quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sopa de cerveja e batata

Adoro sopas!
Normalmente são fáceis e rápidas de confeccionar, podem ser o prato único de um jantar e aquecem o corpo.
Uma amiga havia comentado sobre uma Sopa de cerveja que afirmou ser deliciosa. Como esqueci de pedir a receita dela, acabei criando uma versão com batatas.

Sopa (fácil) de cerveja e batata:
1 cebola média brunoise
1 dente de alho brunoise
1/2 tbsp de gengibre fresco brunoise
1tbsp de óleo de girassol
2 batatas médias brunoise
350ml de cerveja Pilsen
água quente ou fundo de legumes caseiro (não utilize caldos prontos em pó, cubos ou potinhos)
sal marinho e pimenta do reino moída na hora

Refogue a cebola no óleo. Una o alho e gengibre. Acrescente as batatas. Adicione a cerveja e cozinhe em fogo baixo com a panela semi tampada. Adicione água quente durante a cocção (cerca de 200ml). Transforme em creme com auxílio de mixer ou liquidificador.
Sirva bem quente.

Polvilhei um pouco de páprica doce. A sopa ficou bem mais suave que imaginava.

Dúvida sobre os pesos e medidas dos ingredientes? Clique aqui.

Postado por Nina Moori.

terça-feira, 29 de junho de 2010

mais um Muffin de banana



É quase a mesma receita dos Muffins de banana e amora. As únicas substituições foram:
50% do óleo de girassol por manteiga derretida, keffir por leitelho e noz moscada por pimenta da Jamaica.

Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Aldina

Na primeira vez que tentamos jantar no restaurante Aldina, a espera por uma mesa estava prevista para 40 minutos.
Nesta segunda tentativa, conseguimos uma mesa rapidamente.
Do salão do pequeno estabelecimento podemos ver a cozinha de paredes (ou seriam janelas?) envidraçadas.

Começamos com o Pancotto de ragu de cabrito (Menu de inverno) e o Steak Tartar - o pancotto estava delicioso e o steak, bem condimentado e picada na ponta da faca, ficaria mais untuoso com a adição de gema de ovo (por ser uma casa italiana, seria mais adequado uma Carne Cruda no lugar do Steak Tartar).


Para os pratos principais escolhemos: Porchetta e Paleta de cordeiro (ambos do Menu de inverno) - a crosta da porcheta poderia ser crocante, algumas batatas estavam cruas e o molho verde era desnecessário, já o cordeiro estava muito bom e a pasta que o acompanhava foi o ponto alto do jantar (com pignole e rúcula, estava saborosa, na textura certa).



Acompanhamos o jantar com o vinho La Massa 04 que levamos de casa (o Aldina cobra R$20,00 por rolha).



Para a sobremesa, pedimos o Trio de Panna cotta - um pouco mais de untuosidade e menos gelatina, deixaram a sobremesa mais autêntica. A panna cotta de chocolate poderia ser menos doce (recordou aquele picolé de chocolate da K*).


O serviço foi correto, atento e simpático.

Faixa de preço: $$$$ (com água, rolha e serviço, por pessoa).

Postado por Nina Moori.

sábado, 26 de junho de 2010

Guia Folha 2010 - O melhor de São Paulo (restaurantes e bares)


Sexta-feira, saiu o guia da Folha de São Paulo com os melhores restaurantes e bares de São Paulo. Fomos convidados para eleger os nossos favoritos em cada categoria de restaurante.
Tá certo que os nossos votos talvez tenham sido um pouco heterodoxos, mas a experiência foi bacana; parar, pensar e discutir quais foram os nossos favoritos do ano não foi uma tarefa rápida.
Além da escolha dos melhores do ano, o guia se mostra útil pela consolidação das informações sobre o perfil, endereço e telefone dos principais restaurantes de São Paulo.

Postado Por Marcel Miwa e Nina Moori.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Degas Pompéia

Parmigiana é um maravilhoso prato italiano à base de berinjelas empanadas e fritas e gratinadas com molho de tomate e queijo.

