Nonno Antonio Quesería - Punta Ballena

Quando pensamos na gastronomia do Uruguay, imaginamos as famosas carnes uruguaias. Pensando na qualidade do gado uruguaio, tentamos descobrir o que o país produz em termos de laticínios de qualidade.
O queijo mais comum no Uruguay é o tipo Colonia (muito bom, mas um pouco grande para caber na mala de viagem) e mesmo sendo um queijo popular, é possível encontrar nos mercados, uma oferta de ao menos uma dezena de produtores artesanais.
O produtor de queijos que visitamos em Punta Ballena (cidade próxima à Punta del Este) é especialista em alguns tipos de queijos de origem européia. Por contato de uma colega de trabalho do Marcel (C.), chegamos à Quesería Nonno Antonio.


Fomos recebidos pela simpática Marisa, que trabalha com a produção de queijos desde a década de 80. Como chegamos um pouco antes do horário combinado, pudemos conversar um pouco mais com a produtora sobre o método de produção e a comercialização de seus queijos. Foi curiosa a descrição de sua saga para tentar obter o registro para a produção do queijo tipo Mascarpone. Marisa narrou que ficou oito anos em trâmites burocráticos e um dos motivos para a demora foi que alegaram que o queijo tipo mascarpone não existia (!). Pelo visto, a bur(r)ocracia não se trata de um atributo exclusivamente tupiniquim.

queijo de cabra com azeite (estava tão frio, que o azeite se tornou pastoso)

queijo fresco tipo Montanhês (leve acidez, foi acrescido de ciboulette)

queijo tipo Petit Suisse (cremoso e delicado, foi acrescido de manjericão)

queijo tipo Mascarpone (sem palavras - eu realmente gostaria de encontrar produtos nesta qualidade no Brasil)

queijo tipo Reblochon (com pungência e untuosidade semelhante ao original - o único que nos arriscamos a trazer na mala)

queijo tipo Gorgonzola (o controle da maturação faz toda a diferença, o aroma do fungo se distribuiu por toda a massa uniformemente)

No final da degustção de seus queijos, Marisa nos serviu um Tiramisù com sabor delicado do queijo por ela produzido e um toque de café.

área de produção dos queijos


dentro da câmara de maturação (10ºC - temperatura mais alta que a externa naquele dia)


o queijo tipo Reblochon que trouxemos para casa


Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

Comentários

Diego disse…
Uau! Desse eu nunca tinha ouvido falar. Tá anotado já.
Abraços
Anônimo disse…
Nina,
onde posso encontrar os queijos desta marca no Rio de Janeiro?
obrigada,
Camila.
Gourmandise disse…
Diego, nos tornamos fãs desta produtora de queijos depois de conhecê-la e degustar os seus produtos.

Camila, infelizmente, os produtos do Nonno Antonio não estão disponíveis no Brasil.

N.

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