quarta-feira, 31 de março de 2010

Tirinabe

Tirinabe é um tipo de ensopado japonês à base de peixe e legumes. Assim como o Sukiyaki é um dos pratos especiais que minha mãe prepara no inverno.
Antes que alguém questione o fato de estarmos no Outono (com belos resquícios de verão), consumimos este prato no domingo porque encontramos peixe fresco na Ceagesp. Descendente de japonês é assim, não pode ver peixe fresco que já fica com vontade de comer.



Para preparar o Tirinabe, aqueça água em uma panela no centro da mesa e una tiras de kombu demolhado (alga). Quando entrar em ebulição, adicione cenoura em fatias, peixe em postas (o peixe da vez foi o pargo), nabo em tiras, tofu em cubos, acelga em fatias largas e cebolinha em pedaços grandes. Não cozinhe em excesso, os legumes devem permanecer crocantes e o peixe deve ficar tenro. Cada comensal se serve em owan (tigela para sopas e ensopados), acrescenta um pouco do caldo e tempera com um molho à base de shoyu e suco de limão. Reponha os ingredientes aos poucos, à medida que forem retirados da panela. Acompanha-se com um chawan de gohan (tigela com arroz).

Postado por Nina Moori.

terça-feira, 30 de março de 2010

Infusão Sans & Sans

A sutileza dos chás e infusões me encanta. Não importa se é verão ou inverno, este líquido perfumado e quente sempre me dá uma sensação de bem-estar.
Eu já havia comentado que o hábito de beber chá ainda é pouco difundido no Brasil. Mas acredito que no país do café o chá ainda terá a sua vez.
Provei esta infusão catalã de vainilla, naranja y canela (Snow Green) da marca Sans & Sans que foi presente de C. Uma bebida adocicada, com toque de amêndoas e tanino discreto.

antes da infusão


depois da infusão


a bebida
Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 29 de março de 2010

O negócio do vinho

No editorial da revista Decanter de abril, Guy Woodward comentou sobre as dificuldades que o mercado inglês de vinho tem vivido ultimamente. No texto, Woodward aponta os supermercado como grandes vilões do mercado, pois vendem impulsionados somente por um fator: preço. Com isso, o vinho passa a ser interpretado como bebida alcoólica de baixo custo e sem nenhum valor agregado. Obviamente o consumidor responde a este único estímulo e toda a cadeia perde - produtores barateiam o produto e diminuem a qualidade, o supermercado só se preocupa com volume e retorno, e o consumidor deixa de procurar por qualidade e tipicidade. Por outro lado, no mesmo mercado britânico florescem iniciativas interessantes, de pequenos importadores cujos portfólios são mais focados, com ofertas direcionadas ao perfil de seus clientes e com serviços exclusivos e diferenciados. Cita o benefício de máquinas dosadoras de vinhos (como a Enomatic) e a possibilidade de se arriscar em novos rótulos sem que os preços sejam assustadores. O vinho passa a ser vendido pelos seus méritos e ponto. A decisão cabe ao consumidor. Deixa-se de vender um produto pelo custo e passa a se vender pelo seu valor, conforme prega Carlo Petrini.


Apesar do nosso mercado não viver o mesmo nível de maturidade e disputa do britânico, foi interessante notar que alguns estabelecimentos em São Paulo já atuam neste nível de inovação. Uma loja de vinhos multimarcas (que trabalha com vinhos de várias importadoras) - a Kylix - promoveu um "evento" onde oferecia degustações de 3 vinhos considerados tops. A simplicidade do formato é um grande mérito, prova-se somente o vinho que quiser (um, dois ou os três) paga-se um preço (no caso R$110,00 pelos três rótulos) e degusta-se tranqüilamente. Considerando que o preço das três garrafas somadas daria uma conta de quatro dígitos (não contando os centavos), o preço cobrado pela degustação pode ser considerado muito justo. O vinho passa a ser vendido pelos seus méritos, de acordo com o juízo do consumidor.