No Brasil, temos o Filet à Parmegiana, confeccionado com filet de carne na substituição da berinjela. Apesar de ainda não conseguir compreender a razão para tal alteração, confesso que gosto de Filet à Parmegiana.

Cerca de um mês atrás, com fome num fim de noite, fomos experimentar o Filet à Parmegiana do Degas Pompéia.

Um casa simples, o salão do Degas lembra algo como uma pizzaria com decoração de boteco. Com menu extenso (por que fico desconfiada com menus extensos?), encontramos dois tamanhos para a tal Parmegiana brasileira: individual e duas pessoas. O garçon avisou que a individual servia muito bem duas pessoas (lá vai mais outra coisa que não compreendo...).
Acompanhada de arroz e batata frita, a porção individual era realmente grande.
E a relação qualidade X preço? Digamos que é honesta, os filets de carne finos empanados e servidos com quantidade generosa de molho de tomate e queijo (de qualidade razoável) entraram na faixa de preço de $ por pessoa.


P.S. Ao conversar com meu pai sobre a nova descoberta-honesta, fui surpreendida com a informação de que era cliente das pizzas do Degas na época em que funcionava na região do bairro Pinheiros.

Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Sopa creme de beterraba

Já que voltou a esfriar, teremos uma temporada de sopas no Gourmandise.
Durante a minha infância, a Borscht (sopa ucraniana à base de beterraba) se fez presente em muitos jantares de inverno. Às vezes, a Borscht era feita com um pouco de músculo, com adição de outros legumes (cenoura, aipo e batata), em outras era servida com um pouco de creme de leite, com pedaços dos legumes ou na versão cremosa.



Sem medidas exatas, refoguei cebola e alho e uni um pouco de cenoura e aipo. Beterrabas orgânicas e um pouco de batata. Um toque de vinho branco seco. Fundo de legumes caseiro (pode usar fundo de carne ou aves - só evite caldos prontos que contêm mais sódio que o teor recomendado diariamente e muito conservante). Cozinhei em fogo médio com a panela tampada. Uni o sal, um pouco de páprica, folha de louro e pimenta do reino moída na hora.
Liquidifiquei e voltei à panela para reaquecer. Como não tinha creme de leite em casa, servi a Borscht com um pouco de salsa picada (poderia ser endro fresco) e azeite aromatizado com kümmel.

Postado por Nina Moori.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Spéculoos

Não sei o que seria da minha cozinha sem os apetrechos e ingredientes especiais que ganho dos amigos que viajam com frequência ao exterior: silpat, raladores microplaine, facas, moulin, passe-vite, essências/extratos, flor de sal, pimentas, conservas, ervas e especiarias, geleias gourmets, pâtès e afins.

Na última vez que procurei macis no Brasil, me assustei com o preço e com a qualidade do produto. Era caro e o perfume estava apagado. Me recusei a comprar.
Queria macis para fazer Spéculoos, um tipo de biscoito belga de especiarias e modelado em formato de Saint Nicolas. O Spécculoos também é conhecido como Spekulatius na Alemanha e como Speculaas na Holanda.

O macis que ganhei tem aroma tão forte que comecei a espirrar quando abri a latinha. Modelei o Spéculoos com um cortador em formato de folha porque ainda não consegui comprar um molde adequado.



Spéculoos:
95g de manteiga sem sal em temp. amb.
50g de açúcar orgânico claro
60g de açúcar mascavo peneirado
220g de farinha de trigo orgânica
2g de bicarbonato de sódio
0,125g de noz moscada moída na hora
0.125g de pimenta do reino branca moída na hora
0,125g de gengibre em pó
0,5g de canela em pó
2g de macis em pó
25-30g de leite integral

Peneire os ingredientes secos juntos e reserve.
Bata a manteiga com os açúcares com auxílio de espátula. Una os ingredientes secos, aos poucos, alternando com o leite. Faça um disco, embrulhe em filme plástico e gele por 20 minutos.
Abra a massa em espessura de 5mm, corte e disponha sobre placa com silpat (pode-se usar papel manteiga).
Asse à 180ºC por 20-25 minutos. Esfrie sobre grade e armazene em pote hermético.



