terça-feira, 31 de agosto de 2010

Jabuticabas



Doces e suculentas, as jabuticabas poderiam compor um ótimo licor ou geleia, mas foram devoradas num café da manhã.

Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Gelatina de cítricos

Sempre adorei gelatina. Tem sabor de infância!

Confesso que não aprecio os preparados para gelatina disponíveis no mercado. Fico só imaginando a quantidade de corantes (e conservantes) escondidos naqueles pacotes/envelopes e disfarçados com embalagens coloridas...

Por que não fazer gelatina em casa?

Misturei o suco natural de um limão, três mexerica e duas laranjas para fazer uma gelatina de cítricos.
Para cada 100ml de líquido, 10g de açúcar orgânico claro, 5g de Cointreau e 1 folha de gelatina incolor.
Hidrate a gelatina em água gelada.
Aqueça os sucos com o açúcar até dissolver, sem ferver. Troque de recipiente, una a gelatina (previamente espremida para eliminar o excesso de água) e o licor.
Disponha em copinhos, xícaras de chá ou café, forma de pudim (untada com óleo) ou taças.
Gele por 2-3h ou firmar.

Facílimo!



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Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Arroz negro com vôngoles

Mais uma receita de arroz sem medidas exatas: Arroz negro com vôngoles.



Cebola e alho refogados, 80-85g de arroz negro (por pessoa), fundo de legumes caseiro (caldo de legumes feito em casa, nada de cubinho, pó ou potinho repletos de conservantes e sódio), páprica doce e picante, um pouco de molho de tomate caseiro e vôngoles grandes (sem ou com casca).
Termine o arroz, com um pouco de sal marinho e um bom azeite (pode usar manteiga - mas deixe o queijo para outra produção).



Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

The Salad Bar

Organizando o meu arquivo de fotos, encontrei fotografias de alguns restaurantes que nem me recordava mais.
Provavelmente fui ao The Salad Bar enquanto ainda estávamos na temporada de dias quentes (e parece que entraremos novamente na temporada de dias quentes e clima extremamente seco), porque lembro de sentar no salão interno, perto do ar condicionado e pedir apenas a correta salada Caesar.



Faixa de preço: $$ (salada e água por pessoa)

Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Crème renversée à la banane

Algumas pessoas chamariam este doce de Pudim de banana, mas como sou (ainda) um pouco "presa" às técnicas clássicas da gastronomia, prefiro nomeá-lo: Crème renversée à la banane.


Crème renversée à la banane:
(8 porções)
caramelo:
90g de açúcar cristal orgânico
40g de água

crème:
240g de leite integral
240g de creme de leite fresco
45g de açúcar cristal orgânico
1/2 xícara de banana nanica bem madura amassada até purê (cerca de 1 unidade média)
10g de extrato de baunilha (ou 1 fava de baunilha, não use essência)
200g de ovos orgânicos
Faça um caramelo com o açúcar e a água. Distribua em 8 ramekins. Reserve.
Aqueça o leite, creme de leite e açúcar. Não precisa ferver, basta dissolver o açúcar e aquecer bem.
Enquanto isso, bata os ovos, una a banana amassada e o extrato. Verta o líquido quente sobre a mistura de ovos, misturando com fouet.
Distribua entre os ramekins.
Coloque em uma assadeira funda e acrescente água quente. Toda vez que assar algo em banho-maria, use água quente e coloque-a somente na boca do forno (para não correr o risco de atravessar a cozinha equilibrando um recipiente super quente e derramar água ou queimar-se). Asse à 160ºC por 1h. Retire da água, esfrie e gele por 2-3h. Desenforme e sirva o crème renversée à la banane gelado.

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Postado por Nina Moori.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Jègbor Bárdos És Fia 2007



Um eiswein da região de Mátra (Hungria) e produzido com a cepa Zenit. No paladar, algo cítrico, floral e mel. Acidez um degrau abaixo da doçura. Gostei muito do resultado do casamento com o queijo Comté.

