrice - SPRW 2011

Havia prometido que neste SPRW 2011 iria fugir das intermináveis filas de espera (e do serviço atrapalhado de algumas casas). Mas não resisti, meu estômago venceu o meu bom senso.
Aproveitei uma segunda-feira de trabalhos cancelados para almoçar com a minha mãe no bistrot Chez Fabrice.

Começamos com: GazpachoTerrine de pâté de campagne - ambos bons



Para os principais: Steak Tartare com fritas - carne picada na ponta da faca (comme il fault), mas ficaria melhor com dois graus de doçura a menos.


A Île flottante me deixou surpresa. Raramente uma sobremesa clássica é confeccionada com tanto esmero e uso correto da quantidade de açúcar.


O serviço da brigada de salão estava ligeiramente confuso com o alto movimento da casa, mas não perdeu a simpatia.
O Chez Fabrice soube aproveitar o contexto do São Paulo Restaurant Week servindo pratos interessantes e executados com atenção. Despertou a vontade de uma próxima visita para explorar o menu regular da casa.

Faixa de preço: $$ (com água, serviço e contribuição social por pessoa)

Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Melon Pan (Meronpan)

Folhear antigos livros e revistas é um dos meus passatempos preferidos. Observando uma revista japonesa dos anos noventa, me deparei com o Melon Pan, um pão doce aromatizado com essência de melão e coberto por uma camada crocante e açucarada.
Pesquisei sobre a essência de melão no Brasil e só encontrei um produtor que comercializava em quantidade industrial e outro para uso não alimentício (velas perfumadas). Lembro de desabafar no twitter sobre a minha desventura com a tal essência.
Um dia chego em casa e encontro um sedex enviado pela Marisa Ono (a mesma do alho negro). Ao abrir a caixa: um vidrinho de essência de melão japonesa. Iupi!


Meronpan (Melon pan):
(para 9 pãezinhos - 100% = 200g)
100% de farinha de trigo
7,5% de leite em pó
18% de açúcar orgânico claro
2% de fermento biológico seco
12,5% de ovo orgânico
1% de sal marinho
10% de manteiga sem sal temp. amb.
1% de essência de melão
(cobertura)
20% de manteiga sem sal temp. amb.
25% de açúcar orgânico claro
12,5% de ovo orgânico
60% de farinha de trigo
1% de fermento químico
2,5% de essência de melão
Pão: Misture a farinha de trigo, leite em pó, açúcar e fermento. Una o ovo ligeiramente batido. Agregue a manteiga. Trabalhe a massa e adicione o sal e a essência de melão. A massa ficará lisa e elástica. Cubra e deixe crescer por 40-50 minutos.
Faça um rolo com a massa, divida em 9-10 unidades e boleie. Cubra e deixe repousar por 15 minutos.
Cobertura crocante: Bata a manteiga com açúcar. Una o ovo, a essência de melão e misture para incorporar. Adicione a farinha e o fermento. Faça um rolo com a massa e divida em 9-10 partes. Boleie, cubra e gele por 20 minutos.
Abra em discos de 10cm de diâmetro e cubra aos pães (deixe o fundo descoberto para o pão poder crescer). Passe a parte com a cobertura no açúcar orgânico claro ou cristal.
Disponha em placa com silpat ou papel manteiga. Corte com bisturi para pão.
Cubra e deixe crescer por 30 minutos.
Asse à 180ºC por 25 minutos. Esfrie sobre grade.


Estava tão ansiosa com o resultado que experimentei o Melon Pan ainda quente. A cobertura crocante ficou menos doce que imaginava.


Postado por Nina Moori.

sábado, 19 de março de 2011

Como fazer fermento natural de keffir

O John e o Pierre estão muito bem. Sobreviveram perfeitamente à desidratação e ao último verão. Já o Severino foi "assassinado" pela pessoa responsável por realimentá-lo durante as minhas férias - aprendi da forma mais cruel que não devo deixar as minhas "crias" por aí.
Os pães rústicos (fermentação natural) foram produzidos em menor escala em casa no verão. O calor no último trimestre fazia os fermentos crescerem mais rápido que o normal e consequentemente os pães cresciam com maior velocidade e desenvolviam menos aromas característicos.
Estes últimos dias amanheceram nublados e acho que a garoa ajudará a diminuir ainda mais a temperatura. Clima perfeito para começar um novo fermento natural.
O ingrediente da vez é o keffir. Comecei ontem misturando dez gramas de farinha de trigo integral, quarenta gramas de farinha de glúten,vinte e cinco mililitros de keffir e vinte e cinco mililitros de água filtrada. Polvilhei com um pouco de farinha de trigo, cobri com filme plástico, fiz alguns furinhos e deixei repousar. Depois de 4-5 dias realimentarei com farinha de trigo e água filtrada.

foto do fermento natural de keffir - dia 2

Este fermento natural ainda não tem nome. Sugere algum?

Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Bolo cremoso de maçã

Esta foi uma receita improvisada, aproveitando as maçãs, o creme de leite fresco e as nozes que encontrei em casa.


Bolo cremoso de maçã:
(um forma média - 100% = 240g)
29,1% de manteiga sem sal temp. amb.
39,5% de açúcar orgânico claro
20,8% de ovo orgânico
100% de farinha de trigo
2,9% de fermento químico
0,4% de macis
0,4% de sal marinho
20,8% de nozes picadas
75% de crème fraîche
5% de extrato de baunilha caseiro
137% de maçã sem casca em cubinhos
Peneire a farinha de trigo, fermento, macis e sal. Una as nozes e reserve.
Bata a manteiga com o açúcar com espátula até obter um creme claro. Una o ovo e misture para incorporar. Acrescente o extrato.
Adicione os ingredientes alternando com o crème fraîche. Incorpore as maçãs.
Disponha em forma untada e polvilhada com farinha de trigo.
Asse à 180ºC por 40 minutos.

O bolo ficou crocante por fora e super úmido, praticamente cremoso por dentro.

Para transformar mililitros e gramas em colheres e xícaras medidoras, entre aqui.

Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Frozen yogurt de frutas negras

Marcel: olha, apontando para as duas caixinhas de frutas em suas mãos, você poderia fazer algo gostoso com isso.
Nina: Torta, bolo ou sorvete?


Frozen yogurt de frutas negras (amora e mirtillo):
(4 porções - 100% = 190g)
65,7% de mirtillo fresco
65,7% de amora fresca
26,3% de açúcar orgânico claro 1
26,3% de água filtrada
100% de creme de leite fresco
10,5% de gema de ovo orgânico
10,5% de açúcar orgânico claro 2
100% de iogurte integral natural
Leve as frutas negras com açúcar 1 e água ao fogo médio. Quando começar a borbulhar, abaixe o fogo e cozinhe por 15 minutos. Esfrie. Liquidifique com o iogurte e coe, descartando as sementes. Gele.
Faça o crème anglaise com creme de leite, açúcar 2 e gema de ovo. Esfrie e gele.
Misture o creme de iogurte com frutas negras com o anglaise. Coloque na sorveteira seguindo as instruções de uso.


Prefere pesar seus ingredientes com colheres e xícaras medidoras? Entre aqui.

Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Rosa Maria

A moderna e discreta arquitetura do estabelecimento chamou a nossa atenção desde a época de sua reforma. Localizada no caminho de uma das nossas rotas de fuga do tráfego pesado da Heitor Penteado, o restaurante Rosa Maria inaugurou sem criar muito alarde na mídia.
Em uma dessas noites quentes, fomos conhecer a gastronomia do Rosa Maria.

Gazpacho - faltou a doçura natural do tomate maduro e mais emulsão de azeite, no entanto sobrou cebolinha.


Costelinha suína caramelizada - boa, mas o preço cobrado por esta entrada me deixou reticente.


Paleta suína à Torremocha com farofa de ovo, banana e cebola - carne suculenta acompanhada de uma deliciosa farofa de banana.


Acompanhamos este jantar à base de carne suína com o ótimo e biodinâmico Quinta da Covela tinto 2005 (infelizmente não será mais vinificado - no site da vinícola aparece: "O projecto Quinta de Covela acabou” - comenta-se que o ex-proprietário, Nuno Araújo, cedeu a posse da vinícola a um banco de crédito) que levamos de casa.


O garçon que nos atendeu foi muito atencioso e sabia descrever muito bem a confecção dos pratos.

Faixa de preço: $$$ (com água mineral e rolha, por pessoa)

Postado por Nina Moori.

terça-feira, 15 de março de 2011

Domaine Baud - Côtes du Jura Poulsard 2007


Mesmo com o bom sortimento de rótulos de vinhos disponíveis em nosso mercado, sentimos falta de mais opções com variedades singulares e temperamentais como a Poulsard. Normalmente são vinhos de coloração clarinha, aromas de frutas frescas e de embutidos, bom frescor, álcool moderado e, quase contraditoriamente, taninos marcantes. Em suma, vinhos que pedem comida para acompanhar. Nada daqueles blockbusters onde costumam recomendar a escolta de algum prato (normalmente algum assado com bom teor de gordura) apenas com o intuito de "apagar" seus dotes superlativos que se tornam enjoativos após alguns minutos. às vezes, menos é mais.
Só me recordo de encontrar um rótulo desta variedade disponível no Brasil.