Já comi algumas unidades ontem à noite com uma xícara de green rooibos.

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Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Sopa creme de batata e aipo

Alguns leitores do Gourmandise enviam e-mails nos pedindo receitas, dicas de restaurantes e sugestões de livros e revistas.
A leitora P. escreveu que gostaria de ler mais receitas de sopas para o inverno que fossem fáceis de preparar e fugissem dos sabores tradicionais.
Algumas batatas tipo asterix na cesta de legumes e um pouco de aipo na geladeira me deram a ideia de fazer uma versão quente (e com aipo no lugar do alho poró) da Vichyssoise.


Sopa creme de batata e aipo:
100% de batata sem casca em cubos
25% de aipo (salsão) em cubinhos
fundo (caldo) de legumes caseiro quente (na falta, não substitua por caldos em cubo, em pó ou em potinho, use a honesta água quente)
manteiga sem sal
óleo de girassol
sal marinho
pimenta do reino branca
creme de leite fresco
Refogue o aipo na manteiga e óleo. Una as batatas. Acrescente o fundo de legumes quente (suficiente para cobrir dois dedos acima dos legumes). Cozinhe em fogo baixo com tampa (semi aberta). Caso neccessário, acrescente mais líquido quente durante a cocção.
Tempere com sal e pimenta. Use o mixer ou liquidifique até obter um creme. Volte à panela e aqueça. Finalize com um pouco de creme de leite fresco aquecido.

Servi a sopa creme de batata e aipo bem quente (a versão fria prefiro deixar para o verão) com um pouco de castanha do Brasil ralada por cima (fica bem interessante no lugar do queijo ralado) e um pedaço de Focaccia de alecrim e azeitona preta (feita com fermentação natural).



Focaccia de alecrim e azeitona preta (fermentação natural):
35g do Severino (o meu fermento natural à base de cacau que ganhei do seu Z.)
35g de água mineral
35g de farinha de trigo orgânica
Misture tudo, cubra com filme e deixe dobrar de volume.

150g de farinha de trigo orgânica
120g de água mineral
Una à esponja, cubra e deixe dobrar de volume.

100g de farinha de trigo orgânica
50g de farinha sarracena
10g de farinha de gluten
8g de sal marinho
azeite
alecrim fresco
Una as farinhas ao fermento. Acrescente o sal, um pouco de azeite (cerca de 30g) e alecrim. Trabalhe até ficar elástica. Pode-se fazer em batedeira com auxílio de gancho.
Cubra e deixe crescer por 2h ou dobrar de bolume. Modele em superfície untada com azeite e disponha em forma retangular untada e polvilhada com fubá. Marque a superfície com as pontas dos dedos. Cubra e deixe crescer até dobrar de volume.
Demarque novamente com os dedos , polvilhe flor de sal, alecrim fresco fresco e regue com azeite.
Asse como a receita de Focaccia com alecrim e linhaça.

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Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Décima oitava harmonização virtual

Já fazia um tempo que o Claudio e a Rafaela queriam fazer uma harmonização virtual com um Chianti. Inspirados pelas últimas visitas ao restaurante Vito, decidimos reproduzir a receita de um clássico da gastronomia italiana. O nome do prato é bem conhecido no Brasil, mas a receita é pouco comum por aqui: Fettuccine Bolognese.
O Bolognese mais comum no nosso país é à base de molho de tomate, mas resolvemos seguir a forma clássica confeccionada na Emilia-Romagna.
Chianti são vinhos difíceis de escolher no Brasil. Os mais baratos (até R$25,00) são sofríveis e os Chianti Classico de bons produtores facilmente ultrapassam os R$100,00.
O exemplar escolhido apresentou boa relação qualidade X preço. O Tosca Chianti Colli Senesi 2006 Tenuta Valdipiata apresenta a tipicidade da Sangiovese com frutado remetendo à cereja, notas lácticas, taninos finos com média presença, acidez correta e álcool um pouco acima completa o conjunto.