Os vinhos que provei foram:
Cobos Malbec 2006 – apesar dos 99 Parker, é um vinho over. Blockbuster passa a ser um adjetivo pequeno para descrever este vinho. Muita fruta, floral intenso, muita madeira, álcool, taninos... tudo muito de tudo. Se for para impressionar pode ser, se for para beber...
Flor de Pingus 2005 – uma ótima surpresa. É o segundo vinho do produtor, mas mostra uma categoria de primeiro nível. Peter Sisseck, não esconde sua formação bordalesa, ao se notar a assertividade do carvalho, não muito tostado, e não esconde sua predileção pela biodinâmica, ao constatar o equilíbrio e pureza da fruta. Tudo com a tipicidade de Ribera Del Duero. Um vinho que eu compraria.
Anaperenna 2006 – produzido por um produtor australiano bastante aclamado, Ben Glaetzer. 75% Shiraz e 25% Cabernet Sauvignon. Bons taninos, fruta sobremadura, notas de ervas e couro. Boa complexidade no nariz, um pouco quente em boca. Bom vinho, mas não chega a ser fora de série.

Postado por Marcel Miwa.

sábado, 27 de março de 2010

Cozinha Shojin Ryori

A culinária Shojin Ryori é a cozinha vegetariana praticada pelos zen budistas. O chef japonês Toshio Tanahashi veio ao Brasil para divulgar um pouco desta prática que envolve a purificação do corpo e espírito e respeito aos alimentos.
Fui assistir à aula demonstração que o chef Tanahashi apresentou na Universidade Anhembi Morumbi na última sexta-feira (agradeço ao convite cedido por E.). Iniciou a demonstração triturando goma (gergelim) no suribachi (uma espécie de tigela com ranhuras para moer) e perfumou todo o ambiente com um aroma penetrante.



Durante a aula, o chef zen budista contou que o objetivo desta culinária é purificar através da ingestão de verduras e legumes.
Um especialista em soba, o chef Mori, preparou a massa de soba (macarrão de sarraceno) com 80% de farinha sarracena e 20% de farinha de trigo. Sem descansar o glúten, abriu a massa de soba de maneira perfeita (num grande quadrado de 1.2mm de espessura) utilizando apenas rolos de manuais (um tipo de madeira leve e resistente). Dobrou e cortou a massa com auxílio de tábua de madeira e uma imensa faca que lembrava um grande cutelo. Sua técnica deixaria a maioria dos chefs italianos perplexos.



Tanahashi disse que a cozinha Shojin Ryori não utiliza máquinas e sim a energia do cozinheiro (ao triturar, coar e misturar com instrumentos manuais). Salientou a importância da manipulação dos alimentos com as mãos, higienizadas e sem luvas. Acreditam que a energia das mãos são transportadas para os alimentos e, exatamente por isso, o sabor dos pratos mudam de um cozinheiro para outro.

Em sua cozinha, Tanahashi disse que gosta de tratar as frutas e verduras de maneira igual, utilizando frutas em pratos salgados e verduras em sobremesas. Quando narrou sobre a sua visita ao mercado central de São Paulo, salientou sobre a sua felicidade ao ver tanta variedade de frutas, legumes e verduras.


peneirando tofu (posteriormente temperado com sal e karashi e misturado com caqui, maçã e uva verde)

Alguns ingredientes são evitados na gastronomia Shojin Ryori por terem sabor muito forte ou serem afrodisíacos (uma vez que é praticada em mosteiros budistas): alho, cebola, cebolinha, nira e nubiro (não sei ao certo a pronúncia).

Terminou a aula afirmando que precisamos aprender a "escutar" os ingredientes, respeitá-los para conseguir cozinhar as verduras e frutas da maneira mais correta.
Esta linha gastronômica pode parecer um pouco etérea demais para algumas pessoas, mas a organização, o respeito aos alimentos, a limpeza, a disciplina e o não desperdício são elementos inquestionáveis.

Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 25 de março de 2010

O Slow Food de Carlo Petrini

Ontem fui ao Senac assistir a palestra do fundador do movimento Slow Food (Slow Food Brasil), Carlo Petrini. Logo no início, fiquei feliz com a quantidade de pessoas que estavam na imensa fila de cadastramento interessadas nesta que vejo como uma filosofia de vida.
Sim, uma filosofia de vida, já que é um movimento gastronômico que envolve a consciência cultural, política e econômica.


