sexta-feira, 30 de julho de 2010

Colonia del Sacramento

Voltamos de Buenos Aires para Colonia del Sacramento (Uruguay) às três da manhã. Dormimos um pouco e acordamos para explorar a pequena cidade. Colonizada por portugueses no século XVII, foi tombada como Patrimônio Histórico da Humanidade.
Notamos a antiga arquitetura portuguesa em contraste com os nomes de ruas em espanhol.
Mesmo com o vento "cortante" achamos melhor conhecer as ruas de Colonia à pé. Para caminhar pela cidade, use tênis ou uma bota confortável, calçados com salto são inadequados para andar nas ruas de paralelepípedos (pedras).

Não há muito o que escrever sobre Colonia, prefiro deixar as fotos explicarem a beleza por si só...













Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

El Baqueano - Buenos Aires

Havíamos reservado o jantar em um outro restaurante, mas quando comentamos via twitter com @bronza e @danirosan, eles nos disseram que gostaram muito mais do restaurante El Baqueano que visitaram na companhia do @Luiz_Horta (que aliás, escreveu uma ótima reportagem sobre esta casa no Paladar da semana passada).

Imediatamente alteramos as reservas.

A sommelière Gabriela Lafuente nos recebeu e explicou como funcionava o menu degustação da casa. Escolhemos o curso mais longo, de 7 passos.

Começamos com um tipo de entrada à base de Arveja (ervilhas em quatro texturas) - espuma, creme, crocante e sautées.


Carpaccio de llama, brotes de rucula, espuma de queso y gelificado de alcaparras - ao contrário do que imaginávamos, esta carne tem sabor delicado.


Collita de yacaré, risotto de calabaza, crocante de queso y espuma de maíz - um prato de sabores delicados.


Vizcacha tíbia escabechada y mix de champignones - (um tipo de coelho) carne rosada, tenra e cogumelos com sabor tostado.


Langostino de Pto Madryn grillado con pan crujiente de langostino - muito fresco, saboroso (sem desperdiçar o sabor intenso que se concentra dentro da cabeça deste crustáceo) e escoltado por uma espuma do mar que realmente trazia a lembrança da maresia.


Guisado de ñandú en sus jugos y graten de papa - o guisado de ema estava delicado e macio.


um sorbet de naranja para limpar o paladar


Mini degustatión de quesos con contrastes - além de ótimos queijos, o mais interessante foi o conhecimento sobre sabor e textura dos mesmos ao montar o contraste com os variados doces. Um dos doces, em especial, nos instigou: yaracatia (não temos certeza quanto à grafia), feito da casca de uma árvore de mesmo nome, típico da província de Misiones, tinha uma textura de diferente e sabor de cedro baunilhado (foi contrastado com um queso Parmesano).


Pastel de ricota, espuma de crema inglesa y helado de romero - o recheio quente e cremoso em contraste com o ótimo sorvete de alecrim.


O chef Fernando Rivarola elabora uma cozinha com carnes autóctones e precisão técnica (conciliando as técnicas da gastronomia clássica com as contemporâneas). Ingredientes normalmente associados à pratos argentinos rústicos são apresentados de forma leve e delicada com conceito e sabores bastante autênticos.

O jantar foi acompanhado por uma garrafa de 25/5 Cabernet Franc da bodega Del Desierto 2005. Esta vinícola é localizada em La Pampa, ao norte de Néuquen, uma região mais fria e úmida que Mendoza. Vinho potente, mas sem a extrema concentração de alguns Malbecs de Mendoza ou Salta. Um pouco atípico, mas acompanhou bem a noite.


Serviço de salão atencioso.

Faixa de preço: $$$$ (por pessoa)

Um dia realmente feliz (e ligeiramente calórico) em Buenos Aires.

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

Freddo - Buenos Aires


Helado de dulce de leche na famosa Freddo. Cristalizado!? Ou foi apenas na unidade Shopping Abasto?

