sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Semana Mesa SP 2009

Ontem, no Semana Mesa SP 2009 (promovido pela revista Prazeres da Mesa), o tema do Melhor das Cidades foi restaurantes. Ano passado, a ala dos Melhores da Cidade estava desorganizada, com mais pessoas que o espaço permitia. Este ano, diminuíram o número de senhas por sessão. Entre os restaurantes participantes, os dois que mais nos agradaram foram:

Nou (com o ótimo Hamburguer)

Tele-Thai (Tot man pla - bolinho de peixe levemente picante com temperos thai)



Notamos que o evento estava menos cheio que nos anos anteriores. Talvez devido ao custo do ingresso (R$100,00) e ao minúsculo desconto cedido a alunos da área de Hospitalidade. De qualquer forma, estava mais agradável para circular e degustar.

Não tive disposição para enfrentar filas para assistir as aulas abertas. Quanto ao Mesa Tendências, vamos aguardar os blogs de gastronomia publicarem suas experiências.

A maioria dos estandes de vinhos/importadoras colocaram para degustação, apenas os vinhos mais simples de seus portifólios. Dentre as exceções, estes dois me agradaram:


Fomos ao evento com convites enviados pelo Senac-SP e revista Prazeres da Mesa.

Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Blogs Monitorados?

A partir de 1 de dezembro de 2009 vigorará nos EUA novas regras sobre mídias sociais. No caso dos Blogs, o Federal Trade Commission (FTC), basicamente estabelece que posts relativos a produtos recebidos como cortesia devem trazer a informação sobre a referida bonificação, bem como blogueiros ou posts remunerados cujos conteúdos tenham relação com a atividade da fonte pagadora devem declarar esta ligação.
Está certo que a fiscalização prática disto é muito complicada, mas vemos com bons olhos tal medida, visto que blogs e outras mídias sociais, de certa forma, são agentes formadores de opinião onde se misturam amadores (opniões espontâneas) e profissionais (remunerados para tratar de certos assuntos ou oferecer “testimonial” positivos).
Trata-se apenas de tornar as regras claras e mostrar que a credibilidade é construída a longo prazo com consistência e coerência.
A partir de agora vamos prestar mais atenção em nossos posts para seguir estas saudáveis regras (mesmo que não estejamos sujeitos a elas).

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

16ª Harmonização Virtual

Cachorro-quente combina com espumante italiano?

É o que pretendemos experimentar na 16ª Harmonização Virtual. Gourmandise preparou receitas especiais de molhos para incrementar o cachorro-quente que será harmonizado com o espumante italiano escolhido pelo Le Vin au Blog. Gostou da ideia? Basta enviar um e-mail para o Gourmandise gourmandisebrasil@hotmail.com e/ou para o Le Vin au Blog levinaublog@gmail.com, que logo enviaremos as receitas e o nome do espumante para você. Participe!

Publicaremos o resultado dessa combinação no dia 9 de novembro de 2009.

Semana Mesa SP 2009 - coquetel



Ontem, aconteceu o coquetel de abertura do evento Semana Mesa São Paulo 2009, promovido pela revista Prazeres da Mesa.
Este ano o coquetel estava mais tranquilo e organizado que em 2008.
Os alunos dos cursos de Tecnologia em Gastronomia e Cozinheiro Chefe Internacional do Senac Campus Santo Amaro foram responsáveis pela elaboração dos Amuse-gueules.

Entre todas as produções gastronômicas dos alunos, as que chamaram a nossa atenção foram:

Froguiz Leguis (rã empanada com castanha, servida com chutney de cupuaçu)


Foie de volaiele com compota de caju (pâté de fígado de galinha)


Vol-au-vent de Moqueca de pirarucu


Estas três confecções combinaram criatividade, boa aparência, educação e postura dos alunos ao descrever o amuse-gueule, bom sabor e texturas, tornando o conjunto harmônico.

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Ovo de mil anos

Na época em que decidi trabalhar na área de gastronomia, minha alimentação era praticamente ovo-lácteo-vegetariana. A vida acabou me guiando para outros caminhos e tive que escolher: trabalhar com a alimentação vegetariana ou experimentar/descobrir outros paladares.
Readaptei o meu estilo de vida e achei que seria muito construtivo experimentar todos ingredientes/pratos/estilos que cruzassem a minha vida.
Tornei-me uma curiosa por comida.