Não consegui absorver em tão pouco tempo todas as informações que Petrini expôs na palestra (lerei com calma o livro Slow Food - princípios da nova gastronomia), mas algumas de suas ideias me deixaram pensativa:

"...Alimentar-se é um ato consciente.
A produção e o consumo dos alimentos devem ser equilibrados de maneira sustentável
Respeitar a diversidade cultural de cada povo.
Não devemos avaliar um alimento pelo quanto custa e sim pelo quanto vale.
Feijoada não é o único prato brasileiro. Uma cozinha tão rica deve ser mais valorizada.
O metabolismo do homem deve estar em harmonia com o da Terra.
Cozinha é uma linguagem..."


Além das ideias coerentes, Petrini tem o dom da comunicação. Consegue envolver a atenção dos que o escutam discorrendo sobre as suas verdades de maneira clara, eloquente.
Esta palestra me fez reavaliar algumas concepções. Como tudo na vida, procuro não ser radical. É certo que pelo menos tentarei me alimentar e viver de forma mais saudável e quem sabe até idealizar o sustentável, apreciar com mais atenção cada prato e comer menos (definitivamente, comer menos e melhor), mas ainda não estou pronta para eliminar as refeições em horários irregulares, o foie gras, o excesso do açúcar refinado nas minha aulas, a influência do colonialismo gastronômico na minha mesa e repor a meu organismo somente com "brasilidades".
A verdade é que sou assim, quase incoerente, gosto de comer bem, adoro orgânicos, como quase de tudo (menos o chuchu, que abomino), prefiro os pratos substanciosos, gosto de confeccionar doces mas evito comer a sobremesa, pratico a reciclagem, estou obcecada com os pães de fermentação natural, tenho sempre uma ecobag na bolsa (ao lado do saca rolhas), bebo dois litros de água ao dia, acho importante experimentar novos paladares e fico muito feliz quando escrevo sobre gastronomia.

Postado por Nina Moori.

terça-feira, 23 de março de 2010

Blinis com ovas de tainha

Vasculhando a despensa, encontrei um Paté de erizos que havíamos trazido do Chile. Já que F. queria preparar as ovas de tainha frescas de Florianópolis, achamos que seria uma boa opção para começar a noite.
Quando abrimos o paté de ouriço percebemos um odor de côco. Só então é que percebemos que se tratava de um paté de ouriço com óleo de côco. É o que acontece quando compra-se sem ler com atenção os rótulos (o tamanho da fonte era algo entre 4 e 6). De qualquer forma, a mistura ficou interessante.


A única forma de preparo de ovas de tainha que eu conhecia era empanada e frita (também gosto muito da forma nipônica de conservar com sakê, mas prefiro comprar a me arriscar a fazer). Para deixar um pouco mais leve, o Marcel achou melhor grelhar rapidamente (para não ressecar) com pouco óleo. Para dar um toque diferente, servimos com creme azedo e blinis.

Blinis:
100g de farinha sarracena
100g de farinha de trigo
100g de ovos orgânicos
1g de sal marinho
20g de açúcar
3g de fermento biológico seco
200g de leite integral orgânico
50g de manteiga sem sal
Misture todos os ingredientes secos.
Aqueça o leite com manteiga à 43ºC.
Faça uma cova com ingredientes secos e una os ovos. Acrescente o líquido, aos poucos, misturando com fouet.
Cubra e deixe crescer por 1h ou dobrar de volume.
Faça as blinis com auxílio de colher de chá em frigideira levemente untada com manteiga ou óleo de girassol. Deixe dourar e vire para dourar o outro lado.

200g de creme de leite fresco
suco de 1 limão
flor de sal pimenta do reino preta moída na hora
Misture o creme fresco com suco de limão. Deixe repousar por 15 minutos. Acrescente a flor de sal e um pouco de pimenta. Monte com fouet até ficar firme. Mantenha em geladeira até servir.
Sirva as blinis com um pouco de creme azedo, uma fatia de ova de tainha grelhada e flor de sal.