Apesar do álcool estar um pouco acima do conjunto, o clima frio daquela noite não deixou que isso se tornasse um defeito. Os taninos se integraram bem à carne e os aromas lácteos do vinho forma um pouco abafados pelo creme de leite e manteiga do molho. De forma geral, o vinho enriqueceu o molho fazendo jus à fama de que os vinhos italianos são gastronômicos.



Fettuccine Bolognese*:
240ml de creme de leite fresco
200g de pancetta (gordura de banha de porco) brunoise
2 xícaras de cenoura brunoise
1 xícara de salsão brunoise
1 xícara de cebola brunoise
900g de Maminha limpa e sem gordura picada na ponta da faca
240ml de vinho tinto seco
8 Colheres de sopa de tomate bem maduro concassé brunoise
200ml de fundo de legumes caseiro (a receita é a mesma do utilizado na receita da Polenta com ragu de músculo, basta diminuir as quantidades)
480ml de leite integral quente
30g de manteiga sem sal gelada
Sal marinho a gosto
Pimenta preta moída na hora
500g de fettuccine Rustichella d'Abruzzo ou De Cecco (Fettuccelle ou Fettuccia)

Preparo:
Derreta a gordura de porco até ficar quase completamente líquida, unir os legumes e refogar até a cebola ficar translúcida.
Adicionar a carne e refogar até dourar ligeiramente.
Colocar o sal e a pimenta moída na hora.
Acrescentar o vinho, o fundo e tomate, cozinhar por mais ou menos 5 minutos.
Tampar, diminuir o fogo e cozinhar por 2 horas, adicionando o leite aos poucos.

Antes de servir aqueça o molho, coloque o creme de leite reduzido para 1/3 (faça no fogo baixo) a manteiga e uma pitada de sal, cozinhe por 3 minutos. Acrescente a massa cozida (respeite o tempo de cocção descrito na embalagem) e sirva imediatamente.

*Esta receita foi adaptada da receita do chef André Mifano (restaurante Vito).

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Panna cotta e morangos macerados

Tenho a impressão que a Panna cotta está na moda. Pelo menos é o que constatei ao observar os menus de restaurantes que fomos recentemente.
Talvez por ser uma sobremesa de fácil confecção e que requer poucos utensílios ajude na alta exposição em cardápios.
A receita de panna cotta que considero perfeita não tem textura muito rígida, é pouco doce, deve ser cremosa na medida, mas não pode ter excesso de gordura (excesso de creme de leite).


Panna cotta:
300g de creme de leite fresco (o creme UHT não consegue conceder o mesmo sabor e textura)
250g de leite integral orgânico (escolha o mais "gordo" que encontrar no mercado)
95g de açúcar orgânico claro
1tbsp de extrato de baunilha caseiro (confeccionado com uma infusão à frio de 400ml de vodka e 3 favas de baunilha por 30 dias) ou uma fava de baunilha
11g de gelatina em folha incolor
Hidrate as folhas de gelatina em água gelada (suficiente para deixar submersa). Reserve.
Aqueça os líquidos com o açúcar em fogo baixo até dissolver. Troque de recipiente e una as folhas de gelatina (previamente espremidas para retirar o excesso de água). Misture com espátula para dissolver.
Una o extrato de baunilha e distribua em seis ramekins (se preferir desenformar, distribua o creme em forminhas levemente untadas com óleo). Gele por 4h ou firmar.
Caso utilize fava de baunilha, aqueça os líquidos, una a fava (corte longitudinal, raspando as sementes) e deixe em infusão por 15 minutos com tampa (fora do fogo). Retire a fava e prossiga a receita.

Morangos macerados:
1 caixa de morangos orgânicos maduros
2tbsp de Grappa
4tbsp de açúcar orgânico claro
Fatie os morangos, una açúcar e Grappa. Gele por 2h. Sirva como guarnição da panna cotta.