Postado por Marcel Miwa.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Papas nativas - batatas peruanas

A nossa viagem ao Peru, especificamente ao CIP, alterou completamente a nossa visão sobre as batatas e o trânsito. Após o desembarque no aeroporto de Lima, demoramos cerca de duas horas e meia para percorrer os 18 quilômetros de distância até o CIP. O engenheiro e especialista em taxonomia Alberto Salas (na realidade uma das maiores autoridades mundiais em identificação e mapeamento das diferentes espécies de batatas) nos guiou por uma visita à sede do CIP e explicou sobre a origem, variedades, armazenamento, pesquisas, processamentos e usos.

Após enumerar as qualidades proteicas das batatas (vitamina C, cálcio, magnésio e ferro), Salas afirmou que a batata pode desenvolver um aspecto negativo: substâncias cancerígenas são criadas quando as batatas são submetidas à fritura. Por outro lado,
a solamina (que dá a cor esverdeada à casca da batata quando velha), por muitos tida como cancerígena na realidade não é. A solamina é um glicoalcalóide, uma substância não cancerígena que apresenta baixa toxicidade e pode manifestar alergias em pessoas mais sensíveis.


eng. Alberto Salas

Trouxe uma pequena amostra de cinco variedades de batatas para casa. Com certeza não utilizei o método de cocção mais apropriado para cada tipo, apenas cozinhei em água com sal marinho, salteei com alho e azeite e temperei com flor de sal e ají.

as "papas" in natura

 "papas" cozidas e salteadas

Aromas, cores, texturas e sabores completamente diferentes em cada batata. Estas "papas nativas" merecem ser o principal atrativo em um prato e não somente um acompanhamento.
O artigo completo sobre a nossa visita ao CIP está na primeira edição da revista diVino Sabores.

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sorvete de figo fresco

Geralmente confecciono sorvete com uma porcentagem de creme de leite fresco. Quando abri a geladeira para certificar que tinha em casa todos os ingredientes notei que o creme de leite havia acabado.


Sorvete de figos frescos:
(4 porções - 100% = 210g)
100% de figos frescos sem casca (cerca de 6 unidades)
14,2% de açúcar orgânico claro 1
166% de leite integral
9,5% de açúcar orgânico claro 2
9,5% de gema de ovo caipira
1,4% de Mazaher (água de flor de laranjeira - opcional)
Corte os figos em gomos ou fatias, una o açúcar 1 e cozinhe em fogo bem baixo até a fruta ficar tenra. Esfrie e gele.
Faça o crème anglaise. Esfrie e gele.
Amasse o figo com garfo e misture com o crème anglaise e a Mazaher. Coloque na máquina de sorvete seguindo as instruções de uso.


O Marcel disse que se tivesse utilizado creme de leite, a gordura poderia encobrir a delicadeza e frescor do figo maduro.

Alguma dúvida sobre os pesos e medidas dos ingredientes? Confira aqui.

Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Marcelino Pan y Vino

Você já entrou em um restaurante por engano?
Pode parecer estranho, mas dias atrás saímos de casa com o intuito de conhecer uma hamburgueria na rua Girassol, na Vila Madalena. Estacionamos na rua, na primeira vaga que encontramos e caminhamos à pé até o que achávamos se tratar da lanchonete. Assim que nos sentamos em uma das mesas da agradável área externa, observei o logo da casa e...
Foi assim que conhecemos a Marcelino Pan y Vino (R.Girassol, 451, Vila Madelena).

O cardápio era composto por alguns pratos rápidos como saladas, omeletes, petiscos e pastas, mas optamos pelos sanduíches, já que saímos de casa com vontade de comê-los:
Cachorrão - com boa salsicha, queijo tipo emmenthal (gentilmente substituindo o cheddar) e muita batata palha (até demais).
Burguer com emmenthal e molho de mostarda - um hamburguer sem surpresas.



Os pães de ambos sanduiches eram confeccionado à base de fermentação natural, mas senti falta daquele aroma rústico característico (profundo, levemente ácido e evoluído) e da textura dos produtos com este tipo de fermento. Fiquei um pouco desapontada.

O serviço da brigada de salão foi atencioso.

A jarra de água filtrada é cortesia da casa.

Faixa de preço: $$ (com taça de vinho e um sanduíche, por pessoa)

Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Torta de Mirtillo

Uma caixinha de mirtillo frescos, um pouco de manteiga e uma única clara de ovo na geladeira.
O que fazer?
Quem sabe uma torta?
Sim, uma torta de mirtillo!