Faixa de preço: $ (cerca de R$7,00 uma bola)

Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Chila - Buenos Aires

Quando entramos na estrada (Ruta 1) ainda estava escuro (nesta época do ano, demora mais para o dia clarear). Após duas horas de viagem de carro em uma rota tranquila, chegamos à cidade de Colonia del Sacramento (Uruguay).
Fizemos o check-in no hotel e fomos em direção ao Porto para pegar o Buquebus em direção à Buenos Aires (lembre-se que é necessário chegar uma hora antes ao terminal, já que é uma viagem internacional).
A viagem de Buquebus de Colonia del Sacramento para Buenos Aires pode durar 1 ou 3 horas, dependendo do tipo de embarcação.

dentro do Buquebus


no Terminal em Buenos Aires (em Puerto Madero - infinitamente mais prático que chegar pelo aeroporto)


Chegamos em Buenos Aires com vontade de circular um pouco pela cidade até o horário do almoço. Em um primeiro momento, não compreendemos a razão do tráfego intenso naquele dia. Quando perguntamos ao taxista, ele disse que era devido às obras de ampliação do Subte (metrô porteño). Mais tarde, ficamos sabendo que naquele dia haviam aprovado o matrimônio homoafetivo na Argentina e, duas passeatas (uma pró e outra contra) ocorreram nas avenidas de principal circulação.

Como o frio estava intenso (até então, o dia mais frio do ano), entramos em um dos Shoppings porteños para passar o tempo. Ao trocar um pouco de Real para Peso argentino, suficiente para um dia, nos deparamos com um processo bem burocrático (algo que ainda não havíamos observado nas viagens à Argentina anteriormente). Queriam informações sobre hotel (nome, endereço, etc) e dia de entrada e saída do país, além, é claro, dos documentos usuais. Talvez seja uma forma de tentar coibir as tentativas de circulação de notas falsas que podem enganar turistas desatentos com mais facilidade.

O Marcel havia lido na revista El Conocedor, uma matéria sobre restaurantes e se interessou pelo Chila (em Puerto Madero).


Após o couvert com ótimos pães, boa manteiga e um tipo de trio de aves (escabeche, caldo morno e bolinha com recheio líquido), pedimos as entradas: Servicio de quesos (4 queijos) e Mollejas de chivo, panceta, crema suave de repollo, verduras de invierno y caldo. Os queijos estavam corretos e, as mollejas espetaculares! O Marcel mencionou que esta molleja foi a melhor entrada que já comeu na vida, tenra, com sabor delicado e técnica perfeita.



Para os pratos principais: Magret de moulard, manzanas golden asadas, compota de granny smith y gelée de jengibre e Cochinillo en cocción larga, maracuyá, raviol de manitas, puré de echalotes y ensaladita - ambos muito bons, com equilíbrio de sabor e textura (o pato tinha realmente aquele sabor selvagem que não encontramos no Brasil)



Por razões óbvias, pulamos a sobremesa. Quem sabe na próxima vez...

O serviço da brigada de salão estava impecável.

Faixa de preço: $$$$$ (por pessoa)

Saímos felizes do Chila e fomos caminhar por Puerto Madero, sem nos importar com o vento gelado.


Postado por Nina Moori.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Bar Tabaré - Montevideo

Voltamos no começo da noite de Punta Ballena para Montevideo.
Após tentar jantar em outros três restaurantes (um estava fechado, outro não abria naquele dia e o último estava em reforma - por isso, telefonem ou enviem e-mail antes) fomos ao Bar Tabaré (Joaquín Zorrilla de San Martín, 152) em Punta Carretas.
Olhando do lado de fora tivemos a impressão de que a casa estivesse vazia. Hesitamos por um momento, mas resolvemos entrar para conferir. O ambiente lembrava um charmoso armazém de secos e molhados, com móveis antigos e luz de velas.



Como já estávamos nos acostumando com as fartas porções uruguaias, fomos direto aos pratos principais:

Sorrentinos de cordero e Ojo de bife con 5 pimientas - ambos muito bons



Para companhar os pratos, bebemos duas taças de Don Pascual Cabernet Franc.
O Bar Tabaré também possui um menu de sushi, mas somos conservadores, nos restringimos aos pratos mais tradicionais do país.
O serviço de salão foi ok.

Faixa de preço: $$$$ (couvert, prato principal, água e taça de vinho, por pessoa) - uma refeição correta com preços similares aos de São Paulo.

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Lapataia - Punta Ballena

Assim que saímos da Quesería Nonno Antonio, percebemos que estávamos muito adiantados para a visita marcada na bodega Alto de la Ballena.


Resolvemos conhecer a Lapataia, a marca mais famosa de dulce de leche no Uruguay. Presente em todos os supermercados, free shop, docerias, empórios e grandes redes de fast food, a produção é claramente voltada para o volume. Considerando esta proposta o resultado é interessante: o doce de leite da Lapataia é mais cremoso que os similares brasileiros e é levemente menos doce.


