quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Café Turri

Ficamos em dúvida sobre qual seria o último post do ano de 2009. Divididos entre escrever uma mensagem de felicitações sobre o ano que chega e continuar as postagens sobre a nossa viagem de férias.
Optamos pela continuidade.

Nove horas da noite. A luminosidade do dia confundia um pouco os nossos estômagos. Mas o relógio nos recordava do horário de jantar.


Fomos ao Café Turri, jantar e observar a noite chegar pelo mar.




Couvert (um ótimo pâté de fígado de galinha e torradinhas)


Camarones al pil pil (o Marcel havia gostado tanto que reproduziu em casa)


Tártaro de atún (sugestão de Emeric - com temperos equilibrados)


Acompanhamos os pratos com um Undurraga T.H. Sauvignon Blanc 2008 (sem exageros nos aromas, limpo e direto, não "briga" com a comida)


Para a sobremesa, Castañas en almíbar e Frutos del bosque al vino tinto y pimienta con gelado de vainilla (as berries em geral são mais saborosas que no Brasil).



Faixa de preço: $$$$ (pessoa)

Algo recorrente entre os enólogos no Chile, atualmente, é a produção de vinhos autorais, sem a necessidade de atender ao gosto do mercado. Ganhamos de Emeric uma garrafa de Carignan de seu projeto pessoal, Goldorack (já citado aqui). Demos sorte pois o difícil é encontrar estes vinhos. Ainda não abrimos a garrafa.

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Valparaíso

Saindo do almoço no Macerado, seguimos mais alguns quilômetros até Valparaíso. A cidade foi toda construída sobre os cerros (encostas), o que propicia belas paisagens de qualquer ponto onde se esteja.


Por ser tombada como Patrimônio Histórico da Humanidade , a arquitetura original é preservada e concede uma atmosfera especial aos becos e vielas.


Nossa melhor atitude foi deixar o GPS de lado e explorar o labirinto de ruas que sobem e descem os cerros.


Como pegamos o domingo da eleição presidencial no Chile, praticamente todos os estabelecimentos estavam fechados e ficaríamos sem lugar para almoçar. Aproveitamos para fazer aquela visita obrigatória de qualquer nova cidade que conhecemos, o mercado central. Primeiro fomos ao Mercado Puerto e...

... decadência total, apenas alguns boxes do térreo ocupados e a sensação de que o prédio poderia desabar a qualquer momento. No andar superior, tudo estava vazio, apenas alguns gatos passeavam pelo local.
Depois seguimos para o Mercado Cardonal e conseguimos salvar o nosso almoço. Movimento intenso, fartura de frutas típicas, legumes e verduras, embutidos, enfim, tudo o que se espera de um mercado central.



Apenas duas comparações (guardadas as devidas proporções):
Santiago (e Pucón também) está para os cachorros assim como Valparaíso está para os gatos.
Valparaíso está para Santa Teresa assim como Viña del Mar está para Barra da Tijuca.



Ah, o nosso almoço daquele dia. Chirimoya, figo, cerejas (negras e amarelas), salame, queso chanco mantecoso, pão e vinho.

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Natal 2009

Vamos direto ao ponto.
Estes são os resultados práticos do menu idealizado no post anterior:

(jantar do dia 24.12)
Pães variados, embutidos, queijos, pâté de foie gras, azeite e flor de sal - acompanhados por um Cava Anna de Codorniu.



Salada de endívia, aspargo, tomate cereja e Rosbife - ainda acompanhada pelo Cava.


Rosbife à Marcel:
1 peça de filet mignon limpa
barbante culinário
sal marinho
pimenta do reino moída na hora
Marinada (alho, cebola, alecrim, vinho rosé, sal marinho e mostarda com mel)
Amarre o filet mignon com o barbante molhado (para evitar que chamusque ao dourar a carne), modelando de maneira uniforme. Tempere com sal e pimenta do reino. Aqueça uma frigideira em fogo alto e doure a carne por todos lados. Embrulhe em folha de alumínio assim que retirar do fogo.
Refogue cebola e alho em azeite. Una os demais ingredientes. Reserve.
Quando o rosbife esfriar, agregue a marinada. Gele por 12 horas, virando a carne algumas vezes.
Desamarre, corte em fatias e sirva gelada com a marinada como molho.

