segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Réveillon

Alguns alimentos e bebidas típicas da comemoração nipônica no Brasil durante a passagem de ano:
Kaigamochi (um formato especial para o moti, com consistência puxa-puxa, tem o significado de vida longa - consumido em ensopados quentes ou grelhado)

Nishime

Sekihan (feito com arroz motigome, um arroz mais grudento e, quando socado, torna-se "elástico" = vida longa e feijão tipo azuki, servido com gergelim preto e sal)

Soba

Sake quente (com este calor que faz no Brasil recomendo o gelado)

Sake gelado (serve-se neste recipiente "Massu", até transbordar - significa fartura. Não precisa degustar esta bebida com sal, o uso dele é apenas simbólico, serve para afastar os maus espíritos.)

Saikirinha (uma mistura da brasileiríssima caipirinha com frutas consumidas no réveillon: a caipirinha é um "drink montado", não deve nunca ser sacudida no shaker e nem liquidificada ao confeccionar, a fruta é levemente esmagada com açúcar, coloca-se gelo e cachaça, neste caso sake por cima; ao degustar, é que misturamos) de lichia

Saikirinha de romã

Ótimo 2008 para todos que visitam este blog!
Postado por Nina Moori.

Chiffon cake de goiaba

Outro dia li em um blog sobre um bolo chiffon de goiaba...fiquei super curiosa quanto à confecção dele. Usei uma receita minha adaptada e deu certo!


Chiffon cake de goiaba:
142,5g de farinha de trigo
6g de fermento químico
1g de sal
170g de açúcar
60ml de óleo de girassol
3 ovos caipiras
120ml de suco de goiabada concentrado
gotas de corante vermelho
50g de açúcar
Peneire juntos, a farinha, o fermento e o sal. Reserve.
Bata as gemas e o primeiro açúcar até clarear e ficar fofo. Junte o óleo em fio, batendo sempre. Acrescente o suco de goiaba e bata. Acrescente gotinhas de corante (opcional).
Agregue os ingredientes secos, misturando com cuidado.
Monte as claras em neve, adicionando o segundo açúcar. Incorpore na mistura anterior.
Coloque em forma de bolo inglês grande forrada com papel manteiga ou redonda de fundo falso.
Asse à 190ºC por 25 minutos. Desenforme e deixe esfriar. O bolo cresce bem e fica super leve.
Servi o bolo puro, mas com um recheio de goiabada em pasta ou mascarpone levemente montado com açúcar ficaria melhor!


Dúvida sobre os pesos e medidas dos ingredientes? Clique aqui.

Postado por Nina Moori.

domingo, 30 de dezembro de 2007

Figo-da-índia

O Marcel comprou esta fruta por curiosidade. Nem sabíamos como consumir!
Por isso, espetei o dedo ao guardar a fruta na cesta: cheia de espinhos minúsculos (nos pontinhos pretos) em toda a casca, o ideal é manipular esta fruta com um luva ou pinça.
O figo-da-índia é o fruto de origem mexicana que nasce em cacto. Este cacto é conhecido no nordeste brasileiro como palma forrageira ou palma. Por acumular muita água, é utilizada como forragem para os animais nesta região do país.
Hoje é produzido também na cidade de Valinhos, interior paulista.
Pode ser consumido ao natural, em geléias e compotas.
Para consumir, segurei com uma pinça de inox e queimei os espinhos na chama do fogão, parti ao meio com auxílio de uma faca e retirei a polpa com uma colher. A polpa possui muitas sementinhas. Achei o sabor desta fruta parecido com o mamão papaia, porém mais suave.


Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Cantina Brasiliani

Este restaurante havia sido recomendado pelos autores do Brincando de Chef.
As massas servidas são feitas pelo dono (que por sua vez aprendeu com sua mãe). O antepasto é delicado e saboroso (esqueci de tirar a foto). Os molhos que provamos forma: sugo (com tomate de verdade) e pesto de rúcula (bom). Pedimos filet mignon com cogumelos (carne macia e saborosa) e uma porpeta (minúscula). Para sobremesa, escolhemos a Pastiera di grano napolitana (muito boa - recomendo pedir para dois, pois é grande).
As porções são individuais e o preço é honesto!
Caso vá à Cantina Brasiliani no final de semana recomendo chegar cedo.




Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Vertical Caballo Loco

Na última edição da revista Gula (12/2007), saiu a matéria sobre a degustação vertical (mesmo vinho de várias safras diferentes) do vinho Caballo Loco da Valdivieso (Chile). Tive o prazer de participar desta degustação. Este tipo de degustação é muito didático para mostrar o poder de envelhecimento do vinho, a diferença nas condições de safra e estilo dos enólogos.
Uma das curiosidades deste vinho é que não é safrado, cada ano o vinho é produzido com um blend da safra atual com a safra anterior. Por exemplo, o nº6 foi feito com vinhos da safra 2000 e 2001; o nº7 com vinhos da safra 2001 e 2002, e assim por diante...
Outra curiosidade é a evolução “alcoólica” dos rótulos, o nº1 possuía 12,5%; o nº4, 13,5%; o nº8, 14% e o nº9, 14,5% de álcool. Aquecimento global ou o gosto do consumidor...?
O último fato curioso é que nem a vinícola tinha em seus estoques o nº1 e o nº2, tiveram que comprar de um colecionador britânico, pagando valores “de colecionador”.
Meus favoritos foram o nº1, nº4 e nº9. Todos eram muito elegantes, com boa complexidade e tipicidade chilena (eucalipto e frutas muito maduras).




Postado por Marcel Miwa.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Cava do nosso Natal

Cava é o espumante produzido na Espanha.
Esta cava apresentou perlage fina, acidez alta, baixo teor alcoólico (11,5%), aromas de hortelã, borracha, madeira e massa madre de pão italiano.
Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

Pandoro


Esta receita foi um verdadeiro achado! Para quem quiser a receita entre do blog da Laurinha ou da Laila.
A forma ideal para é em forma de estrela, mas da falta, usei uma redonda...e o meu Pandoro ficou com aparência de Panettone!
A massa fica bem amarela, o sabor da manteiga adocicada! Este "pão" leva muito tempo fermentando, precisa de paciência, ma compensa no final!
Estes micros pontinhos pretos são da fava de baunilha que acrescentei.

Postado por Nina Moori.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Almoço de Natal

Peru feito pelo Marcel: castanhas, batata e mini cebolas.


Temaki da minha mãe: tudo separado (cada um monta o seu). Pepino, pasta de umeboshi, takuan, natô, tamago-yaki, cenoura ralada, robalo em tiras, arroz e nori.









Postado por Nina Moori.

Ceia de Natal

O Marcel e eu passamos a ceia de Natal na casa de C.E.

Mesa da ceia de Natal

Um dos aperitivos servidos pelo anfitrião

Damasco recheado

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Quarta Harmonização Virtual

Nesta quarta edição da harmonização virtual, A Rafaela e o Cláudio sugeriram que fizéssemos com um vinho tinto e um de sobremesa.
Os escolhidos da vez foram: o português Vinha do Alqueve 2003 e o chileno Tabalí 2005 late harvest muscat. Para harmonizar: Couscous com cordeiro e Torta de nectarina.