Acompanhamos o paté de ouriço e as blinis com ovas de tainha com um vinho libanês La Dame Blanche 2008 Château Kefraya. Um vinho cítrico, refrescante e com leve adstringência.


Faixa de preço do vinho: $$

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Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Pão com cranberries e nozes au levain (fermento natural)



Nem tenho mais o que escrever nos posts sobre os pães de fermentação natural. Já postei pelo menos uma dezena deles. Só sei que este pães fazem parte do meu dia a dia e, naturalmente, fazem parte do Gourmandise.
Eu estava economizando as cranberries secas (a tradução para a língua portuguesa é oxicoco, mas acho que complica mais ainda) que havia trazido do Chile (adquiridas em Pucón). Mantenho as frutas secas congeladas para que mantenham a qualidade por mais tempo.
Lá vai mais uma receita...



Pão com cranberries e nozes:
35g de Pierre (fermento natural - levain)
35g de água mineral
35g de farinha de trigo
Misture com espátula, cubra com filme plástico (deixe uma pequena fresta) e deixe crescer em temperatura ambiente por 8-12h. A variação de tempo depende do clima. A esponja deve apresentar muitas borbulhas na superfície e dobrar de volume. Pode-se utilizar 105g de fermento natural "puro". Neste caso, deixe em temperatura ambiente por 6h (com filme plástico) ou aparecer borbulhas na superfície e quase dobrar de volume. O resultado será um pão de textura mais densa e com aroma mais ácido e penetrante.

240g de farinha de trigo
50g de farinha de trigo integral
10g de farinha de gluten
10g de linhaça
180g de água mineral
5g de sal marinho
20g de cranberries secas
40g de nozes sem casca
Em um bowl grande, misture as farinhas, una a esponja e o sal. Una a água, aos poucos e misture com espátula.
Agora trabalhe a massa por 8-10 minutos ou obter uma massa lisa e elástica. Deixe crescer por 2h (temp. amb.) em bowl levemente untado com óleo e semi aberto.
Trabalhe a massa com espátula e deixe crescer por mais 2h nas mesmas condições. Repita o procedimento mais uma vez e deixe crescer por 3-8 horas (triplicar de volume). Novamente, o tempo de crescimento depende da temperatura ambiente. Lembre-se que deixar perto de fonte de calor para acelerar o processo, pode atrapalhar no desenvolvimento dos aromas mais complexos. Caso use o fermento de centeio puro, o crescimento pode demorar mais tempo.
Com cuidado (e rapidamente), abra a massa (retangular) com as mãos em superfície polvilhada com farinha de trigo e espalhe as cranberries secas e as nozes. Dobre em três, vire a massa e dobre novamente. Modele em formato redondo, deixando as dobras para baixo.
Pode-se assar de duas maneiras. Coloque em uma panela de ferro untada, tampe e leve ao forno não aquecido à 250ºC com tampa por 40 minutos, diminuir para 220ºC, retirar a tampa e assar por mais 20 minutos).
Esfrie sobre grade.



Gostei de comer este pão puro ou com um fio de mel.

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Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Le Jazz Brasserie

Duas horas da tarde. O simpático door man avisa que tem fila de espera de 20 minutos.
O pequeno salão do Le Jazz Brasserie está repleto de clientes.
Nos sentamos e pedimos água enquanto olhamos o menu. A água filtrada chega em uma jarra (cortesia da casa - algo muito simpático).


Dispensamos o Couvert com pães e manteiga.
Escolho o vinho. Um Muscadet de Sèvre et Maine 2006 Guy Saget. O garçon faz o serviço corretamente, oferecendo a prova para quem fez o pedido (Nina). Uma pena que o vinho já estava decadente, flat (sem acidez).
Chegam as entradas, o Tutano de boi e a Terrine de Campagne, ambos muito bons e bem apresentados.