Arroz de polvo - acompanhado por Pazo Barrantes Albariño 2006 (estava um pouco "cozido" - madeirizado)


Arroz de polvo:
1 polvo médio fresco
200g de cebola brunoise
2 dentes de alho laminado
400g de arroz carolino (ou bomba)
sal e pimenta do reino
páprica doce
3 tomates concassé brunoise
salsa picada
um bom azeite
Cozinhe o polvo em fundo de legumes caseiro (inicie a cocção com o líquido à temperatura ambiente) até amaciar (cerca de 12 minutos após levantar fervura - teste espetando um palito, deverá penetrar com facilidade). Fatie o polvo e reserve o fundo de legumes e polvo para fazer o arroz.
Coloque o arroz em uma panela, acrescente um pouco de vinho branco seco (usei o Cava). Una o fundo de legumes aos poucos. Adicione cebola e alho Quando o arroz estiver quase no ponto, una o polvo fatiado, o tomate, a páprica e sal. Finalize com salsa e muito azeite.

Flognarde de groselha – acompanhado por Alois Kracher Auslese 2006 (com toque botritizado e ótima acidez).



Flognarde de groselha:
150g de groselha fresca ou congelada
10g de amêndoas laminadas levemente douradas
30g de farinha de trigo
100g de ovos caipiras
70g de creme de leite fresco
55g de leite integral
15g de manteiga sem sal derretida (mais 5g para untar)
45g de açúcar cristal orgânico
1 gota de extrato de violeta
4g de extrato de baunilha
Unte um refratário com manteiga. Disponha a groselha e as amêndoas. Reserve.
Bata os ovos com fouet, una açúcar. Acrescente os demais ingredientes.
Verta sobre as frutas com cuidado.
Asse à 180ºC por 30-35 minutos.

Finalizamos a noite com uma taça de Madeira Barbeito Boal 1978. Um ano especial para nós.


(almoço do dia 25.12)
Salada de folhas variadas e Ceviche de polvo – acompanhados por Bründlmayer Grüner Veltliner 2007 (cítrico limonado e acidez eficiente para o ceviche).



Ceviche de polvo:
1 polvo grande e fresco
cebola roxa laminada finamente
flor de sal
suco de limão
pimenta vermelha laminada
salsa e coentro frescos
azeite
pimenta merkén
Cozinhe o polvo usando o mesmo processo da receita de Arroz de polvo. Esfrie, gele e fatie.
Lave a cebola e deixe de molho em água morna para diminuir o ardor.
Tempere o polvo com a cebola e una os demais ingredientes. Gele por 15 minutos antes de servir.

Bacalhau de forno – acompanhado por Pazo Barrantes Albariño 2006.


Bacalhau de forno à Nina:
750g de bacalhau dessalgado
800g de cebola sem casca finamente laminada
1200g de batata sem casca
azeite
2 dentes de alho picados
pimenta do reino
30g de manteiga
50g de creme de leite fresco
Caramelize a cebola com azeite e um pouco de sal. Deverá ficar bem dourada e cremosa.
Cozinhe o bacalhau em água com uma cebola, um dente de alho e duas folhas de louro. Escorra e reserve a água para cozinhar as batatas. Desfie o bacalhau e refogue com azeite e alho. Reserve.
Amasse as batatas ainda quentes, una manteiga e creme de leite (mashed potatos). Tempere com sal e pimenta.
Unte um refratário com manteiga. Disponha uma camada de batata, o bacalhau, outra camada de batata, as cebolas caramelizada e termine com batata. Regue com azeite e polvilhe farinha de rosca.
Leve para o forno com o grill ligado. Doure e sirva.

Torta de figo – acompanhada por uma xícara de Rooitea.


Torta de figo (baseada nesta receita do Chucrute com Salsicha):
(massa)
165g de farinha de trigo
1g de sal marinho
100g de manteiga gelada sem sal
(recheio)
40g de gemas de ovos caipiras
250g de creme de leite fresco
40g de açúcar cristal orgânico
nozes picadas
5 figos frescos
Misture os ingredientes da massa. Gele por 30 minutos. Abra com auxílio de rolo e forre o fundo e lateral de uma forma de 20cm de diâmetro. Forre com filme plástico, disponha grãos de feijão cru e asse à 190ºC por 10 minutos. Retire o filme e feijão e volte ao forno por mais 5 minutos. Caso a massa apresente rachaduras, pincele um pouco de clara de ovo e volte ao forno para secar rapidamente. Esfrie.
Aqueça o creme de leite. Verta sobre as gemas batidas com açúcar. Volte ao fogo até napê. Amorne.
Disponha os figos (cortados em quartos) sobre a massa de torta. Verta o creme e asse à 190ºC por 40 minutos. Sirva morna.