Couscous com cordeiro:
(duas porções)
400g de carne de cordeiro (peso líquido sem osso) em cubos de 4 cm
2 colheres de sopa de óleo
1 cebola fatiada
1 dente de alho picado
3 tomates sem pele e sem semente em cubinhos
sal
pimenta do reino
1/3 colher de chá de tomilho seco
1 folha de louro pequena
1/3 colher de chá de páprica
1 cenoura em cubos de 1,2 cm
1/3 de pimentão vermelho em pedaços quadrados de 1,2cm
1 abobrinha italiana em cubos de 3,8cm
250g de grão de bico cozido (cerca de 1 xícara)
salsa picada
140g de couscous instantâneo (1 ¾ xícara) – costumo usar da marca Ferrero ou Tipiak
1 colher de sopa de manteiga sem sal
Carne:
Doure a carne do cordeiro em óleo (faça em 2-3 porções). Retire da panela e reserve num pote.
Acrescente a cebola e alho na panela, refogue. Volte a carne (com o suco que depositou no fundo do pote). Junte tomate, ervas e duas xícaras de água quente. Adicione um pouco de sal (½ colher de chá) e páprica. Tampe e deixe cozinhar em fogo baixo por 1 ½ h ou até ficar tenro.
Junte cenoura e pimentão, cozinhe até amaciar os legumes. Se necessário adicione água (sempre quente, para não parar a cocção).
Adicione a abobrinha e o grão de bico. Cozinhe até amaciar a abobrinha (sem perder a forma). Corrija o sal, adicione pimenta do reino preta a gosto.
Couscous:
Ferva duas xícaras de água. Junte a manteiga e ½ colher de chá de sal. Desligue, junte o couscous, misture e tampe. Após 5 minutos. Mexa com auxílio de garfo.
Montagem:
Coloque o couscous em uma tigela rasa e espalhe o cozido de carne por cima. Polvilhe com salsa picada. Regue azeite extra virgem.

Torta-bolo de nectarina:
(três porções)
400g de nectarina madura (cerca de 4 unidades grandes)
2 colheres de sopa (rasa) de açúcar refinado
Cobertura:
¾ xícara de farinha de trigo
0,6 colher de chá de fermento químico
½ colher de chá de semente de papoula (opcional)
3 colheres de sopa (rasa) de açúcar refinado
¼ de tablete ou ¼ xícara de manteiga sem sal gelada em pedacinhos
½ ovo (abra um ovo inteiro, misture com um garfo apenas para dissolver e divida)
62ml (1/4 de xícara)de leite
1 colher de chá de açúcar de confeiteiro (opcional - para polvilhar)
Aqueça o forno à 180ºC.
Unte um refratário (que possa ir ao forno) ou potinhos individuais (ramekins) com um pouco de manteiga.
Descasque as nectarina e corte cada uma em seis gomos (descartando os caroços). Leve ao fogo com o açúcar e um pouco de água (1/2 – 1 colher se sopa). Cozinhe por uns 5 minutos, ou até dissolver o açúcar (não deixe as frutas se desfazerem). Espalhe sobre o refratário (1/3 da altura do recipiente). Reserve.
Misture o leite e o ovo com um garfo. Reserve.
Peneire a farinha, adicione o açúcar, a papoula e misture. Junte a manteiga e misture com auxílio de garfo ou ponta dos dedos até obter uma “farofa”. Adicione a mistura de ovo e misture rapidamente.
Espalhe sobre as nectarinas com auxílio de colher (até 2/3 da altura do recipiente). Asse por 30-40 minutos ou até que a cobertura fique dourada e cresça.
Sirva morna polvilhando açúcar de confeiteiro.


Impressão do Marcel: Achei que o tinto português já havia passado do seu apogeu. Aromas evoluídos, acidez marcante, um pouquinho de a.v. (vinagre), corpo leve, taninos finos em pouca quantidade e aromas mais evidentes de madeira, balsâmico e frutas vermelhas ácidas. Quanto à harmonização, como o peso do prato era muito maior que do vinho, a solução foi dar pequenas garfadas e goles maiores. Dessa forma, os dois se neutralizavam, porém não havia sinergia, além do vinho acidificar na boca.
O vinho de sobremesa chileno apresentava aromas mais evidentes de pêssego e maracujá, além de um pouco de mel. Na boca, uma agradável surpresa, a acidez muito presente e equilibrada com a doçura, fato raro entre os Late Harvests do Novo Mundo. Vinho excelente. Quanto à harmonização, achei excepcional. O vinho pode ser considerado como uma calda complementando a sobremesa. Houve equilíbrio de peso entre os dois, a acidez de ambos não os deixavam enjoativos, e o mais requintado: ocorreu uma equivalência aromática.

