Astrid & Gastón em Santiago

O sonho de consumo de qualquer foodie que passa por Santiago é ir ao restaurante Astrid & Gastón. Apesar de não estar no território nativo de Gastón Acurio, as matérias primas chilenas permitem ao restaurante exprimir com competência a sua filosofia.
A expectativa era grande e a nossa reserva foi feita com três semanas de antecedência. Talvez por isso, ao se aproximar da data, começamos a especular que sairíamos de lá decepcionados.
O primeiro ponto positivo foi que, com tamanha antecedência, conseguimos uma mesa em frente à cozinha (toda envidraçada). Tínhamos em nossa mente que o ambiente da casa seria mais formal e com serviço correspondente (frio e duro), felizmente, isto não ocorre.
A leitura do menu nos tomou um bom tempo, tamanha a oferta de pratos interessantes seguida da reflexão sobre expectativa X decepção. Neste momento, o couvert foi extremamente útil: simples e com bons pães (somente outros dois estabelecimentos que visitamos apresentaram bons pães, o La Chocolatine e o Baco). E um tradicional Pisco sour.



Já que estávamos viciados em ouriços e comprovamos que estava em sua plena temporada, pedimos os Raviolitos crocantes (recheados com ouriço e vieira). O sabor marinho estava impecável, mas achamos que deve existir alguma forma especial para comer, pois tentamos manualmente e com os talheres e o caldo quente espirrava para todos os lados (o tamanho não permitia uma bocada só).


Ainda para a entrada, pedimos os Ostiones de Tongoy, vieiras com o seu coral e uma emulsão de lomito saltado (prato de carne marinada e salteada com legumes). Aqui notamos nitidamente que a influência da nova cozinha espanhola não deturpou o ingrediente principal.


Para os principais, um Turbot de Tongoy, com o peixe grelhado sobre vieiras e mexilhões, onde mais uma vez fica evidente a virtude de se ter produtos frescos (sabor e texturas íntegras).


O Marcel pediu Cochinillo de tres semanas, um leitãozinho assado lentamente glaceado com berries e mostarda acompanhado por pêra pocheada e gratin de batatas (ambas com morcilla). O tamanho do prato requer um grande apetite, mas a carne desfiando a cada garfada e os bons acompanhamentos não tornam a tarefa difícil.


Acompanhamos as entradas e o peixe com uma garrafa de Ventolera Sauvignon Blanc 2008. O Cochinillo foi harmonizado com Coyan 2007.



Finalizamos o jantar com a Degustación de Sorbetes, framboesa, maracujá, morango, abacaxi, chicha morada e manga. Todos cremosos e com doçura equilibrada.


Faixa de preço: $$$$$ (por pessoa)

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

Comentários

Anônimo disse…
Nem todo restaurante famoso vive só de publicidade. Precisam dar chance a todos.
Eu demorei meses para começar a comentar no Gourmandise. Toda vez que pesquisava sobre algum restaurante, vinho ou pão, um link de vocês aparecia no Google. Resolvi entrar e começar a ler. As experiências que narram dos restaurantes é bem diferente das críticas e releases em sites e revistas.
Finalmente fiz o MEU fermento natural e o primeiro pão.
R.
espressa-mente! disse…
Nina, realmente esta do barista do N'O (não conheço!) foi algo tão raro que te surpreendeu! pena, pois o compromisso de qq barista nao é com a cafeteria mais sim, com o café do cliente!

Já anotei a dica, se são pedro colaborar devo passar o carnaval em sampa..visitando cafeterias (nice cup, suplicy, octavio, santo grao, oscar), mercado publico, liberdade e comendo hamburguer no sujinho e pastel de feira..rs

bj+tks!
Gourmandise disse…
O que postamos aqui é fruto das nossas experiências em restaurantes e afins. Já aconteceu da segunda visita ser infinitamente melhor que a primeira e também já nos desiludimos com casas que alcançam sucesso e esquecem do bom serviço.
E o pão ficou bom?

Espero que a sua visita ao N'O café seja muito boa. Não era a nossa primeira visita à casa, percebemos que a qualidade subiu muito.

abs,
N.

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