Depois de notar que duas mesas, que se sentaram depois de nós, receberam os seus pratos principais antes, percebemos que algo estava errado. Solicitamos ao garçon que verificasse se havia ocorrido algum problema com nossos pedidos.
Os pratos principais chegam e o garçon afirma que ocorreu um erro e uma mesa havia sido servida antes. Apenas uma? Quer dizer que se tudo saísse certo, ao invés de trinta e cinco minutos, esperaríamos trinta minutos após o término das entradas? Algo muito errado ocorreu.
O Steak tartar estava delicioso, mas o Côte de porc (descrito como bisteca dupla, será devido ao dobro de tempo de confecção?) estava mal passado próximo do osso e sem sal.




Ao julgar pela fila, certamente o apetite das pessoas está aberto para este tipo estabelecimento e menu (bistrot), mas será que a educação dos mesmos está pronta pata frequentar um ambiente assim? A mesa ao lado, repleta de senhoras era tão barulhenta que não conseguíamos conversar. A comunicação foi baseada em mímica entre eu e o Marcel.

Faixa de preço: $$$ (por pessoa com vinho e serviço)

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Guloseimas de Vitória da Conquista

Comidas, bebidas e acessórios culinários. Esses são os temas da maioria dos presentes que costumo ganhar.
Meu pai não foi diferente. Procurou as guloseimas mais típicas de Vitória da Conquista (Bahia) para nos trazer de lembrança. Chegou com uma sacola imensa repleta de:

Quebra queixo (um tipo de bala de côco e leite - acho que recebeu este nome porque gruda um pouco nos dentes)


Queijo cabaça - típico do norte de Minas Gerais


Cocada de amendoim (parece ser feito com melado de cana e açúcar - bem parecido com o Pé de moleque)


Farinha de mandioca (de moagem fina, colorida com cúrcuma e ao natural)


Biscoitinhos de polvilho doce


Atum (não descobri a origem do nome, mas eu conheço como Doce de banana)


Paçoca de amendoim


Tapioca (só peneirar e levar à frigideira - foi o nosso jantar de ontem)


Ainda ganhei 1Kg de cacau em pó de Ilhéus (que esqueci de fotografar).

Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Tsingtao beer

Pouco entendo sobre cervejas.
Não aprecio o paladar daquelas cervejas nacionais produzidas em larga escala. Me parecem desequilibradas. Será que é a razão para serem consumidas somente tão geladas?
Lembro de algumas boas bebidas produzidas em pequenas cervejarias brasileiras e de outras ótimas importadas.
Acho que consigo contar nos dedos de uma mão as cervejas que gostaria de beber novamente.
Ao mesmo tempo, não resisto a experimentar algo diferente. Uma cerveja chinesa entra nesta categoria.



A cerveja chinesa tipo Lager Tsingtao (suave, quase aguada e com baixo amargor) foi consumida no restaurante Hong He para companhar a Água viva agridoce.


Se harmonizou?
Não sei. Talvez a cerveja tenha harmonizado com o dia quente.
E a água viva?
Não queimou ninguém...

Faixa de preço: $

Postado por Nina Moori.

terça-feira, 16 de março de 2010

Um pouco de luz...

Um pouco de luz para iluminar a noite.


Pena que não bebi o conteúdo da garrafa...

Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Chiffon Cake de côco

Uma aluna disse que havia confeccionado um Chiffon Cake de côco muito bom. Quando perguntei sobre a receita, ela afirmou que usara a lecionada em aula. Só substituiu o líquido por leite de côco.
Aquele bolo ficou na minha cabeça. Como é que eu nunca havia pensado em fazer um bolo de côco com este método?!


Chiffon Cake de côco:
80g de farinha de trigo
15g de amido de milho
1g de sal marinho
60g de açúcar refinado 1
2g de fermento químico
60g de óleo de girassol
55g de gemas de ovos de galinha caipira
85g de côco fresco
133g de claras de ovos de galinha caipira
0,5g de cremor de tártaro
100g de açúcar refinado 2
Liquidifique o côco ralado fino com 85g de água quente filtrada. Coe com pano. Deve render 85g de leite de côco. Separe 10g do côco triturado.
Peneire juntos: farinha de trigo, amido de milho, sal e fermento químico. Una 10g côco triturado e misture. Reserve.
Bata as gemas por 3 minutos. Una o açúcar (1) aos poucos. Bata até triplicar de volume. Acrescente o óleo, em fio, batendo sempre.
Comece a montar as claras. Una o cremor de tártaro. Una o açúcar, aos poucos, batendo até obter picos moles.
Enquanto monta as claras em neve mole, una o leite de côco à mistura de gemas, em fio, batendo sempre. Incorpore os ingredientes secos, em três adições, com auxílio de espátula.
Adicione as claras com cuidado.
Verta em forma própria para Chiffon Cake.
Asse à 190ºC por 40-45 minutos. Retire do forno e esfrie invertido.
Desenforme e sirva.