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Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Focaccia com alecrim e linhaça

Tento deixar a despensa e a geladeira sempre em ordem (ingredientes separados por tipo, tamanho e por data de validade - quase TOC?). Mesmo assim, de vez em quando surgem algumas coisas que nem sei como foram parar na minha cozinha.
Dias atrás, estava vasculhando o armário de temperos quando me deparei com um sachê de fermento biológico seco argentino. Argentino? Como é que foi parar lá no meio dos sais? Será que comprei ou ganhei? Quando?
A data de validade estava meio apagada, mas resolvi arriscar a sorte e usar o sachê do fermento biológico argentino-de-fonte-desconhecida em uma receita bem prática: Focaccia.
Caso não a primeira etapa (esponja) não desse certo, mudaria os planos. Só sei que dobrou de volume e continuei com a receita.


Focaccia com alecrim e linhaça:
700g de farinha de trigo
270g de farinha de trigo integral
30g de linhaça
20g de sal marinho
1 sachê de fermento biológico seco (12g)
600ml de água mineral
50-60g de azeite

alecrim fresco
azeite
flor de sal

Misture o fermento com 300ml de água e 50% da farinha de trigo. Cubra e deixe dobrar de volume.
Misture as farinhas, una a linhaça e sal. Acrescente a esponja e o azeite. Misture, incorporando a água aos poucos. Pode-se utilizar uma batedeira potente com auxílio de gancho.
Cubra a massa e deixe descansar por 2h. Abra em formato retângulo sobre superfície untada com azeite. Espalhe as folhas de alecrim fresco, dobre ao meio e disponha sobre uma forma de 30 X 60cm (untada e polvilhada com fubá). Marque a superfície som as pontas dos dedos.
Cubra e deixe crescer até dobrar de volume (40' à 2h).
Demarque novamente a superfície com a ponta dos dedos, espalhe mais alecrim, polvilhe flor de sal e regue com azeite.
Asse à 240ºC por 10', abaixe para 220ºC e termine a cocção (entre 15 e 20').
Esfrie sobre grade.

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Postado por Nina Moori.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Saímos de casa para jantar em um novo restaurante italiano. Sem reserva, descobrimos que a fila de espera seria de 40 minutos. Voltamos para o carro e resolvemos tentar a sorte pela ciadade.
Tentamos mais duas casas. Sem sucesso.
Começamos a pensar em algum local para jantar perto de casa. Quando estávamos cruzando o Largo da Batata, o Marcel teve a ideia de tentar jantar no pequeno restaurante japonês (R. Padre Carvalho, 224 - Pinheiros). Demos sorte e conseguimos sentar no balcão.

Começamos com o Guessô karague - pernas de mini lulas empanadas e fritas (nos recordou a infância, um daqueles pratos preparados por nossas obatchans).



Robata de meca - cubos de meca grelhados (com peixe fresco, interior úmido e leve toque defumado).



Sushi Dô - doze niguirizushi variados (sem excesso de arroz, tamanho correto e arroz com temperatura e textura agradáveis).



Sukiyaki - cozido de carne, verduras e legumes (a essência deste prato é o caldo, que estava bem feito e sem "medo" de deixar o toque adocicado aparecer).



Observando o menu do , nota-se que as especialidades da casa são os sushis, as robatas e os tempurás.
Não tínhamos grandes expectativas em virtude da nossa jornada na busca pelo jantar daquele dia, e mesmo descontando este histórico, a experiência foi muito boa. Um lugar que pretendemos retornar em breve.

Faixa de preço: $$$$ (por pessoa)

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Tiramisù

Este ano eu não estava com vontade de jantar fora no dia dos namorados. O problema é que demorei tempo demais para ter alguma inspiração sobre a montagem do menu.
Como tínhamos que realizar a décima oitava harmonização virtual, aproveitei para me preocupar apenas com a sobremesa.
Quando encontrei mascarpone no supermercado na sexta-feira, fiquei com vontade de comer um Tiramisù.
O ideal seria usar savoiardi para montar o tiramisù, mas os meus silpats estavam ocupados com outra preparação. A ideia de usar aqueles biscoitos prontos (comercialmente conhecidos por inglês ou champanhe) não me agradou. Optei pelo bom e clássico pão de ló.

