quinta-feira, 30 de abril de 2009

Odfjell

Uma pena que chegamos tarde à Odfjell. Já estavam no fim do expediente e tivemos que acelerar o ritmo da visitação. Ainda assim, Claudia Yaksic foi muito atenciosa e paciente.




Na degustação, uma ótima novidade: Orzada Malbec 2006 orgânico. Com tipicidade diferente dos potentes Malbecs argentinos, mais delicado e elegante.



Para compensar, o pôr-do-sol ilustrou um belo cenário para terminar o dia.




Postado por Marcel Miwa.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Virada Cine-Gastronômica

A Virada Cultural 2009 ocorrerá neste final de semana (2 e 3 de maio) na cidade de São Paulo.
No HSBC Bela Artes, acontecerá a Virada-Cine Gastronômica, com sessões de filmes com referências gatronômicas, intercaladas com degustações inspiradas nas histórias das películas.



Postado por Nina Moori.

Donde Augusto

Este é o principal restaurante do mercado central de Santiago, ao menos é o que os guias turísticos escrevem. De fato, se considerarmos o tamanho, ele ocupa pouco mais da metade do pátio central do mercado.
Como inicialmente queríamos conhecer o mercado, atravessamos a barreira de uns seis garçons oferecendo uma mesa. Após uma rápida volta, agimos como bons turistas e aceitamos a oferta de um dos atendentes.


O Couvert era simples, no melhor estilo "belisque algo enquanto o prato não está pronto".


Como estávamos com fome e pouca paciência, pedimos logo o Jardim de frutos do mar, o suficiente para duas pessoas e trazia um pouco de cada uma das iguarias típicas do país.


Os exóticos macha, loco (abalone) e picoroco.


Valeu pelo exotismo destes três. O restante estava longe de entusiasmar. Lulas duras, vieiras com gosto de milho cozido, mariscos com pouco sabor...
Ah, o vinho ainda ajudou a ter uma visão mais otimista do almoço. Aromas intensos, acidez vibrante e álcool domado, ótimo.



Postado por Marcel Miwa.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Antiyal

Foi de longe a melhor visita à bodegas que fizemos. Antiyal é um projeto pessoal do enólogo Alvaro Espinoza (foi enólogo da famosa Santa Rita e encabeçou alguns dos principais projetos de produção de vinhos orgânicos no Chile - Viña Carmen e VOE) e sua esposa Marina Ashton.



Marina nos recebeu de forma muito atenciosa e explicou os conceitos da biodinâmica que praticam: os compostos, a noção de sustentabilidade dos recursos utilizados da propriedade, o incremento da biodiversidade no vinhedo, seja com animais (alpacas, cavalos, galinhas, patos, cachorros, etc), seja com outras plantas (na segunda foto, as amendoeiras).




Duas passagens interessantes:
1. Indaguei sobre a fermentação, se utilizavam leveduras comerciais. Marina fez uma pausa e, como se lembrasse de algo, pediu licença. Voltou com três pacotes metálicos e explicou que no começo do projeto, até cogitavam utilizá-los. No entanto, as fermentações que estavam se desenvolvendo naturalmente estavam dentro dos padrões desejados. Só para ter certeza, verifiquei os tais pacotes metálicos de levedura que estavam com a validade vencida desde o início de 2008.
2. Como já estávamos no fim da primeira semana de abril e as videiras ainda carregavam seus cachos, indaguei sobre a data da colheita, se não estava muito tardia. Mais uma vez, a resposta surpreendeu. Marina afirmou que já haviam feito uma colheita parcial em 04 de abril e a próxima seria em 12 de abril, afinal nesses dias a Lua estava em Touro, signo da Terra e, por isto, as uvas expressariam melhor o caráter do Terroir.
Quanto aos vinhos, começamos com o Kuyen 2006. Antes de provar o Antiyal, se mostrava um ótimo vinho, estilo mais potente, cheio de taninos bem polidos, longo, mas algo estava faltando. Quando degustamos o Antiyal 2006, as coisas ficaram mais claras. Aqui sim encontramos o retrato do Terroir, onde a biodinâmica aparece. Um vinho complexo, elegante, mineral e ainda com grande potencial de guarda. Sem mais adjetivos.
Já estávamos satisfeitos e prontos para seguir para a próxima vinícola, quando Marina afirmou que ainda tinha uma surpresa. Um 100% Carmenère que Espinoza identificou como um lote especial e engarrafariam desta forma. Pediu desculpa pela ausência de rótulo, bem como de nome e nos ofereceu uma taça. Prefiro não descrevê-lo, pois degustei o momento, não somente o vinho.