Dúvida sobre os pesos e medidas dos ingredientes? Clique aqui.

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Tradição ou Contradição

Fim de ano.
Sempre a mesma correria de todos os anos. Fechamento de tarefas no trabalho, montagem dos menus de Natal e Ano Novo, viagens, festas de confraternização, providenciar presentes, organizar os planos para o ano seguinte... e, tudo isso, acompanhado pelo fluxo de carros que só aumenta nas ruas.
Mas não tem escapatória, todos passam pelas mesmas obrigações.
Dias atrás, sentada no carro, no trânsito, observei como a decoração de Natal de São Paulo é piegas. Muito veludo, cetim, algodão e isopor (e sei lá mais o quê) imitando neve, folhagens atípicas do nossa flora, musiquinhas natalinas que disparam ao entrar nas lojas, tudo tão distante da minha realidade.... Quase irreal.
Em casa, abolimos a árvore de Natal. Para economizar tempo (de montagem e desmontagem), pó acumulado e energia elétrica daqueles enfeites que acendem e apagam incessantemente.
O tradicional menu de ceia Natal composto por pernil, lombo, peru, chester, tender (e outros animais que ninguém nunca viu a cabeça) será substituído por uma Salada bacana, um Arroz de polvo e um Flognarde.
A verdade é que não conseguimos fugir de todas as tradições (obrigações?). Não escapei da tradição nipônica de comemorar no almoço do dia 25 - esta data é mais importante que a ceia do dia anterior. Teremos então Ceviche de polvo (é, encontramos um polvo de ótima qualidade), Bacalhau de forno à moda da Nina e Torta de figo fresco.
Tudo simples e enxuto.

Desejamos a todos os leitores do Gourmandise um bom Natal, com ou sem as tradições de cada um.

Este post foi escrito depois que tive a (boba) ideia de colocar um gorro de Papai Noel no Riesling, fotografar e publicar aqui. O Marcel me olhou e disse que eu poderia tentar, mas seria muito difícil. Ele tinha razão. O Riesling é um cachorro que nunca curtiu pet shop, gravatinhas, roupinhas e outras coisinhas. É um cachorro livre dessas tradições.

Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Restaurante Macerado

Ao final da degustação dos vinhos da Loma Larga, o celular de Emeric começou a tocar. Ele pediu linceça e logo retornou nos perguntando se já havíamos programado algo para o almoço, comentando que àquela hora não conseguiríamos encontrar muitas opções (já eram 15:00 e véspera de eleição no Chile).
Emeric nos perguntou quais os vinhos que havíamos apreciado mais e, então, as garrafas de Cabernet Franc e Malbec também nos fizeram companhia.
E eis que chegamos ao restaurante Macerado. Fomos bem recebidos pelo maître-proprietário e deixamos a seu critério a escolha dos pratos.
Começamos a conversar sobre o panorama geral dos vinhos chilenos, o fim do projeto Clos Ouvert (de seu conterrâneo e amigo Louis-Antoine Luyt que agora produz seus vinhos artesanalmente, ainda de forma natural), o promissor Pinot Noir biodinâmico e esgotado de Montsecano (com meras 397 garrafas produzidas, dizem que boa parte por culpa dos famintos pássaros locais) e o potencial do Maule com suas vinhas velhas. Para explicar esta última ideia, retirou de sua mochila uma garrafa sem rótulo que se tratava de um Carmenère produzido por ele com uvas originadas daquela região (um projeto pessoal chamado Goldorack). Embora não seja uma de nossas casta favoritas, a experiência foi especial. Um Carmenère sem nenhum traço de sobrematuração e ao mesmo tempo nenhum toque vegetal, apenas fruta pura e limpa, sem excessos e com ótima acidez.
Atendendo ao estilo gastronômico do vinho, os pratos chegaram:

Costillar de cerdo al Macerado en base de ají cacho de cabra, ajo, orégano y vinagre, acompañado de puré picante al merquén.