Faixa de preço: $$$

Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pão com centeio e limão siciliano (fermentação natural)

Depois que experimentei o pão de limão siciliano da PÃO - padaria artesanal orgânica, lembrei da farinha de casca de limão que já havia utilizado aqui.
Mês passado, durante uma conversa com dois especialistas em panificação e confeitaria sobre o uso de corantes em pães, um deles sugeriu a substituição do corante industrial amarelo por cúrcuma. Uma quantidade mínima de cúrcuma seria suficiente para conceder o tom amarelado e não atrapalharia no sabor.
Fiquei bem animada com a ideia de usar o máximo possível de ingredientes pouco processados.
Queria que este pão com centeio e limão siciliano ficasse com a coloração amarelada para remeter a cor da fruta. Usei um pouco de sumo de cúrcuma fresca, mas acho que poderia substituir pela versão em pó.




Pão com centeio e limão siciliano:
35g de John (fermento natural à base de centeio)
35g de água mineral
35g de farinha de trigo orgânica

200g de farinha de trigo orgânica
100g de farinha de centeio
18g de farinha de casca de limão siciliano
12g de açúcar demerara
1/2 tsp de sumo de cúrcuma (rale a cúrcuma fresca e esprema com auxílio de pano limpo - use luvas porque a cúrcuma mancha tudo!)
1/2 tbsp de óleo de argan* orgânico (presente de M. - pode ser substituído por óleo de avelã ou azeite de oliva)
200g de água mineral
8g de sal marinho
Procedi da mesma maneira que este pão. Depois de modelado, polvilhei um pouco de farinha de trigo, dei cortes com bisturi para pão e assei.



*o óleo é retirado das sementes do fruto seco da Argan, típica no Marrocos. Este óleo pode ser utilizado com saladas, finalização de carnes e pastas. O sabor é intenso, por isso deve ser usado moderadamente. A área de cosmetologia também utiliza o óleo de argan.



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Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Garcia & Rodrigues - São Paulo

Recordo que na última viagem ao Rio de Janeiro, apenas circulamos pelo Garcia & Rodrigues (Shopping Vila Olímpia), olhamos o que havia de interessante e fomos embora sem consumir nada.
Agora que a cidade de São Paulo ganhou uma unidade da famosa casa carioca, aproveitamos um sábado à tarde para tomar um café por lá.
Achei que encontraria um salão repleto de clientes curiosos, mas apenas metade das mesas estava ocupada.

um espresso bom


um ótimo croissant de amêndoas, com sabor de manteiga de verdade


um decepcionante bombom de lavanda (apesar do bom sabor, estava sem brilho e "remendado" na base - nada adequado ao preço cobrado)

Demos uma olhada rápida no menu, que parecia interessante, mas com preços nem tanto.
A brigada de salão ainda estava um pouco descompassada com apenas três semanas de casa.
Só resta saber se o empório-café-boulangerie-restaurante-rotisserie Garcia & Rodrigues conseguirá fazer o mesmo sucesso que a matriz carioca em terras paulistanas.

Faixa de preço: $$ (R$4,00 pelo espresso, R$4,50 pela água, R$6,60 pelo croissant e R$3,90 pelo bombom)

Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Domanie Baud Chardonnay 2005 - Côtes du Jura



Algo neste vinho me lembra um Jerez Fino, talvez seja o nariz de nozes e amêndoas. Não tem nada desses Chardonnay-Tarte-Tatin, com baunilha e maçã cozida. Boa acidez, untuosidade e potência.
Foi harmonizado com queijo Comté, uma combinação regional.

Faixa de preço: $$$$

Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Crostata de ruibarbo

A vontade de comer algo doce se fez presente.

Na despensa, um pote de marmelada de ruibarbo sem aditivos (chilena) me esperando pacientemente. Um pouco de farinha de trigo integral e aveia orgânicas no pote das farinhas. Na geladeira, 100 gramas de manteiga sem sal e nada de ovos.

O que fazer?


Uma crostata!