Foi uma escolha pessoal. De forma alguma "prego" para que os vegetarianos/vegans alterem a sua alimentação. Lógico que mantive certos aspectos da minha antiga alimentação, como a dificuldade em consumir alimentos super industrializados e adoçantes químicos.
A possibilidade de conhecer e armazenar na memória outros aromas, paladares, texturas e culturas guiou esta mudança.

Também tenho uma fobia alimentar. Chuchu. A minha única fobia alimentar é mascarada pela educação. Não deixo de comer este ingrediente se está no meu prato, mas fiz muito pensamento positivo para que não estivesse presente no menu no dia em que jantei no restaurante Sudbrack.


Ganhei duas unidades do Ovo preto de uma amiga (filha de chineses) da minha mãe.
Já havia experimentado este ovo duas vezes no restaurante Hi Pin Shan. Lembro que ninguém na mesa quis me acompanhar, apenas olharam.
Já escutei muitos nomes diferentes para esta iguaria: Ovo de mil anos, Ovo de cem anos, Ovo de cem dias e Ovo preto (forma mais comum entre os chineses e descendentes no Brasil). Na confecção desta iguaria, o ovo de pata (gansa ou galinha) é envolvido em uma mistura de cinzas, palha e sal (algumas regiões utilizam também camelia sinensis e cal) por 100 dias.
Este alimento pode parecer repulsivo para muitas pessoas. Depende da forma com que é encarado.
Degustei este dois ovos com um molho à base de vinagre de arroz e shoyu (como havia indicado L.). A clara adquire uma consistência gelatinosa e fica translúcida e a gema fica cremosa com tons negro, cinza ou esverdeados. O sabor estava mais delicado que os Ovos Pretos consumidos anteriormente.

Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Geleia de mirtillo, morango e cereja

Um mix de berries na geladeira só aguardando a boa vontade da Nina em utilizá-las.
Misturar açúcar com algumas frutas sem pectina e levar ao fogo não é fazer geleia. É fazer uma redução.
Usei uma maçã bem ácida ralada para unir pectina e dar uma aspecto mais rústico à geleia (mas pode-se processar a maçã, descartando a semente e cabinho). As frutas ideais para geleia devem ser maduras (sabor inigualável) e em bom estado de conservação. Usar fruta semi-estragadas prejudica a qualidade do produto final. Geleia não deve ser feita com fruta de "xepa".



Geleia de berries:
112g morango fatiado
80g mirtillo
126g cereja fresca descaroçada
90g maçã verde ralada
100g açúcar cristal
Misture tudo em uma panela e leve ao fogo baixo. Cozinhe lentamente, retirando a espuma que se forma na superfície. Quando obter ponto de geleia, coloque em potes esterilizados, tampe, inverta e deixe esfriar.
Se o pote foi esterilizado corretamente e a geleia confeccionada com ingredientes de qualidade, a geleia dura cerca de 18 meses em temperatura ambiente. Depois de aberta, mantenha em geladeira.

Consumimos esta geleia com pão, em um Streuselküchen (Cuca) e para acompanhar um queijo tipo Serra.

Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Arroz integral de cordeiro


Um pouco de cordeiro assado na geladeira.
O que fazer? Não gosto de ver desperdício em casa.
Desfiei a carne, cortei um pouco dos básicos temperos brasileiros, cebola e alho, descongelei o fundo caseiro de legumes e decidi se faria uma pasta ou um arroz. Optei pelo arroz integral.
Refoguei cebola e alho em óleo de semente de uva, uni o arroz integral, adicionei um pouco de vinho branco seco, acrescentei a carne e parte do fundo de legumes quente. Fogo baixo e tampa. Flor de sal e manteiga gelada para finalizar.

É, faltou um pouco de salsa picada para dar um cor ao prato...

Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Guaraná Mantiqueira


Este refrigerante tem sabor que lembra a Tubaína, com gaseificação moderada, menos açúcar e flavorizantes.
F. trouxe esta bebida brejeira do interior para experimentarmos.

Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Capuchinha e queijo de cabra

D. e F. haviam colhido parte da capuchinha orgânica que se alastrava pela horta. Nos serviram estas folhas e flores com alguns queijos e pães.
Descobrimos que as folhas e flores da capuchinha combinam muito bem com queijo de cabra. Talvez a instigante picância da capuchinha encontre equilíbrio na cremosidade, acidez e sutileza de um bom queijo de cabra.