Asado de Tira a la Cacerola en su salsa charquicán.


Ambos cozidos rústicos, com temperos equilibrados, valorizados pelo Carmenère num estilo Beaujolais.

Faixa de preço: $$ (com serviço por pessoa)

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Loma Larga

Assim que desembarcamos em Santiago, pegamos a estrada em direção à Casablanca para conhecer a vinícola Loma Larga.
Fomos recebidos pelo enólogo-consultor Emeric Genevière-Montignac, que antes de começar a vinificar no Chile, acumulou experiência no Rhône, Languedoc e Château Margaux.
Como todo grande produtor, Emeric nos explicou que todo cuidado se inicia no vinhedo e acompanha todos os processos de vinificação e considerou que atualmente o enologia no Chile está um passo à frente de sua viticultura.
Em seguida, nos deu uma breve aula sobre a escolha dos clones, a exposição dos vinhedos, forma de condução da videira, diferentes formações geológicas, clima... enfim, uma série de aspectos técnicos interessantes a nós, curiosos.


Outro comentário "interessante" (para não dizer trágico) foi sobre o fato de que muitas videiras que chegam aos quinze anos de idade e são arrancadas por alguns produtores do Valle de Casablanca. Estes produtores argumentam que os rendimentos se tornam baixos e os nematóides atacam vorazmente as videiras.
"Claro!", disse Emeric, "regam tanto as videiras, que as raízes não penetram no solo e são facilmente atacadas pelos nematóides, uma praga de superfície."
E após um passeio pelo vinhedo (parte dele recobre o teto da sala de barricas) e instalações, seguimos para a sala de degustação.


Antes de começar a servir os vinhos, falou um pouco de seu estilo: velha guarda, com poucas intervenções no processo produtivo. Utiliza pouco carvalho novo (sempre francês), prefere utilizar barricas de 400L e evidencia que a higiene é fundamental para as baixas dosagens de sulfitos que aplica nos vinhos.
Dos oito vinhos degustados, os nossos destaques foram: Sauvignon Blanc 09, Syrah 07, Malbec 07 e o impressionante Cabernet Franc 07.


Esses rótulos custam em média R$70,00-80,00 no Chile.
Se já estávamos satisfeitos com a visita à Loma Larga, o melhor ainda estava por vir...

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O que você quer ver no Gourmandise?

Este ano conseguimos tirar alguns dias de folga do trabalho. Vamos nos desligar e descansar um pouco.
Para não deixar o Gourmandise sem publicações, resolvemos perguntar ao nossos leitores:
Quais os temas que você, leitor, gosta ou gostaria que fossem abordados com mais frequência nas publicações do Gourmandise? Receitas de sobremesas simples ou elaboradas, pratos do dia a dia, pastas (macarrão), pães de fermentação natural, pães doces, biscoitos (cookies e afins), carnes (aves, peixes...), Vinhos, Bebidas em geral (drinks, chás, infusões, café), Restaurantes, Bares, Receita do leitor, Ingredientes exóticos, Bobagens em geral...

Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Stollen com fermento natural

O Pierre e o John fazem parte da minha vida desde julho de 2009. Pela primeira vez, consegui manter fermentos naturais vivos por mais de 1 mês. Todo o ritual de realimentar os meus "filhotes" vale a pena. Quanto mais maduros ficam os fermentos, melhores pães eles reproduzem.
Para este fim de ano, troquei o Panettone e o Pandoro por um Stollen confeccionado com fermento natural. Stollen é um pão alemão de massa levemente adocicada com frutas secas e marzipan.

Stollen (com fermentação natural):
Esponja:
80g de Pierre
80g de água
80g de farinha de trigo
Massa:
220g de farinha de trigo
4g de sal marinho
5g de leite em pó
30g de leite integral
30g de ovo caipira (ligeiramente batido)
2g de zeste de limão
2g de zeste de laranja
2,5g de especiarias em pó (canela, cardamomo, noz moscada e cravo em partes iguais)
160g de manteiga sem sal em temp. amb.
Frutas:
55g de passas pretas
45g de laranja cristalizada (lave para retirar o excesso de açúcar e seque bem)
60g de cereja cristalizada (lave para retirar o excesso de açúcar e seque bem)
60g de amêndoas inteiras
20g de kirsch ou rum
100g de marzipan (de preferência alemão)