Crostata de ruibarbo:

200g de farinha de trigo integral orgânica
50g de aveia orgânica
1g de sal marinho
100g de manteiga sem sal gelada
50g de água filtrada gelada

400g de marmelada de ruibarbo

Misture a farinha com a aveia e sal. Una a manteiga em cubinhos. Trabalhe com a ponta dos dedos (pode usar um processador, no pulsar) até obter uma farofa granulosa. Una a água aos poucos. Faça uma bola, achate, embrulhe em plástico e gele por 20-30 minutos.
Abra a massa e disponha em forma para torta de fundo falso de 30cm de diâmetro. Faça furos com garfo no fundo. Cubra com filme plástico, preencha o vão com grãos de feijão cru (esfrio e reutilizo).
Asse à 180ºC por 15 minutos. Retire o feijão e o filme. Volte ao forno por mais 5 minutos.
Espalhe a marmelada de ruibarbo sobre a massa. Asse por mais 30 minutos ou borbulhar a marmelada e ficar mais firme.

Esfrie, desenforme e sirva em temperatura ambiente ou gelada.



Uma fatia de crostata de ruibarbo acompanhada de uma xícara de chá preto Bi Luo Chun.

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Postado por Nina Moori.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Pão com cerveja preta, presunto cru e ameixa seca

Este pão foi confeccionado com a mesma farinha de trigo uruguaia que usei aqui.
Dei uma olhada nos possíveis ingredientes dentro da geladeira e armário.
Encontrei uma lata de cerveja preta e ameixa seca no armário e 100g de presunto cru na geladeira.
Achei que a cerveja preta concederia cor e um sabor levemente adocicado à massa do pão e a ameixa equilibraria o sal do presunto cru.



Pão com cerveja preta, presunto cru e ameixa seca:
400g de farinha de trigo
8g de sal marinho
4g de fermento biológico seco
240g de cerveja preta (não precisa ser um produto caro, use algo honesto)
50-60g de azeite

100g de presunto cru fatiado fino
8 ameixas secas sem caroço
Peneire a farinha com sal e una o fermento. Faça uma cova central e adicione o azeite. Acrescente a cerveja, aos poucos, agregando com as mãos. Trabalhe a massa até ficar lisa e elástica. Se necessário, una mais azeite.
Transfira para um bowl (tigela) levemente untado com óleo. Cubra com filme plástico e deixe dobrar de volume.
Abra a massa em formato retangular sobre superfície enfarinhada. Espalhe as fatias de presunto cru e as ameixas sem caroço. Enrole como um rocambole. Disponha em placa (forma) untada e enfarinhada, cubra com filme ou toalha limpa e deixe crescer até dobrar de volume.
Peneire um pouco de farinha de trigo sobre o pão, dê cortes com bisturi e asse à 190ºC por 30 minutos ou assar (teste com os nós dos dedos contra o fundo do pão, o som oco é sinal de pão assado).
Esfrie sobre grade.

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Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

PÃO - padaria artesanal orgânica

Eu já havia comprado alguns pães, cookies e bolos na PÃO, mas nunca lembrava de levar a máquina fotográfica.
Aproveitamos um fim de tarde para tomar um café espresso (ristretto) nesta boulangerie orgânica e comprar alguns pães.



A casa é pequena, com três mesinhas e um balcão-vitrine que divide a área de produção do salão.


Levamos para casa: um Pão de grãos germinados, um Pão de limão siciliano, três fatias do Cake aux olives, uma fatia de Bolo de maçã e um Gougère. Tenho uma "queda" pelos orgânicos, mas realmente estes pães estavam muito bons.

O serviço da casa é atencioso.

Faixa de preço: $$ (R$59,00 - dois espressos e todos os pães e bolos citados anteriormente)

Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Brasserie Kösebasi

Num sábado à noite, fomos conhecer o restaurante turco Brasserie Kosebasi (rua Jerônimo da Veiga, 461) que ocupa o imóvel do finado Le Coq Hardy.
Nos sentamos tranquilamente sem reserva prévia.
O salão principal é dominado pela cor branca e uma das paredes está forrada por espelhos.

Para começar, dividimos uma degustação de Mezzes e Pides de cordeiro e integral de espinafre. As mezzes estavam corretas, os pães e as pides estavam boas.