Postado por Nina Moori.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

L'Entrecôte de Ma Tante

Ao dar uma organizada no nosso arquivo de fotos, encontrei estas, do L'Entrecôte de Ma Tante. Percebi que ainda não havíamos publicado nada aqui no Gourmandise.
Tudo começou com mais dos episódios pitorescos que ilustram a nossa vida enogastronômica: ao sentarmos à mesa, sentimos um grande tremor debaixo de nossos pés, acompanhado de um grande estrondo. Terremoto em São Paulo? Os garçons ficaram atônitos. Logo percebemos que se tratava da obra na rua/calçada executada por alguns funcionários do Kassab. Basicamente, as mesas, cadeiras, taças e clientes trepidavam a cada movimento da britadeira lá fora. Mais que música ambiente, era uma vibração ambiente.
A refeição começou com uma salada de folhas regada com molho de mostarda e nozes. O pão me decepcionou muito, casca lisa, brilhante, dura e quebradiça demais e miolo sem intensidade de aroma.


A grande (e única) proposta da casa é servir apenas um prato, um fino bife de contrafilé, regado com molho (talvez, fígado de galinha, ervas e manteiga) e servido com muita batata frita. O cliente pode escolher o "ponto de cocção" da carne - mal, ao ponto ou bem passado, que é anotada no papel que cobre a mesa. Pedimos dois pratos mal passados, um chegou correto e outro ao ponto, com textura de carne maturada. As batatas fritas, servidas à vontade, fizeram a alegria de outras mesas repletas de crianças.


Mais que o segredo do molho da tia Nicole, o marketing da casa é oferecer um único prato. No mínimo gera curiosidade. Mas se é uma "boa jogada", só o tempo dirá.
Acompanhamos o jantar com Angheben Cabernet Sauvignon 2004, que possuía um preço conivente com o valor cobrado pelo prato. Entretanto, a Carta de Vinhos necessita passar por uma reformulação, mesmo com a proposta da simplicidade, alguns rótulos estão um degrau abaixo.
Terminamos com a correta Mousse de chocolate.


O serviço foi simpático e eficiente.

Faixa de preço: $$$$ (por pessoa, com água, vinho, sobremesa e café). O valor do prato subiu cerca de R$10,00 depois da nossa visita.

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Bolo de mexerica e papoula

Este bolo já se tornou uma receita clássica em casa. Só altero as frutas que o cobrem.
Desta vez, retirei a noz moscada e agreguei semente de papoula. A fruta da vez foi a mexerica (retire a película dos gomos, porque amargam com a cocção).


Postado por Nina Moori.

sábado, 17 de outubro de 2009

Iogurte gordo

Eu sabia que dava certo fazer iogurte com leite desnatado e semi desnatado - apesar de nunca usar/consumir estes produtos. Mas será que daria certo misturar um pouco de creme de leite fresco com leite integral para fazer iogurte mais gordo, com mais sabor?
Fui para a cozinha testar.
Aqueci 500ml de iogurte com 500ml de creme de leite fresco até a fervura. Troquei de recipiente, esfriei até 40ºC, uni 15g de iogurte natural e deixei semi tampado por 30h embrulhado em toalha (dentro do armário). Percebi que não havia coalhado tanto quanto o confeccionado apenas com leite integral e resolvi deixar na geladeira por 24h. Demorou um pouco, mas virou iogurte. Uma delícia. Foi usado em uma bavaroise, um bolo, uma mousse e in natura.



Dúvida sobre os pesos e medidas dos ingredientes? Clique aqui.

Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Pão com farinha de uva e azeitona fermento natural)

A minha saga sobre pães continua a todo vapor. Só diminui as publicações sobre pães para não cansar os leitores. Mas hoje, dia 16 de outubro, dia Mundial do Pão, não poderia deixar passar em branco.
Para comemorar, um pão aromatizado com ingredientes pouco comuns.



A farinha de uva é um daqueles ingredientes diferentes que o Marcel gosta de comprar. Nem sabia da existência desta farinha antes dele aparecer com um pacote em casa.