Pode-se guarnecer com crème anglaise gelado.
Uma amiga diz que os Chiffon cakes são bolos-nuvens. Uma nuvem de côco.

Dúvida sobre os pesos e medidas dos ingredientes? Clique aqui.

Postado por Nina Moori.

domingo, 14 de março de 2010

La Vecchia Cucina - SPRW 2010

Confesso que o restaurante La Vecchia Cucina nunca chamou a minha atenção. Ao olhar a lista de estabelecimentos participantes do Restaurant Week 2010, achei que seria interessante visitar as casas onde o couvert médio costuma ser mais alto.
O salão do restaurante é amplo e decorado de maneira clássica. O ar condicionado super forte estava reconfortante naquela noite.

Ao invés de servir uma entrada e um prato principal, Sergio Arno propôs um menu degustação com uma entrada, dois principais e uma sobremesa. A ideia me deixou animada.

Entrada: Trio de Ceviche e seus acompanhamentos - servido em temperatura ambiente, com pouca acidez e odor duvidoso fiquei preocupada quanto ao frescor dos peixes.


Pratos principais: Tagliolini com ragù de ossobuco e Entrecôte ao molho curry com purê de banana da terra - a pasta (massa e molho) estava boa, mas o prato poderia ser melhor apresentado, a carne que foi pedida mal passada chegou bem passada (infelizmente, isso é um erro comum em São Paulo, mesmo fora de eventos como este) e o purê estava interessante com um toque de acidez.



Sobremesa: Panacotta com calda de gengibre - confeccionado sem fava de baunilha e a calda parecia ser de manga. Inexpressiva.



A brigada de salão foi atenciosa, mas assim que a casa ficou cheia, a qualidade do serviço despencou. Muitos acenos de clientes e poucos garçons. A conta demorou vinte e cinco minutos para chegar. Algo muito errado.


Não compreendi a participação de pizzarias, fast foods e restaurantes com baixo couvert médio no SPRW 2010. Talvez inexperiência dos organizadores (na sexta temporada?) ou será que alguns (muitos) participantes subestimaram a inteligência (e estômago) do público? Só sei que lendo o menu (sim, eu li um por um) apenas poucas das 200 casas mereciam uma visita. Poucas. Perdi a conta de quantos buffets, Saint Pierre (existem outros peixes além dele e do temível salmão), Salmões (não visitei nenhum restaurante japonês porque todos se limitaram a este peixe congelado) e Pannacottas (conseguiram estragar uma sobremesa tão sublime) vi nos menus. Poucas surpresas.

E me perguntei a razão das minhas visitas aos restaurantes. Ainda tenho esperança de comer bem, ser atendida corretamente e gastar pouco. Uma ilusão? Prefiro acreditar que não.

Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Pão com alho negro au levain (fermentação natural)

A Marisa contou que no Japão, as receitas com o alho negro são mais ousadas: no sorvete, no manjar de amêndoas e com iogurte.
Ainda não fui tão longe. Quem sabe um dia me sinta mais confortável em aventurar pelo este fantástico mundo.
Por enquanto, este ingrediente só complementou a minha pequena saga dos pães de fermentação natural.



Pão (fermentação natural) com alho negro:
35g de Pierre (levain)
35g de água mineral
35g de farinha de trigo orgânica
Misture tudo, cubra com filme plástico e deixe crescer até dobrar de volume.