Torta de mirtillo e keffir:
(uma torta de 18cm - 100% = 130g)
(massa)
100% de farinha de trigo
0,7% de sal marinho
7,6% de açúcar orgânico claro
15,3% de manteiga sem sal gelada em cubinhos
23% de clara de ovo orgânico
19,2% de água filtrada
Misture os ingredientes secos. Una a manteiga e trabalhe com a ponta dos dedos ou garfo até obter uma farofa. Una a clara. Adicione a água em três etapas. A massa deve ficar lisa e uniforme. Embrulhe e gele por 15 minutos.
Abra com auxílio de rolo e forre lateral e fundo de forma de 18cm de diâmetro. Faça furos e pré asse por 15 minutos à 180ºC.
(recheio)
96,1% de mirtillo fresco (pode usar o congelado)
38,4% de açúcar orgânico claro
11,5% de farinha de trigo
3,8% de essência de baunilha caseira
165% de kefir (ou iogurte natural)
Espalhe as frutas sobre a massa pré assada. Misture a farinha com o açúcar. Una o keffir aos poucos, misturando com fouet. Adicione o essência. Verta com cuidado sobre as frutas.
(cobertura)
7,6% de açúcar orgânico claro
7,6% de manteiga sem sal derretida (não use quente)
7,6% de farinha de rosca caseira
Misture tudo e espalhe sobre o creme de kefir. Asse à 180ºC por 40 minutos.
Esfrie e desenforme.


Sirva morna, temperatura ambiente ou gelada.
O que era um improviso acabou se tornando uma honesta torta.

Para transformar gramas e mililitros em xícaras e colheres medidoras entre aqui.

Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Sorvete de cereja

Aproveitei a última leva de cerejas frescas para fazer mais um sorvete.


Sorvete de cerejas frescas:
(4 porções - 100% = 280g)
100% de cereja fresca sem caroço
10,7% de açúcar orgânico claro
71,4% de leite integral
53,5% de creme de leite fresco
7,1% de gemas de ovos caipiras
3,5% de vanille (açúcar baunilhado)
Em uma panela, coloque as cerejas frescas e o açúcar. Leve ao fogo baixo para cozinhar até que a fruta fique tenra. Esfrie e amasse com garfo ou processe rapidamente. Gele.
Faça o crème anglaise com o vanille. Esfrie e gele. Una as cerejas cozidas e amassadas.
Coloque na sorveteira seguindo as instruções de uso.


Além de um bom gelado, esta receita rendeu dedos tingidos de roxo. Fica a dica para quem não possui descaroçador de cereja: use luvas descartáveis.

Para conferir as equivalências entre mililitros e gramas para xícaras e colheres medidoras: Pesos e Medidas.

Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Hina Matsuri - o Dia das Meninas


Hoje, três de março, é o Dia das Meninas no Japão, uma comemoração tradicional  para desejar felicidade e saúde às meninas da família.
Também conhecido com o Festival da Bonecas, o Hina Matsuri é representado pelas bonecas tradicionais dispostas em altares com degraus cobertos de pano vermelho.
Costumam servir Hina Arare e bebe-se o Shirozake (amazake), uma bebida semelhante ao sakê, mas sem álcool.


Hina Arare é um tipo de biscoitinho à base de arroz e soja coberto por uma camada de açúcar colorido: a cor branca remete à neve, a verde simboliza o crescimento e a rosa, as flores de cerejeira (sakura).


Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Pimentão agridoce assado

O açúcar natural do pimentão assado foi acentuado com a delicada doçura do vinagre de framboesa.


Pimentão agridoce assado: misture três pimentões vermelhos cortados em julienne (em tiras), dois dentes de alho laminados, duas cebolas médias julienne, vinte e cinco mililitros de vinagre de framboesa, cinquenta mililitros de azeite, flor de sal (usei a de vinho) e leve ao forno à 220ºC por 1h, mexendo de vez em quando.
Troque de recipiente e gele. Sirva com fatias de pão ou para incrementar uma salada de folhas.

Postado por Nina Moori.

terça-feira, 1 de março de 2011

Terra Papagalli - Ubatuba

Recordo que o Terra Papagalli (R. Xavantes, 537 - Itaguá) era o único restaurante em Ubatuba que servia o baiacu (não se trata do Fugu japonês-venenoso). Qual não foi a surpresa quando observamos que no menu não constava mais nenhum prato com o tal pescado? Para compensar, o atual e enxuto cardápio foge do padrão dos outros restaurantes locais (parece que todos foram elaborados pela mesma gráfica, com os mesmos pratos e na mesma ordem).

Para começar, Bolinhos de bacalhau - sem surpresas (aquela versão standart de bolinho de peixe branco que encontramos em bares e que são comprados congelados).


Casquinha de camarão com mandioca - interessante, mas ficaria melhor se o queijo fosse substituído por farinha de rosca (esta mania de unir queijo e peixes/frutos do mar me dá preguiça).


Lulas revoltas (lulas salteadas com batata amassada, tomate e arroz de palmito) - um prato bem executado.


A casa serve um Mojito honesto. Vale a pena experimentar.
Serviço de salão correto.

Faixa de preço: $$$ (por pessoa)

Postado por Nina Moori.