Pão com farinha de uva e azeitona:
Poolish:
30g de John (rye starter)
30g de farinha de trigo
30g de água
Massa:
215g de farinha de trigo
30g de farinha sarracena (pode substituir pela farinha de centeio)
20g de farinha de uva
3g de sal marinho
175g de água
80-100g de azeitona preta sem caroço fatiada
Misture os ingredientes do poolish, cubra e deixe dobrar de volume em temperatura ambiente.
Peneire as três farinhas juntas e una o sal. Faça uma cova central e acrescente o poolish à base de John. Agregue a água aos poucos. Trabalhe a massa por 15 minutos. Caso a massa comece a aquecer muito, cubra e descanse em temperatura ambiente por 15 minutos. Pode ser trabalhada na batedeira planetária com gancho.
Passe para um bowl untado com óleo, cubra e deixe crescer por 1h30-2h ou dobrar de volume. Retire o ar com espátula, trabalhe rapidamente, volte ao bowl e deixe descansar por 1h30-2h. Repita a operação. Deixe crescer por 4-6h. Nesta etapa pode ser levada à geladeira e continuar no dia seguinte.
Abra a massa em formato retangular com as mãos sobre superfície levemente untada com óleo, espalhe as azeitonas e dobre em três. Repita as dobras.
Disponha sobre placa untada, deixe crescer e asse como de costume, ou use o método no-knead bread (segura a umidade do pão, criando um "vapor") para assar - neste caso, disponha em panela untada e polvilhada com fubá, dê cortes, tampe e leve ao forno à 250ºC frio (ligue somente quando colocar o pão). Asse por 30-40 minutos. Abaixe para 220ºC e continue a cocção.

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Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Etna Rosso Calderara Sottana 2004



Bebemos este vinho no aniversário de I. no Ráscal Itaim. Produzido com a casta Nerello Mascalese, apresentou mais tons frutados e caráter menos terrroso que o Guardiola (Tenuta delle Terre Nere). Estrutura leve, boa acidez e taninos muito finos marcam este vinho.
A rede Ráscal não cobra rolha (claro, desde que o rótulo não faça parte da Carta de vinhos). Ainda assim, sempre tentamos consumir algum dos vinhos que a casa oferece (no caso, o Crémant de Bourgogne Louis Bouillot).
Mais um capítulo de ocorrências pitorecas: o Marcel havia acabado seu prato e estávamos conversando. Repentinamente, fomos surpreendidos por um esguicho d'àgua vindo do teto e acertando o centro do prato vazio dele. Não era uma noite chuvosa e o epiódio rendeu algumas risadas a mais.
Ainda bem que não caiu na taça, que estava cheia.

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O primeiro Manjar Branco a gente nunca esquece

Durante alguns dias escutei a minha irmã dizer que estava com vontade de comer Manjar branco. Em outras palavras, significa que ela gostaria que a Nina preparasse o tal do manjar. Fingi que não compreendi a indireta.

Aprendi a fazer doces com a minha madrinha. Adorava ir para a casa dela e "ajudar" a cozinhar Pudim de leite, Pudim de leite condensado, Bolo de laranja, Nega Maluca, Brigadeiro, Bala de coco, Creme de chocolate e outras maravilhas da infância. Recordo que as minhas primeiras funções foram: abrir os pacotes de açúcar, farinha de trigo, medir fermento, leite, apertar o botão do liquidificador. Com o tempo, passei a bater as claras em neve e chantilly, misturar a massa de bolo, etc. Mas ainda ficava longe do forno/fogão por precaução.

Minha avó paterna gostava de uma "bagunça na cozinha" com as netas mais velhas. Quando chegava em sua casa, no fim de semana, e encontrava carne moída refogada e queijo cortado, eu tinha certeza que faríamos Pastel. Abria a massa, cortava, recheava e fechava. Lá, podíamos manipular facas e carretilhas. Depois subíamos em uma cadeira disposta na frente do fogão e fritávamos os pastéis. Nunca aconteceu nenhum acidente. Criança tem um anjo da guarda imenso e forte. Avó, deve ter anjo da guarda maior ainda!

Lógico que quando chegava em casa, queria preparar minhas empreitadas sozinha. A falta de estatura, coordenação motora fina e prática na cozinha, atrapalhavam. Lembro de preparar os meus primeiros bolos (seguindo as receitas da minha tia e avó à risca), colocar no forno e ficar vigiando. Sempre chamava minha mãe para ver se já estava assado. Ficava naquela ansiedade.