Misture os ingredientes da esponja, cubra e deixe crescer em temperatura ambiente até dobrar de volume.
Peneire juntos, a farinha de trigo, o sal, o leite em pó e as especiarias. Una a esponja, agregue o ovo e o leite aos poucos. Trabalhe a massa até ponto de véu (sove 5 minutos, descanse coberta por 15 minutos - repita). Deixe crescer em bowl untado e coberto por 12h na geladeira (prateleira inferior).
Retire da geladeira e espere chegar à temperatura ambiente. Transfira para a batedeira e com auxílio do hook, incorpore as zestes e a manteiga, aos poucos. Volte ao bowl e descanse em geladeira por 24h.
Enquanto isso, macere as passas, cerejas e laranja em kirsch. Cubra e deixe macerando em temperatura ambiente por 6h.
Retire da geladeira e espere chegar à temperatura ambiente. Abra a massa (retangular) em superfície untada, espalhe as frutas maceradas e as amêndoas. Disponha o cilindro de marzipan em uma das bordas e enrole a massa (como rocambole).
Transfira para uma placa com silpat. Faça um vinco (de uma extremidade à outra) com auxílio de bastão pequeno (tipo pasta americana ou cabo de colher de madeira). Cubra e deixe crescer até dobrar de volume.
Reforce o vinco e asse à 180ºC por 25-35 minutos (demorei muito tempo para fornear o meu stollen, por isso a massa acabou se espalhando pela placa mais que o necessário).
Esfrie e polvilhe açúcar de confeiteiro até cobrir toda a superfície.

Dúvida sobre os pesos e medidas dos ingredientes? Clique aqui.

Postado por Nina Moori.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Vagens e tomates


Vagens (previamente branqueadas) salteadas no azeite com lâminas de alho, tomate concassé brunoise, flor de sal e Zanzibar island spice (um mix sul-africano com gergelim, erva doce, semente de coentro, anis, acássia, cravo, pimenta do reino, gengibre, alho e cebola em flocos).

Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Alguns vinhos Fortificados

Alguns fortificados provados no últimos tempos e que havíamos "esquecido" de publicar:


La Bota de Fino nº15 Equipo Navazos
Um dos produtores mais cultuados de Jerez. Na realidade, trabalham de forma parecida a um Négociant. Escolhem cuidadosamente os lotes das criaderas de vários produtores que consideram de maior qualidade e cuidam do engarrafamento. Neste caso, o Fino vem das botas (barris) de Valdespino. Um Fino de um único vinhedo, "Marchanudo Alto". Possui intensidade aromática e estrutura mais intensas que os Finos que já provei. Aromas de leveduras e "flor" bastante nítidos.


Porto Quinta do Vesúvio Vintage 1996
Um Vintage muito fino, com taninos abundantes e aveludados, álcool muito bem integrado e aromas de frutas negras e cacau muito limpos. Além da caixa que era um show!


Porto Reserva Especial Branco Casa Santa Eufêmia
Trata-se de um Porto Colheita Branco de 1973, mas como a legislação não permite esta nomenclatura, o produtor teve que omitir esta informação no rótulo. Tipicidade única, untuoso, elegante e com o tripé álcool/doçura/acidez bem equilibrados.

Postado por Marcel Miwa.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Nami Choux Pâtisserie

Aproveitando o tema de uma das aulas que ministrei esta semana, fomos conhecer a Nami Choux. Normalmente quando pensamos em uma pâtisserie, imaginamos um lugar pequeno e decorado como uma casa de boneca. Não foi o caso aqui: pé direito alto, iluminação bem controlada, sofás, jardim vertical, mezzanino e um longo balcão de pães e doces ficam muito bem distribuídos pelo enorme espaço.


Vamos ao que interessa: Mousse de matchá (duas camadas de mousse e pouco açúcar, pessoalmente, preferimos um toque a mais de matchá, a ponto de sentir o tanino), Macaron de matchá (a superfície poderia ser mais fina, delicada e brilhante - comme il faut) e Choux creme (a pâte à choux estava perfeita, recheada com um creme liso e delicado - uma das melhores que já provamos).



O espresso pode melhorar, temperatura correta, mas a extração estava longa demais.
Estas pâtisserie conseguiu unir as técnicas tradicionais da confeitaria clássicas com elementos orientais, seja pelos ingredientes ou pela quantidade bem dosada de açúcar.
O serviço foi atencioso.