Tiramisù:
(Pão de ló ou use 250g de savoiardi)
100g de ovos de galinha caipira
80g de açúcar refinado
80g de farinha de trigo

(creme de mascarpone)
150g de ovos de galinha caipira
48g de açúcar refinado
400g de mascarpone

(montagem)
240g de café bem forte e frio
60ml de Marsala (usei Madeira Boal)
cacau em pó sem açúcar
Para o pão de ló: bata os ovos e açúcar com fouet por 12' ou triplicar de volume (ponto de fita).
Asse em forma untada e forrada com papel manteiga à 200ºC por 15'. Desenforme e esfrie.
Para o creme de mascarpone: leve os ovos com o açúcar ao banho-maria (fogo baixo), misturando com fouet até chegar à 45ºC. Retire do calor e bata até quadruplicar de volume.
Incorpore o mascarpone nos ovos batidos, aos poucos, batendo levemente para incorporar.
Para a montagem: disponha uma camada de bolo no fundo de uma travessa transparente (usei xícaras de virdo), umedeça com 50% do café e 50% do vinho. Verta metade do creme de mascarpone, disponha a outra camada de bolo, café e vinho e cubra com o creme de mascarpone.
Gele por 4h. Polvilhe cacau em pó e sirva.

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Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Pão com manteiga?

Certa vez comentei que estava com vontade de comer pão com manteiga na chapa. Um aluno me olhou espantado e questionou:
- professora, você come pão com manteiga na chapa?

Não sei ao certo o que ele imaginou. Talvez tenha pensado que só degusto as produções da aula (e fico o dia inteiro de estômago vazio) ou que os descendentes de japoneses não consomem aqueles pães quentinhos e dourados.

Pão com manteiga na chapa me recorda a casa da minha avó paterna. Me remete àqueles finais de semana onde o pão de torresmo era cortado em fatias largas, besuntado com manteiga salgada e aquecido na frigideira de ferro até dourar. Acompanhava o pão com uma caneca de ágata cheia de mate preto super adoçado (de vez em quando, bebia café escondida dos meus pais).

Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Encontro Mistral 2010

Desta vez, acredito que não tenha conseguido provar nem 50% dos vinhos disponíveis. Não por culpa do evento, que teve o volume de pessoas bem dosado, com o acesso bastante facilitado aos vinhos e aos representantes dos produtores. Preferi focar nos vinhos que não conhecia ou que não provei recentemente.
Estes foram os meus destaques:

Alejairén 2007 - Já que ainda não nos deparamos com o branco do Vega Sicilia, ficamos com o branco de Pesquera. Produzido 100% com a casta Airén (a variedade vinífera mais cultivada no mundo), de vinhas velhas em La Mancha, com baixo rendimento (2 tons/ha) e estagiada por 24 meses em barricas de carvalho.


Mas de Daumas Gassac blanc 2007 - Chardonnay, Viognier e Petit Mansang dominam o conjunto, complementado com outras castas como Sercial, Marsanne, Roussanne, entre outras. A receita seguida é de Émile Peynaud e a vinificação se faz com um único lote.


Lavradores de Feitoria Três Bagos Sauvignon 2009 – fresco, direto e com sutil toque herbal.


Nicolas Catena Zapata 1999 – aos 11 anos de idade, ainda está bastante vivo. Untuoso, boa acidez, frutas frescas e baunilha num conjunto bem equilibrado.


Isole e Olena Collezione de Marchi Cabernet Sauvignon 2001 – em ótimo ponto de evolução, com nariz intenso, toque de especiarias e textura aveludada. Muito gastronômico.


Campolargo Rol de Coisas Antigas 2007 – segue os preceitos da vinificação natural. Elegante, complexo e sem excessos.


Felton Road Block 3 Pinot Noir 2008 – ótimo Pinot Noir de um único vinhedo em Central Otago, Nova Zelândia. Boa complexidade aromática com álcool bem integrado.