Quando eu era criança, os livros de receitas e revistas de cozinha não eram suficientes para as minhas dúvidas: o bolo deve assar até dourar quanto? o creme deve engrossar até que ponto? espalhar o glacê sobre o bolo quente na forma ou desenformado? a mousse deve ser desenformada quando? Onde se compra colher medidora?

Perdi a conta de quantos pudins espatifados, bolos que explodiram no forno de tanto fermento, bolos que ressecavam de um lado só, bolos que não cresceram, mousses moles e cremes talhados.

Cursos de cozinha? Não existiam. Naquela época, o bolo de aniversário era feito pela tia prendada ou pela boleira. Acho que o termo cake designer nem existia.

Mesmo com todos os tropeços, eu não desisti. Talvez pela teimosia, talvez pela curiosidade de aprender o certo. Só sei que minha irmã nunca se interessou pela cozinha (mas adora comer, ufa!).
O que pode ser considerado simples de confeccionar para alguns, pode ser cheio de mistérios culinários para outros.

Depois de perceber que eu não faria o Manjar branco, apareceu com os ingredientes em casa (após perguntar algumas vezes quais seriam os ingredientes necessários).
Concentrou-se. Certificou-se de que todos os ingredientes estavam na mesa (mise-en-place, mise o quê?, Nina, fala a minha língua!), untou a forma com óleo, ligou a balança, pesou o açúcar refinado (135g) e o amido de milho (60g), misturou com fouet (mas antes olhou com uma expressão interrogativa - eu disse: o amido pode empelotar ao agregar o líquido, misturando com açúcar, ajuda a evitar), uniu o leite de coco (300g), aos poucos, mexendo com fouet, uniu o leite integral A (825g) e o coco ralado (50g). levou tudo ao fogo baixo, mexendo sempre. A panela começou a esquentar, ela pegou luva térmica para segurar. Misturou com vigor. Disse para apenas misturar, sem força, sem se cansar. Engrossar até quanto? Até cozinhar o amido, borbulhar e engrossar o suficiente para a colher deixar o "rastro pelo creme". Verteu na forma e alisou o creme. Amornou e gelou. A calda foi feita apenas com açúcar e água, sem ameixas, ao gosto da irmã. Quando posso desenformar? Quando ficar bem firme, umas quatro horas. Como desenformo? Passa esta espátula em volta (inclusive no centro), verifica se soltou, apoie um prato em cima e vire.


Dia seguinte, a feliz irmã se exibiu com o primeiro Manjar branco!

Duas semanas atrás, havia feito Manjar com meus alunos. Só que eles precisaram retirar o leite de coco do coco in natura. Retirar a casca, ralar, liquidificar com água morna e coar com pano. Se é para ensinar Confeiteria Brasileira, então precisamos começar do começo.

É nesses momentos que me recordo de quando comecei a cozinhar....

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Postado por Nina Moori.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Nou

Mais um dos bons rstaurantes em atividade na região de Pinheiros. Perto do Nicota, Le Petit Trou e Bráz, o Nou é um pequeno restaurante, com decoração despojada e agradável.
Na primeira visita, pedimos Bruschetta de cogumelos e azeite de trufas (com muito cogumelo, mas o azeite tinha apenas um "traço" de trufa) e Mini cheeseburguer de entrada (harburguer com ponto de cocção perfeito - grelhado por fora e rosado e suculento por dentro), Carré de porco com batata rústica (para o Marcel foi não só o melhor prato do restaurante, mas também um dos melhores pratos à base porco que já provou - uma pena que não está no menu diário) e Robalo com risotto de grãos (ponto de cocção perfeita do peixe e bom arroz, tenro).





Na segunda visita à casa, optamos pelo Menu executivo: Creme de abóbora (bom liso, mas pecou na apresentação - não custaria nada limpar a borda da louça, mas demonstraria disciplina dos chefs) ou Saladinha (ok) de entrada e Filet à Milanesa com purê (fritura crocante - panco) no principal. Para variar, o Marcel optou por um prato que não fazia parte do menu du jour, Paleta de cordeiro com purê (outro assado bem executado e saboroso). Terminamos com a Torta de maçã (simples).







O serviço da brigada de salão foi jovem, dinâmico e correto.