Postado por Marcel Miwa.

domingo, 26 de abril de 2009

Miraolas & Baco Vino y Bistro

Dois bons restaurantes de Santiago.
Cheguei ao Miraolas por indicação de F. Não há o nome da casa na fachada, tampouco encontrei o número do estabelecimento. Ainda bem que F. havia me passado o endereço completo.


Considerando a especialidade em frutos do mar, começamos com a Sinfonia de frutos do mar (anéis de lula empanados, ceviche, camarão empanado e machas gratinadas) - todos frescos e saborosos, mas confesso que, indo contra a tradição chilena, acredito que as machas são melhores sem queijo, pois possuem sabor e textura muito delicados.


O único prato que ficou num nível abaixo, foi a Salada. Com folhas de rúcula grossas e um pouco ressecadas.


A Reineta (sabor parecido com a cavala) estava muito fresca e saborosa. Não fui muito feliz na escolha do molho de Almejas e espargos (a textura à base de amido de milho o deixou muito viscoso).


O Congrio com manteiga clarificada e salsa foi um dos melhores peixes que provamos na viagem. Sabor e textura impecáveis.


O vinho Santa Ema Sauvignon Blanc 2008 era simples, com teor alcoólico um pouco acima do ideal.


Já ao restaurante Baco Vino y Bistro (Nueva de Lyon 113, Local 6 - Providencia), chegamos por mais uma boa indicação da revista Wain. Além dos pratos, chamou a atenção o ótimo serviço, o que foi raro durante a viagem.


Começamos com Rilette canard e Terrine basque (porco), ambos bons e bem condimentados.



As entradas foram acompanhdas por taças de Anakena Viognier 2007 e Villard Pinot Noir 2007, ambos honestos.



O Cassoulet estava ótimo. Apenas achei um pouco pequeno.


O Steak tartar estava no mesmo nível, com tempero equilibrado.


Os pratos principais foram acompanhados por Tabali Reserva Syrah 2007, um pouco quente e pesado demais para acompanhar a comida.


De sobremesa, pedimos os excepcionais sorbets, de Frutos del bosque e Limón de pica, que chegaram em taças congeladas.



Finalizamos a refeição com um dos poucos espressos bons de Santiago.



Postado por Marcel Miwa.

sábado, 25 de abril de 2009

Blooming tea 335

Mais um regalo trazido de Santiago. Adquirido na loja Whittard of Chelsea (que distribuem a marca Zoe!), esta infusão é composta por crisântemo e folhas de chá verde silver needle (procedente da China).




Os aromas mais intensos são do crisântemo com leve toque de jasmin. Os finos taninos proporcionam um ótimo corpo que, juntamente com a doçura delicada, a tornam uma bebida equilibrada.



Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

Leonardo Tempranillo 2005



Este vinho entra na mesma faixa de preço deste. Mas é mais honesto.

Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Cordilheira dos Andes e algumas águas


Estas são algumas fotos que consegui fazer da Cordilheira dos Andes.
A água provinda do degelo dos Andes foi fundamental para a fixação da população chilena e argentina (Mendoza) neste ambiente de clima hostil.


Através de uma extensa rede de barragens e canais, as populações que vivem próxima à cordilheira conseguem suprimento perene de água.


Contraditoriamente, das melhores águas que provei, apenas uma era captada do degelo (Eco de los Andes). As águas mais populares possuem textura oleosa e poucos minerais, daquelas águas que se bebe, bebe... e não se mata a sede.