Impressão da Nina: na minha opinião não ocorreu harmonização do Vinha do Alqueve com o Couscous, o peso aromático do prato ultrapassou de longe o vinho. Teria sido melhor com uma vitela.
Sempre procuro os vinhos de sobremesa nas feiras e degustações de vinhos, não é comum encontrar algo com preço acessível que me agrade (uma vez que imagino o vinho harmonizando com as minhas “queridas” sobremesas). Fiquei feliz com a harmonização do Tabalí Late Harvest (doçura e acidez alta) e da Torta de Nectarina, pois houve uma repetição dos aromas.
Entrem no Le Vin au Blog (Couscous e Torta-bolo) para ler sobre as impressões desta harmonização.


Dúvida sobre os pesos e medidas dos ingredientes? Clique aqui.

Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

Restaurante Aspargus

Este restaurante serve comida natural em sistema self-service. Frequentado não só pelo público vegan, oferece cerca de 40 variedades de saladas e pratos quentes. O buffet inclui sobremesas e sucos naturais. A carne de frango é servida diariamente e a carne de peixe, às sextas-feiras.
Para quem acha que comida vegan é sem graça, este restaurante localizado na avenida Paulista (nº 352 - loja interna, tel 3287-5398) prova que a alimentação natural pode ser agradável, saborosa e ter um visual atraente.

Buffet frio

Buffet quente

Sobremesas

Sopa creme de ervilha e mini pão integral de aveia

Meu prato de saladas

Primeiro prato quente (ravioli 4 queijos, lasanha de shiitake, quibe assado recheado, trouxinha de legumes e batata doce com pimentão e ovo)

Segundo prato quente (bacalhau cremoso, couve manteiga salteada e espetinho de carne de soja e pimentões)

Maçã assada caramelada (mascavo) na sobremesa.
Segunda à sexta: 11h30 às 15h e domingo: 12h às 15h. Não abre aos sábados. O buffet aos domingos custa R$15,00 (nos dias de semana acho que R$14,00, mas não tenho certeza).
Postado por Nina Moori.

Pato com hoisin sauce

O pato foi temperado com sal e pimenta preta. Assado por 35 minutos à 180ºC. Cortado em pedaços e frito na própria gordura (que soltou na assadeira durante a primeira cocção). Servido só com molho hoisin (à base de soja fermentada, vinagre, açúcar, alho e pimenta)!

Postado por Nina Moori.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Bolo de fubá e abacaxi


Faz muito tempo que não me deliciava com um simples bolo de fubá! Para um aroma a mais, uni abacaxi.

Bolo de fubá e abacaxi:
2 cup de açúcar
4 ovos
1 cup de água (ou leite)
200ml de óleo de girassol
1 cup de farinha de trigo
2 cup de fubá
1 tbsp de fermento químico
Abacaxi:
1 tbsp de açúcar
1 cup de água
200g de abacaxi em pedaços médios
5ml de rum
ou use 200g de abacaxi em calda drenado
Cozinhe o abacaxi em água, açúcar e rum até amaciar. Não deixe desmanchar. Escorra bem e deixe esfriar. Guarde a calda para servir com o bolo pronto.
Bata as gemas com açúcar e óleo até obter uma mistura clara e fofa. Junte água e misture bem. Acrescente os ingredientes secos peneirados juntos. Agregue as claras em neve. Una os pedaços de abacaxi passados na farinha (isso evita que as frutas afundem na massa ao assar). Pode espalhar alguns pedaços por cima da massa já na forma.
Coloque em forma furada grande untada com óleo e polvilhada com fubá.
Asse à 180ºC por 40-50 minutos ou dourar.
Sirva quente, morno ou frio com a calda à parte.

Dúvida sobre os pesos e medidas dos ingredientes? Clique aqui.

Postado por Nina Moori.