Faixa de preço: $$ (optando pelo menu executivo, com água) e $$$ (à la carte).

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Descorchados 2010 - Brasil


Nos primeiros dias de outubro, finalizamos as degustações para o Guia Descorchados 2010. Realizado nas belas instalações do hotel Hyatt de São Paulo, as degustações se iniciaram pelos vinhos brasileiros. Em seguida, foram os flights da grande final, incluindo os vinhos brasileiros classificados do dia anterior.


Tive o prazer de dividir com Macarena Lladser a organização das degustações aqui no Brasil. Foram aproximadamente 200 vinhos nacionais (a superioridade da merlot nos vinhos nacionais foi nítida) e pouco mais de 50 na grande final. Muito trabalho envolvido: climatizar cada garrafa, sacar todas as rolhas, decantar quando necessário, cadastrar e "ensacar" e, por fim, servir.


Duas boas novidades (ainda sem rótulo) foram o Sesmarias da Miolo e o Michelli da Villa Francioni. Tintos que prometem ser os tops das respectivas vinícolas.


Agora basta aguardarmos até março para que a edição brasileira fique pronta.

Postado por Marcel Miwa.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Angel food cake de matcha

As gemas dos ovos foram usadas na pasta à carbonara. As seis claras de ovos restantes, vieram parar aqui, num angel cake.

Angel food cake de matcha:
60g de farinha de trigo
40g de açúcar confeiteiro 1
1g de fermento químico
0,5g de sal marinho
2g de matcha
180g de clara de ovo caipira
85g de açúcar confeiteiro 2
1g de cremor de tártaro
Peneire a farinha de trigo, o açúcar 1, o fermento, o sal e o matcha juntos por três vezes. Reserve.
Faça um merengue francês com clara, cremor e açúcar 2. Bata até picos suaves.
Incorpore os ingredientes secos, em três adições com auxílio de espátula.
Disponha na forma de angel cake limpa (nunca unte ou enfarinhe) de 16-18cm de diâmetro.
Asse à 180ºC por 25 minutos. Inverta a forma assim que retirar do forno. Deixe esfriar completamente e desenforme.

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Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Pasta à carbonara

Seis ovos de galinha caipira.
As gemas entraram na composição do molho Carbonara e as claras foram parar em um Angel Food Cake de Matcha.
Semana passada, li a descrição de uma pasta à carbonara no Twitter que me deixou com água na boca.
Não tinha guanciale, então tive que me contentar com um bom toucinho nacional.



Pasta à Carbonara:
500g de pasta longa (Fettuccine, Bavette ou Papardelle)
160g de guanciale ou toucinho brunoise (cubinhos)
130g de Pecorino ou Parmigiano Reggiano ralado na hora
6 gemas de ovos caipiras em temp. amb.
pimenta do reino moída na hora
100g de creme de leite fresco
80-100g de água fervente da cocção da pasta (auxilia na cocção das gemas e concede mais umidade ao molho)
Enquanto cozinha a pasta em água abundante temperada com sal grosso, doure o toucinho em uma panela.
Quando o toucinho estiver bem dourado, una o creme de leite fresco e verta sobre as gemas já desfeitas. Misture bem e acrescente a pimenta do reino.
Escorra a pasta al dente e misture imediatamente ao molho de toucinho. Una a água quente da cocção da pasta, aos poucos. Adicione o Pecorino ralado e misture bem. Sirva imediatamente.
É muito importante que as gemas estejam em temperatura ambiente. Valem as mesmas dicas da Pasta all'Alfredo, Pecorino ou Parmegiano-Reggiano de boa qualidade e pimenta do reino moída na hora. Aliás não costumo comprar queijos e especiarias já moídas, pois são ressecados e sem os aromas originais.

Postado por Nina Moori.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

World Wine Experience - Itália

Ontem fomos à World Wine Experience - Itália, uma degustação de vinhos italianos do portifólio da importadora. Estes foram alguns destaques:

Palari Faro 2006 - composto majoritariamente pela casta Nerello (Mascalese e Cappuccio) possui elegância típica da casta com taninos muito finos, estrutura leve, aromas de frutas frescas, floral e especiarias. Recebeu a cotação máxima de 3Bicchieri do correto Gambero Rosso 2009.