Estas foram as top 3:

Eco de los Andes, Tunuyán - Argentina. Interessante a chancela da EAS (Escola argentina de sommeliers) no rótulo.



Puyehue, Osorno - Chile. De origem vulcânica, a fonte pertence a um complexo que abriga um Resort.



Porvenir, Casablanca - Chile. A melhor relação preço X qualidade X disponibilidade.

Postado por Marcel Miwa.

Galette rustique

Este dia eu não queria sair para comer. Mas também não queria preparar nada muito complicado. Dei uma olhada na geladeira: alguns queijos, peito de peru e sálvia fresca, acrescentando as cebolas e os tomates que estavam na cesta, estava parecendo um recheio de torta. Então fiz uma torta.
Aqui eu havia feito a versão doce com maçã.



Galette rustique (salée):
Pâte brisée:
240g de farinha de trigo
140g de manteiga gelada
2g de sal marinho
50g de ovo caipira (1 ovo médio)

Recheio:
2 cebolas grandes julienne
160g de peito de peru fatiado
40g de queijo fundido com páprika (catarinense)
50g de queijo semi curado (portguês) ralado
2 tomates maduros fatiados
folhas de sálvia fresca
azeite extra virgem
sal do (deserto) Atacama

Peneire farinha de trigo e sal. Una a manteiga. Amasse até obter uma farofa. Una o ovo. Forme um disco, embrulhe em filme plástico e gele por trinta minutos.
Refogue a cebola até dourar. Esfrie e reserve.
Abra a massa em formato redondo. Disponha sobre uma placa, espalhe a cebola (deixe uma borda de três a quatro dedos de massa), peito de peru, queijos, tomate, sálvia, azeite e sal do Atacama. Dobre a massa sobre o recheio, formando um ninho.
Asse à 190ºC por 35 minutos.
Polvilhei com Parmigiano-Reggiano antes de servir a Galette bem quente.

Dúvida sobre os pesos e medidas dos ingredientes? Clique aqui.

Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Hacienda Los Haroldos Malbec 2006


Alcoólico para o ralo corpo, madeira e frutas vermelhas em compota (elas de novo).
Ando sem muita sorte com os vinhos do dia a dia.

Postado por Nina Moori.

La Chocolatine - Chile

Este post inicia uma série sobre a minha viagem ao Chile e à Argentina (Mendoza).
Decidimos fugir das indicações dos guias de viagens e resolvemos comprar algumas revistas locais. Numa destas (Wain) encontramos uma matéria sobre lugares para se tomar café da manhã. A proposta francesa nos soou mais atrativa.



A Boulangerie La Chocolatine foi uma daquelas experiências memoráveis. O ambiente despojado somado ao honesto preço equivalente à R$8,00 não nos indicaria tamanha qualidade, dos pães. O espresso, assim como na grande maioria do Chile, estava bem ruim, extra lungo, grão muito tostado e queimado. Mas quando chegou a vez dos pães, nos entusiasmamos! Aparência, aroma, temperatura e textura invejáveis. Seguramente um dos melhores que já comi.




Tão bom que nem mesmo os mais de 15km. de distância em relação a onde estávamos e o péssimo tráfego de Santiago nos impediu de fazer mais uma visita antes de embarcar de volta.
E, claro, tive que trazer um pão para a Nina.


pão de nozes degustado com azeite de avelã e sal do Atacama

Postado por Marcel Miwa.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Rosso Bianco



Semana passada, em Jundiaí, fomos conhecer o Rosso Bianco (rua Conrado A. Offa, 535. Chácara Urbana), um empório de produtos gourmet, lojas de vinho multimarcas e espaço para eventos.
Pela qualidade dos produtos escolhidos (cafés, chocolates, especiarias, azeites, queijos e vinhos), desejamos que este formato de empreendimento prospere cada vez mais.




Na inauguração, alguns dos fornecedores/parceiros estavam presentes oferecendo uma pequena degustação dos produtos dos seus portifólios. Bom para o estabelecimento, para os fornecedores e para os visitantes.



Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.