Para os principais, Tarsusi kebap de cordeiro e Donner da casa (filet mignon). Sinceramente, achei o tamanho do tarsusi (acompanhado de um tipo de purê de berinjela com queijo em excesso - ficou super salgado) diminuto para o preço. O donner estava ressecado e o molho de tomate que o acompanhava era enjoativo (adocicado e com textura estranha - o Marcel disse que lembrava um daqueles molhos que acompanhavam os empanadinhos de frango de uma rede de fast food).




Seria interessante se a brigada de salão não se reunisse no canto do restaurante para conversar durante o horário de trabalho.

Faixa de preço: $$$$$ (com água e vinho por pessoa).

Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Pétrus, Le Pin e outros Pomerol



É difícil falar em notas quando se consegue provar uma constelação de vinhos de Pomerol. Ainda assim, foi uma grande surpresa ver Pétrus e Le Pin serem preteridos à outros. Uma grande prova de quão importante são as condições de safra em Bordeaux.

Vinhos degustados:
Château Latour à Pomerol 1982
Château Trotanoy 1982
Château Certan de May 1982
Château Le Pin 1986
Château Pétrus 1987
Château L'Eglise-Clinet 1995
Château La Fleur-Pétrus 1995
Château Le Gay 1998
Château Vieux Château Certan 2000
Château La Conseillante 2000


O texto completo sobre esta degustação está no site da revista diVino.

Postado por Marcel Miwa.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Pão de café e pecan

Na mala, além do maravilhoso queijo tipo Reblochon do Nonno Antonio, trouxemos vinho, dulce de leche, temperos orgânicos e farinha de trigo.
Testei a farinha de trigo uruguaia em uma receita bem simples: um pão de forma de café e nozes tipo pecan.
Pão de café e pecan:
360g de farinha de trigo
1tsp de sal marinho
4g de fermento biológico seco
2tbsp de açúcar demerara orgânico
café frio (confeccionado com 150g de água filtrada e 2tbsp de café em pó)
30g de ovo de galinha caipira (para dividir um ovo, quebre, bata levemente com um garfo e pese - guarde o restaurante para pincelar o pão)
40g de manteiga temp. amb.
80-90g de água filtrada
10 nozes pecan sem casca (20 metades)
Peneire os ingredientes secos juntos. Una o ovo, a manteiga e o café, aos poucos. Trabalhe a massa, agregando a água. Sove até obter uma massa lisa e elástica.
Deixe crescer em um bowl levemente untado. Cubra com filme e deixe crescer até dobrar de volume.
Transfira a massa para uma superfície levemente untada com óleo. Abra em formato retângulo, disponha as nozes pecan. Enrole como um rocambole e disponha em uma forma de pão (ou de bolo inglês).
Cubra e deixe crescer até atingir a borda.
Pincele o ovo e asse à 180-190ºC.
Desenforme e esfrie sobre grade.

Eu gostei de comer este pão com manteiga e flor de sal, o Marcel achou que ficou bom com um pouco de dulce de leite.

P.S. Esqueci completamente de fotografar.

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Postado por Nina Moori.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Panna cotta de matcha

Meu pai não aprecia aqueles doces rebuscados, com camadas de génoise, joconde, marzipan, decorados com gelée, macaron, pasta americana e repletos de arabescos de chocolate.

Portanto, para o almoço do dia dos pais, planejei uma sobremesa bem simples e sem chocolate: uma panna cotta de matcha - um doce clássico da confeitaria italiana com um pequeno toque japonês.

Panna cotta de matcha:
675g de leite integral
225g de creme de leite fresco
1 fava de baunilha
15g de gelatina incolor sem sabor
50g de água filtrada
115g de açúcar orgânico claro
6g de matcha (chá verde em pó utiizado na cerimônia do chá japonês)

Aqueça o leite e creme de leite sem ferver. Desligue. Corte a fava de baunilha ao meio (longitudinal) e raspe as sementinhas com uma faca sem ponta ou colher de café. Acrescente as sementinhas e a fava vazia no líquido quente. Tampe e deixe em infusão por 15 minutos.
Enquanto isso, hidrate a gelatina polvilhando sobre a água. Reserve.
Retire a fava (deixe as sementes de baunilha) e una o açúcar. Leve ao fogo baixo para dissolver o açúcar.
Troque de recipiente, una o matcha e misture para dissolver. Esfrie o líquido para cerca de 30-35ºC e una a gelatina hidratada. Misture bem e disponha em taças, ramekins, forminhas ou forma de pudim (para desenformar, unte levemente com óleo).
Gele por 4h e sirva.