Dentre os atrativos turísticos da sede da empresa, o seu restaurante (parrilla) costuma compor a lista de pontos turísticos dos pacotes de viagens (observamos vans e ônibus cheios de turistas brasileiros hospedados no Conrad - quase escutamos aquela musiquinha do programa do Amaury Jr).

Só bebemos um café e fomos embora.


dulce de leche adquirido no free shop para fazer a família feliz


Faixa de preço: $ (cerca de R$17,00 para um espresso e um café con Cognac)

Postado por Nina Moori.

Nonno Antonio Quesería - Punta Ballena

Quando pensamos na gastronomia do Uruguay, imaginamos as famosas carnes uruguaias. Pensando na qualidade do gado uruguaio, tentamos descobrir o que o país produz em termos de laticínios de qualidade.
O queijo mais comum no Uruguay é o tipo Colonia (muito bom, mas um pouco grande para caber na mala de viagem) e mesmo sendo um queijo popular, é possível encontrar nos mercados, uma oferta de ao menos uma dezena de produtores artesanais.

O produtor de queijos que visitamos em Punta Ballena (cidade próxima à Punta del Este) é especialista em alguns tipos de queijos de origem européia. Por contato de uma colega de trabalho do Marcel (C.), chegamos à Quesería Nonno Antonio.


Fomos recebidos pela simpática Marisa, que trabalha com a produção de queijos desde a década de 80. Como chegamos um pouco antes do horário combinado, pudemos conversar um pouco mais com a produtora sobre o método de produção e a comercialização de seus queijos. Foi curiosa a descrição de sua saga para tentar obter o registro para a produção do queijo tipo Mascarpone. Marisa narrou que ficou oito anos em trâmites burocráticos e um dos motivos para a demora foi que alegaram que o queijo tipo mascarpone não existia (!). Pelo visto, a bur(r)ocracia não se trata de um atributo exclusivamente tupiniquim.

queijo de cabra com azeite (estava tão frio, que o azeite se tornou pastoso)


queijo fresco tipo Montanhês (leve acidez, foi acrescido de ciboulette)


queijo tipo Petit Suisse (cremoso e delicado, foi acrescido de manjericão)


queijo tipo Mascarpone (sem palavras - eu realmente gostaria de encontrar produtos nesta qualidade no Brasil)


queijo tipo Reblochon (com pungência e untuosidade semelhante ao original - o único que nos arriscamos a trazer na mala)


queijo tipo Gorgonzola (o controle da maturação faz toda a diferença, o aroma do fungo se distribuiu por toda a massa uniformemente)


No final da degustção de seus queijos, Marisa nos serviu um Tiramisù com sabor delicado do queijo por ela produzido e um toque de café.

área de produção dos queijos



dentro da câmara de maturação (10ºC - temperatura mais alta que a externa naquele dia)


o queijo tipo Reblochon que trouxemos para casa


Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

La Perdiz - Montevideo

Após a agradável visita à vinícola Juanicó (Familia Deicas), fomos caminhar pelo bairro de Punta Carretas e nos deparamos com o restaurante La Perdiz (Guipúzcoa, 350 esquina com Dr. Bolivar Balinas). A casa se denomina especializada em peixes e frutos do mar, pastas e cozinha basca e espanhola.

Após o couvert composto por grissinis industrializados, pedimos uma entrada para dividir: Langostinos a pil pil - um bom começo


Para os principais: Merluza negra à Vizcaina (pimentão) e Spaghetti com marisco - o peixe com ponto de cocção correto (apesar da pele queimada), mas o molho à base de pimentão estava muito forte para acompanhar uma proteína tão delicada, já a pasta, rica em frutos do mar, ficaria muito melhor sem adição de creme de leite (tornou-se pesada).



Para acompanhar o jantar, bebemos um Pulenta Sauvignon Blanc 09.


Pedimos uma Mousse de dulce de leche para a sobremesa. Sem nenhuma aeração (algo indispensável para ser uma mousse), estava doce demais e era imensa.


No meio do nosso jantar, o restaurante La Perdiz ficou surpreendentemente lotado em plena segunda-feira gelada.

O serviço de salão foi atencioso mesmo com o alto movimento de clientes. Inexplicavelmente, bebemos o melhor espresso da viagem (e era cortesia).

Faixa de preço: $$$$

Postado por Nina Moori.