Faixa de preço: $$ (uma água, dois espressos e os doces acima).

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Pavlova

Merengues me lembram a infância. O sabor daquelas tardes açucaradas na casa da avó. Sabor daqueles pequenos suspiros misturados com chantilly e moranguinhos da horta do avô.
Dias atrás, confeccionamos em aula, Pavlova, Vacherin e Cisnes. A Pavlova (recebeu este nome em homenagem à bailarina russa Anna Matveievna Pavlova) é um doce à base de merengue, chantilly e frutas frescas muito difundido na Austrália e Nova Zelândia. Vacherin (recebeu este nome por assemelhar-se com o queijo Vacherin) é um doce confeccionado com dois discos de merengue unidos com sorvete de baunilha. Os Cisnes foram feitos com asas e pescoço de merengue unidas com chantilly.



Pavlova:
90g de clara de ovo em temperatura ambiente
1g de suco de limão
169g de açúcar refinado 1
23g de amido de milho
3ml de vinagre de vinho branco (álcool ou limão)
200g de creme de leite fresco
50g de açúcar refinado 2
100g de morango maduros
100g de mirtillo fresco
100g de cerejas frescas
folhas de hortelã fresca
Açúcar vanille (para polvilhar)

Faça um merengue francês com as claras e o açúcar refinado 1.
Incorpore o suco de limão e o vinagre. Incorpore o amido de milho peneirado.
Espalhe com espátula sobre silpat (modele um disco alto de 22cm de diâmetro) e asse à 150ºC por 40 minutos. Esfrie no forno desligado.
Faça um Chantilly com o creme de leite fresco e o açúcar refinado 2.
Decore com as frutas (pode substituir por kiwi, uvas sem semente, framboesa, amora, physalis, gomos de laranja, manga e pêssego - sempre frutas frescas) e hortelã. Polvilhe um pouco de açúcar vanille.

Pavlova também é uma das sobremesas preferidas de F.

Dúvida sobre os pesos e medidas dos ingredientes? Clique aqui.

Postado por Nina Moori.

Flores amarelas


flores amarelas com miolos avermelhados...

Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Kimchi

Consumimos no mesmo dia do Ojingeojeot, mas achei que seria exagerado publicar os dois juntos. Esperei uns quinze dias para os leitores digerirem...
Já havia citado esta conserva coreana à base de acelga e muita pimenta em 2007.

Quando adquirimos alimentos como esta conserva, a boa educação nos faz subir até o apartamento pelas escadas.

Postado por Nina Moori.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Gâteau renversé aux pommes

Uma das minhas tortas preferidas é a Tatin. Com maçã, manteiga, fava de baunilha, açúcar e pâte sablé ou massa folhada. Assim bem simples e deliciosa.
Deixo claro que considero Tarte Tatin somente a torta invertida de maçã. Quando confeccionada com outras frutas ou legumes prefiro que se denomine Tarte renversé aux tomates, carottes, poire...
O bolo que segue é baseado na ideia da Tarte renversé aux pommes.


Gâteau renversé aux pommes:
(para a maçã)
2 maçãs Fuji
20g de óleo de coco orgânico
40g de açúcar cristal orgânico
Descasque as maçãs, retire as sementes e o cabinho. Corte em 8 pedaços (meia lua) cada fruta. Reserve.
Em uma frigideira grossa de 20cm de diâmetro (que possa ser levada ao forno), faça um caramelo claro com o açúcar e o óleo de coco. Una as maçãs e cozinhe em fogo baixo para caramelizar as frutas (cerca de 5-7 minutos). Reserve na frigideira.

(para o bolo)
2g de gengibre em pó
3g de canela em pó
4g de fermento químico
2g de bicarbonato de sódio
45g de açúcar mascavo orgânico
120g de farinha de trigo
60g de melado de cana
24g de óleo de coco orgânico
120g de soro de leite
50g de ovo caipira
Peneire os ingredientes secos juntos. Reserve.
Misture o melado, o óleo de coco, o soro e o ovo com fouet. Una aos ingredientes secos.
Verta sobre as maçãs com cuidado. Leve ao forno pré aquecido à 190ºC por 30-40 minutos.
Esfrie por alguns minutos e desenforme.
Sirva morna ou em temperatura ambiente.

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Postado por Nina Moori.