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Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Masciarelli Montepulciano d’Abruzzo 2006



Na taça, um pouco de ameixa e cereja, algo de couro e taninos macios. No prato, uma focaccia integral com queijo tipo Fontina derretido.

Faixa de preço: $$

Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Pão de vinho e figo seco

Meses atrás, a Clau Alaminos comentou sobre um pão de vinho tinto e figo seco. A ideia de comer este pão com queijo gorgonzola me deixou animada.
Para confeccionar o pão, utilizei o Severino (o meu fermento natural à base de cacau) e Malbec.
A forma de fazer e medidas são idênticas aos outros pães de fermentação natural postados aqui no Gourmandise. Apenas substitui 50% da água por Malbec (poderia usar outra cepa tinta) e acrescentei 80g de figo seco em pedaços.
A massa crua do pão ficou bem arroxeada, mas depois que assou, ficou com aparência de pão integral. Não sei se seria adequado substituir toda a água por vinho. Fiquei com receio de prejudicar a fermentação do pão. O sabor ficou delicado.



Ah! E realmente ficou ótimo para acompanhar com gorgonzola bem maturado.

Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Rara Avis - Montevideo

Saímos do bar Fun Fun em direção ao Teatro Solís para tentar jantar no Rara Avis.

Após o bom couvert, começamos a escolher os pratos principais. O Marcel pediu Lomo Rossini e eu preferi o Tortelli de esturión ahumado, ambos pratos estavam muito bons.




Para acompanhar os pratos, Preludio tinto para o Marcel e Preludio branco para a Nina.

Para a sobremesa, dividimos a El Manzanero, uma versão interessante da Tarte Tatin com sorvete de feijão branco (um toque moderno e menos comum que o sorvete de baunilha).



Encerramos a nossa viagem ao Uruguay num ótimo restaurante. Apesar de buscarmos durante a viagem uma gastronomia de raiz (uruguaia), esta casa de cozinha internacional foi a grande estrela.
Nada como apreciar uma boa refeição em um local agradável ao som de jazz ao vivo.

Quando o door man abriu a porta, entramos rapidamente para fugir do vento gelado. A hostess ofereceu-se para guardar os nossos casacos e nos guiou à mesa. Ao sentar, notei que estava paramentada como uma turista, bem diferente dos outros clientes elegantes. Mesmo assim, não sentimos nenhuma diferença quanto ao comportamento da brigada de salão.
Serviço profissional e impecável.

Faixa de preço: $$$$$ (com R$13,00 de couvert artístico, taça de vinho, água e café por pessoa)

Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Bar Fun Fun - Montevideo

Não sei muito bem como me expressar.
Só posso dizer que esperava muito mais do famoso Bar Fun Fun... (aliás, lê-se fum-fum e não fam-fam).


Bebemos duas Patricias e uma dose de Uvita (estranha, extremamente doce - lembra uma infusão com vinho de mesa).


Assistimos apenas o início do show.
Serviço de salão caótico.

Faixa de preço: $ - cerca de R$10,00 a cerveja (!), R$8,00 a uvita (!?) e R$7,00 de couvert artístico.

Postado por Nina Moori.

Lobo bar - Montevideo

No sábado, aproveitamos para fazer as compras usuais de "presentinhos" para a família. Notamos muitas lojas de roupas cheias de clientes e estacionamentos lotados devido à comemoração do dia dos pais no domingo (o Uruguay comemorou a data no dia 18 de julho).

Na hora do almoço, andamos pelo bairro de Punta Carretas até ficarmos com fome. Observamos a fachada do Bar Lobo (Coronel Mora 495 esq. Jose Maria Montero) e achamos que a cozinha seria interessante.

Pedimos uma Ensalada de hojas e a sugestão do dia Pulpo a la española. Ambos melhores que imaginávamos.




