Expovinis 2010

Com o pouco tempo disponível para aproveitarmos a Expovinis 2010, decidimos degustar primeiro os vinhos incomuns e depois partimos para os vinhos de renome.
Ficou claro que um bom serviço e atendimento fazem toda a diferença, e neste caso não importa se você é consumidor final, trader ou imprensa. Enquanto alguns expositores se esforçaram muito para dar atenção ao público, outros careciam de delicadeza e educação.
Entre os destaques de bom atendimento estavam os stands da Bolívia, da importadora Decanter, do produtor Henriques & Henriques (Madeira) e o produtor neozelandês Yealands. Seja com vinhos simples e baratos ou vinhos complexos e caros, a impressão final é que os produtos e as marcas desses stands sairam valorizados em nosso conceito.

Kohlberg Barbera 2008 - de forma geral, os vinhos bolivianos eram simples, ainda buscando identidade e no caso do Barbera, estavam presentes algumas características típicas da variedade.


Nicolas Potel Chambolle-Musigny 2007 e Volnay 1er Cru Santenots 2007 - dois Bourgognes de négociant que, em meio a feira, nos trazem de volta à elegante referência da Pinot Noir.



Tommaso Bussola Amarone Classico 2004 - Amarone de um ótimo produtor e uma boa forma de encerrar as degustações da terça-feira.


Quinta dos Roques Dão Reserva 2003 - um vinho interessante para se constatar que a Touriga Nacional (50%) no Dão pode dar origem a vinhos tão empolgantes quanto os tops do Douro.


Tsantali Rapsani 2005 - simples, mas com bom frutado fresco e os taninos intensos da casta Xynomavro.


Madeira Barbeito Sercial Franqueira 1988 - apesar desta vez não estar disponível o Boal 1978, este Sercial 1988 também brilha pela típica pouca doçura e ótima acidez.


Henriques & Henriques Colheita 1998 e Bual 15 anos - a linha inteira é ótima e se destaca por serem os mais elegantes Madeiras que provamos.


Yealands Riesling 2009 - somos suspeitos em relação à Rieslings, mas além disso chamaram a atenção a certificação Carbon Zero (compromisso de compensação ambiental em virtude de compostos de carbono emitidos pela atividade da empresa) e a simpatia do proprietário Peter Yealand, que só faltou demonstrar o Hakka.



Château de L'Escarelle Les Belles Bastilles 2009 - o arquétipo que todo rosé do Novo Mundo deveria buscar.


Jean-Marc Brocard Chablis Domaine Sainte Claire 2008 - um Chablis simples e fresco, que foi valorizado pelo serviço na temperatura correta (muitos stands pecaram na temperatura de serviço dos vinhos, mesmo com a temperatura amena do pavilhão).


Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

Comentários

Anônimo disse…
Com pouco tempo vocês degustaram tudo isso? Imagino a quantidade de vinhos que teriam bebido se ficassem durante toda a feira.
R.
Gourmandise disse…
Não bebemos em feiras, degustamos.

N.
Anônimo disse…
Opa, só agora cliquei no link do Hakka.

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