150g de farinha de trigo orgânica
140g de farinha de trigo integral orgânica
10g de farinha de gluten
180g de água mineral
5g de sal marinho
Procedi como de costume.
Depois que cresceu, abri em formato retangular, espalhei 12 dentes de alho negro sem casca, modelei e assei.



O aroma do alho se espalhou por todo o pão. Os dentes de alho assados ficaram ainda mais doce. Quem sabe na próxima, um Pain de Campagne com alho negro...

Dúvida sobre os pesos e medidas dos ingredientes? Clique aqui.

Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Maturando queijos III


O afinamento deste queijo meia-cura teve início no mesmo dia que este outro. O anterior foi aberto com três meses de maturação, para este, arriscamos aguardar mais um mês de afinamento (já que estava mais firme que o primeiro). O produtor e local de afinamento foram diferentes para os dois queijos, e talvez por isto, os tipos de mofos que envolveram os queijos foram distintos.
Desda vez, o queijo continuou com a massa semi dura, concentrou o sabor salgado e os aromas do mofo estavam intensos, mas bem integrados ao conjunto mais potente deste queijo.


Uma das boas descobertas que o acaso nos proporcionou foi o resultado da boa combinação entre este queijo com o alho negro. A doçura e leve acidez do alho contrastou com o salgado do queijo e os aromas se complementaram.


Para acompanhar estes exóticos ingredientes, tentamos um vinho igualmente exótico (e ótimo): Ribolla 2000 Gravner - com uma inacreditável coloração quase alaranjada este vinho que é elaborado seguindo os preceitos biodinâmicos apresentou complexidade aromática única, boa acidez e surpreendente tanino. Para quem se interessar por mais informações deste produtor leia no Peripécias.


Seguimos o jantar com o vinho Clos du Tue-Boeuf La Caillère 2005 - já postamos anteriormente sobre a safra 2004 e Gazpacho confeccionado com tomates e pimentão orgânicos (talvez o melhor que já provamos na vida).

Faixa de preço: $$$$ (La Caillère) e $$$$$ (Gravner)

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Cocadas da Tia Nenzinha



A última vez que comemos as famosas cocadas de Porto Seguro foi há mais de uma década atrás. Ganhamos um mix de cocadas "importadas" de lá do amigo C.
Produzidas por Tia Nenzinha, uma das mais famosas da região, as cocadas que ganhamos eram de: maracujá, abacaxi, coco queimado, mel e coco branco.

cocada de abacaxi


Aqui em São Paulo só encontro cocadas feitas com coco ralado fino, quase sem graça, se não fosse pelo entorpecente excesso do açúcar. Gostei das cocadas da Tia Nenzinha porque são confeccionadas com coco em tiras mais largas, mostrando todo o sabor de um coco de verdade. A minha preferida foi a com mel (a menos doce).

Postado por Nina Moori.

terça-feira, 9 de março de 2010

AK Delicatessen - SPRW 2010

A nossa última experiência no AK Delicatessen não havia sido das melhores. Mas o menu atraente do Restaurante Week nos instigou a visitar a casa novamente.

Entradas: Fatias de Pastrami artesanal com salada de batata morna e mostarda de raiz forte e Salada de lulas e camarões à provençal com tepanade de azeitonas pretas e torradas - o pastrami estava ótimo (macio) e as lulas e tapenade bons.



Pratos principais: Ragú de cordeiro com polenta cremosa em grão e salada de rúcula e cebola roxa e Saint Pierre ao zahtar com purê de batata rústico, creme de limão e hrein - o ragu bem condimentado (sem excesso de sal) estava suculento, mas o purê que acompanhava o peixe parecia ser confeccionado com muita antecedência (aprendi a detectar isso com um produtor de batatas).



Sobremesas: Blintzes de requeijão e goiabada cascão e Torta Mousse de Chocolate, doce de leite e raspas de laranja - a maioria dos restaurantes participantes neste evento (SPRW) "escorregaram" na sobremesa, fiquei feliz que aqui ambas estavam ótimas e bem apresentadas.



O restaurante estava preparado para atender o público do SPRW. A brigada de salão trabalhou de maneira eficiente e cordial, mesmo com a casa cheia e fila de espera.

Postado por Nina Moori.