Para os principais, Corvina negra e Ojo de bife y boniato a romero. A corvina estava rosada no centro (ponto correto de cocção), mas a pele gordurosa estava mole, além de falta sal/tempero. O ojo de bife estava correto e mais uma vez, a boniato, desta vez grelhada, roubou a cena.




Serviço de salão um pouco lento.
Depois ficamos sabendo que o bar Lobo tem shows à noite no andar inferior. Se olhar este bar/restaurante como uma casa-de-shows-intimista, onde o menu poderia ficar em segundo plano, encararia o estabelecimento de forma menos crítica.

Faixa de preço: $$$ (com couvert e água por pessoa).

Postado por Nina Moori.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ricci - Montevideo

Saímos logo após o café da manhã de Colonia del Sacramento em direção à Canelones. Pegamos uma estrada vicinal e passamos pelos prados ainda cobertos pela geada.




Passamos boa parte do dia na Pisano conhecendo a propriedade e degustando vinhos.
À noite, entramos no carro, desligamos o GPS e saímos por Montevideo procurando um lugar interessante para jantar.
Quando passamos em frente ao restaurante Ricci (Joaquín Núñez, 2.844 esq. Miñones - Punta Carretas) recordamos que algumas pessoas comentaram bem desta casa.
Após o couvert com bons pães, passamos para os pratos principais: Conejo confitado e Asado de ciervo - coelho tenro e saboroso e bom arroz con parmesano (quantidade de queijo foi bem dosada e não encobriu a carne de coelho) e carne de veado suculenta.



Para acompanhar o jantar, bebemos uma garrafa de Oceánico Cabernet Franc 07 da Bodega Dominio Cassis. Um vinho simples, mas como uma interessante nota salina, decorrente da proximidade do Atlântico (apenas 10km).


Nos demos conta que experimentamos poucas sobremesas durante a viagem e resolvemos dividir a Pomelo y naranja. Uma sobremesa delicada, fresca e com um delicioso sorbet cítrico. Simples, com apresentação impecável e sabores puros (e sem o famigerado chocolate).


O serviço do restaurante foi atencioso e correto.
O Ricci dispõe algumas gavetas dentro da adega para habitués que preferem armazenar algumas garrafas de vinho no restaurante.


Um estabelecimento bem acima da média dos que frequentamos em Montevideo.

Faixa de preço: $$$$ (com couvert, água e vinho por pessoa)

Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

La Bodeguita - Colonia del Sacramento

Durante a nossa caminhada pela cidade, notamos um tipo de bar/pizzaria que parecia interessante. Voltamos à noite no La Bode (Bodeguita) na calle Del Comercio, 167.
Sem cubierto (couvert), pedimos uma interessante cerveja (produzida em Colonia del Sacramento, especialmente para a casa) enquanto decidíamos o que jantar.


O Marcel quis experimentar o Chivito al plato e eu preferi o Calzone cuatro quesos. O chivito parecia um "X-tudo no prato" (um prato bizarro) e o calzone estava muito bom (com massa fina e bom mix de queijos, inclusive o Colonia), ambos pratos eram grandes o suficiente para duas pessoas.



O serviço de salão estava adequado para um bar bem despojado.

Faixa de preço: $$ (cerca de R$25,00 o chivito, R$23,00 o calzone e R$5,00 a long neck)

Postado por Nina Moori.

Restaurante del Yacht - Colonia del Sacramento

Descobrimos o restaurante Del Yatch Club através da revista Club de Gourmets.
A proposta desta casa em Colonia del Sacramento é uma Cocina sobre el río.



Para começar: Papitas Del Yacht (três variedades de batatas fritas com molho) - batatas fritas comuns



Para os principais: Entrecote con crema champignones e Cazuela de mariscos - o Ojo de bife estava bom, apesar da metade do volume ser gordura, já a Cazuela... com frutos do mar com gosto de congelados e um terrível molho de tomate (gosto e textura de ketchup).




Para acompanhar este almoço (e limpar o paladar), bebemos long neck de Patricia.

Um restaurante com a decoração do salão tão interessante e uma bela vista para o río del Plata merecia uma cozinha mais dedicada.
O serviço de salão foi ok.

Faixa de preço: $$$ (por pessoa)

Postado por Nina Moori.