Poggio Alle Mura 2004 Castello Banfi - Apesar de ser um dos produtores envolvidos no escândalo do Brunellogate (ou Brunellopoli), este Brunello de um único vinhedo está ótimo. Taninos finos, boa acidez, rusticidade da Sangiovese domada, com estilo bastante agradável para se beber já. Sinceramente, não nos importamos se tiver cinco ou dez porcento de CS ou Sy na composição (o motivo do escândalo) e não trazer o nome Brunello no rótulo. É um grande vinho de qualquer forma.



Titolo Aglianico del Vulture 2004 Elena Fucci - Mais um dos vinhos com origem em solo vulcânico. Um pouco mais de intensidade, taninos e frutado rústico que os congêneres sicilianos, mas marcado pelos aromas de cinzas vulcânicas. Personalidade única.



Barbaresco 2005 Bruno Rocca - um estilo moderno de Barbaresco, mas muito agradável. Tem as características de vinho que impressionam, a tipicidade aromática da Nebbiolo, taninos muito finos, madeira de qualidade com tosta intensa e muito macio no paladar. Apesar de novo, já está bastante atrativo.



La Massa 2006 Giampaolo Motta - já falamos de uma outra safra deste vinho. A presença de Gianpaolo Motta (proprietário e enólogo) valorizou ainda mais o vinho que está excepcional. Apesar de não ser um vinho barato, a qualidade está um degrau acimna de seu preço.



Sagrantino di Montefalco Collepiano 2004 Arnaldo Caprai - Um vinho para longa guarda. A rusticidade da casta com alta acidez e muitos taninos pede um longo tempo de descanso que premiará os mais pacientes.



Passito di Pantelleria Ben Ryé 2006 Donnafugata - diríamos que é o melhor vinho que provamos na feira, daqueles que emocionam. O visual (dourado/ouro), o olfato (frutas brancas, mel, floral...) e o paladar (untuoso, ótima acidez, longo) estavam impecáveis. Faz jus à escolha de melhor vinho de sobremesa do ano de 2008 no Guia Gambero Rosso.



Hoje, a degustação estará aberta ao público à partir das 15h, no Hotel Meliá Jardim Europa (R$120,00 de entrada).

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

domingo, 4 de outubro de 2009

Nosso jantar especial

De todas refeições que fizemos para comemorar os nossos aniversários, a que mais gostei foi um jantar que o Marcel preparou para nós dois.
Ele foi pela manhã ao mercado central para comprar os ingredientes principais do jantar: peixe e frutos do mar.

Para a entrada, Ceviche de linguado - filé de peixe (use peixe de carne branca, o mais fresco possível) cortado em cubos grandes, temperado com suco de limão, pimenta vermelha, cebola roxa, coentro, sal marinho e um fio de azeite. Bebi todo o Leche de tigre à colheradas.


Depois o Marcel serviu a Salada de lagosta - pepino japonês em cubos, tomate cereja, mexerica, lagostas cozidas no vapor (metade foi cortada em cubos e misturada ao pepino e tomate) com molho de salsa, um toque de alho cru, suco de limão, azeite e flor de sal. A lagosta estava cozida à perfeição e combinou muito bem com o molho.


Para o prato principal, Gambas al ajillo (ou seria Camarão pil pil?) - muito alho e pimenta defumada "cozidos" em azeite abundante, camarão cozido lentamente nesta gordura e flor de sal. Para não perder este azeite perfumado, fatias de pão.


Acompanhamos o jantar com um Chablis Jean-Paul Sellès 2006. Um vinho simples. Simples demais para estes pratos.



Postado por Nina Moori.

sábado, 3 de outubro de 2009

Mooncake Festival

O Festival de comemoração de Meio de Outono (Mid-Autumn) é celebrado hoje (03 de outubro) pelos chineses. O mooncake é o símbolo desta data porque representa a Lua Cheia. No dia de comemoração, estipulado conforme o calendário Lunar, os chineses acreditam que a lua estará mais redonda e brilhante).


Pode ser recheado com pasta de feijões ou pasta de semente de lotus (no caso desta foto), mas normalmente tem uma gema no centro (representação da lua cheia).



Quanto ao sabor, tem doçura discreta, textura densa e a gema parece ser levemente salgada. Diria que tem gosto de cultura milenar. Mais do que gostar ou não do sabor, é necessário compreender o valor que o Mooncake tem na cultura chinesa.

Postado por Nina Moori.