Delamain Très Vénérable Cognac de Grande Champagne – produzido na reputada sub-região de Grande Champagne, este Cognac é resultado de um blend de Cognacs de 50-60 anos de idade.


Postado por Marcel Miwa.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Tarsila - 3ª Semana gastronômica do Chile

Ontem, durante o lançamento da 3ª Semana gastronômica do Chile, no restaurante Tarsila, os chefs Tomás Olivera (restaurante Caruso, em Valparaíso) e Marcelo Pinheiro executaram alguns dos pratos que compõe o menu do evento (de 9 à 12 de junho).

Cóctel de bienvenidas: Tártaro de trucha e Centolla sobre sopaipillas harmonizados com Pisco Sour e Casillero del Diablo Sparkling wine

Entradas y Ensaladas: Palta cardenal, Ensalada de centolla e Ostiones marinados en aceite de oliva y cítricos harmonizados com Gran Reserva Concha y Toro Sauvignon Blanc 08 (vinho simples, com acidez presente).


Platos Calientes: Pescado con salsa de mariscos e Asado de tira con guiso de papas harmonizados com Gran Reserva Concha y Toro Carmenère 07 (um vinho bem representativo da casta Carmenère - preferi o vinho branco com o peixe).



Postre: Mouse de lúcuma harmonizada com Frontera Late Harvest 07 (faltou doçura e acidez para acompanhar a ótima sobremesa).


Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Bolo de amêndoas e groselha

Apesar de ter certeza que as frutas in natura são infinitamente melhores que as frutas congeladas, mas não resisti e comprei novamente as groselhas congeladas. Usei metade num almoço e armazenei o restante.
No meio do feriado de Corpus Christi, deu aquela vontade de comer um bolinho com o chá da tarde (será que chá da tarde é coisa de velho? se for, acho que nasci velha...).
Qual seria o sabor da vez? Fui para a cozinha investigar o que havia de interessante nos armários e geladeira. No congelador, encontrei um pouco de groselha e dois potinhos de amêndoas (tenho o costume de congelar as oleaginosas para evitar que fiquem rançosas).
Uni tudo, o restante da manteiga sem sal, um pouco de keffir, groselha congelada, amêndoa com pele, amêndoas laminadas e os dois últimos ovos.


Bolo (improvisado) de amêndoas e groselha:
145g de manteiga sem sal temp. amb.
100g de açúcar demerara orgânico
100g de ovos de galinha caipira
120g de farinha de trigo orgânica
4g de fermento químico
1g de bicarbonato de sódio
30g de keffir (pode substituir por iogurte ou coalhada)
53g de amêndoas com casca picadas grosseiramente (levemente douradas no forno baixo)
15g de amêndoas laminadas
100g de groselha (usei a congelada)
Bata a manteiga com o açúcar. Una os ovos, um a um, batendo bem após cada adição. Una a farinha de trigo, previamente peneirada com o fermento e bicarbonato, alternando com o keffir.
Acrescente as amêndoas picadas e metade das groselhas.
Disponha em forma untada e forrada com papel manteiga. Espalhe a groselha restante e as amêndoas laminadas.
Asse à 170ºC por 1h30. Desenforme e esfrie sobre grade.


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Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Sequilhos de nata e fécula de batata

Lembram dos Sequilhos de nata?
Ousei alterar a receita da sogra do Sandro, substituindo o amido de milho por fécula de batata (continuou sendo gluten free). Gosto de testar a substituição do amido de milho, por fécula de batata ou polvilho doce para observar o que acontece. Desta vez, notei que consegui sequilhos mais uniformes, com "casquinha" mais lisa. A textura continuou muito parecida: desmanchando na boca.
A receita continuou quase igual, apenas alterei os 315 gramas de amido de milho por 325g de fécula de batata. Aumentei um pouco o peso da fécula para obter alcançar a textura certa para modelar.

Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Guia Descorchados América do Sul - ganhador

Recebemos ótimas histórias sobre vinhos sul-americanos nesta última semana. Nos identificamos com algumas delas e rimos com outras. Ficamos felizes ao ver que o vinho está presente na memória, na vida de vários de nossos leitores.
Mas, infelizmente só podemos escolher uma história:

"Uma breve história de amor e vinho na Patagônia

Um casal apaixonado separado pela Antártica e unido pelo vinho aos pés do Fitz Roy. Esse é um breve resumo do que vivenciamos no verão de 2007. David viajou em dezembro a trabalho para a Antártica onde passou dois longos meses. Na nossa despedida combinamos de nos encontrarmos em fevereiro em Calafate. Depois de muito suspense, sem saber se ele conseguiria deixar a ilha isolada na Antártica, nos encontramos na romântica cidade da Patagônia argentina. De lá partimos para El Chaltén, aos pés do temido e belo Fitz Roy. Era a minha primeira viagem de montanhismo carregando nas costas a casa, a comida e o vinho, naturalmente. Quando estávamos arrumando nossas mochilas para passar alguns dias na montanha, David explicou que não podíamos levar mais do que três garrafas de vinho, era o máximo que conseguiríamos carregar da preciosa bebida. Depois de muitos protestos aceitei o desafio de desbravar as maravilhosas montanhas com nosso estoque racionado de vinho. Eram apenas duas garrafas e 750 ml numa bota de couro espanhola (claro que trouxemos de volta todo nosso lixo reciclável!). As noites geladas foram compartilhadas sob um céu maravilhosamente estrelado e o desafio de tomarmos apenas meia garrafa de vinho no jantar temperado com Sel de Guérand. No último dia acampamos num refúgio, e como nosso estoque de vinho já tinha acabado, compramos o “caríssimo” Parrales de Chilecito (custava 20 pesos no alto da montanha e, descobrimos depois, que na cidade era apenas 1,50 peso). Foi uma noite longa e adorável ao lado da lareira do refúgio com, provavelmente, a pior bebida que já tomamos juntos, porém que celebrou uma viagem maravilhosa e inesquecível. Na volta, já em Calafate, brindamos com um gran finale: num simpático restaurante almoçamos lomo de cerdo ahumado harmonizado com um típico Malbec argentino, chamado Don David."

A editora Planeta enviará uma edição do Guia Descorchados América do Sul 2010 para a leitora Fabiana C.

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Milho combina com queijo?

Um pouco de queijo Gruyère e uma espiga de milho cozida na geladeira.
Pensei em fazer uma salada com pasta curta e o milho debulhado, mas achei que este queijo não seria o melhor para compor este tipo de prato.
Milho e Gruyère ficaram muito bons no recheio de uma torta, mas a quantidade reduzida me desanimou.
E um cake salgado de milho e Gruyère?

Cake de milho e Gruyère:
115g de farinha de trigo
10g de fibra de trigo (farelo de trigo)
3g de sal marinho
pimenta do reino branca moída na hora (pode substituir por noz moscada)
3g de fermento químico
2g de bicarbonato de sódio
45g de manteiga derretida temp. amb.
20g de azeite (ou óleo de girassol)
50g de ovos de galinha caipira
80g de soro de keffir (pode substituir por iogurte ou buttermilk)
60g de queijo Gruyère ralado grosso
120g de milho cozido (equivalente à uma espiga média cozida)

Misture os seis primeiros ingredientes. Reserve.
Bata rapidamente, com auxílio de uma garfo ou fouet pequeno, a manteiga, azeite, ovo e soro. Verta sobre os ingredientes secos, misturando rapidamente. Una o queijo e o milho.
Asse em forma de bolo inglês pequena (17 X 8cm) untada com manteiga e forrada com papel manteiga no forno à 190ºC por 25 minutos. Desenforme e esfrie sobre grade.

Só não me decidi se este cake de milho e gruyère fica melhor no café da manhã, no almoço (escoltado por uma salada) ou no lanche da tarde...

Dúvida sobre os pesos e medidas dos ingredientes? Clique aqui.

Postado por Nina Moori.