quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Soba com molho de carne moída e shimeji

Um prato feito pela minha mãe! Nos dias quentes, gelado ou morno e no frio, quente.

Soba com molho de carne moída e shimeji:
macarrão tipo soba (coreano)
pimenta vermelha em pó
nori em tiras (folhas de alga)
cebolinha picada
Caldo:
shoyu
kombu
mirim
sake
água
sal
dashi
Molho de carne e shimeji:
alho
gengibre
carne moída
shimeji
sal
shoyu
óleo

Cozinhe o kombu em tiras largas (alga) em água, em fogo baixíssimo, até amaciar. Junte os outros ingredientes do caldo. Se desejar servir gelado, coloque sobre água e gelo.
Refogue alho e gengibre fresco em óleo, junte carne moída e shimeji e cozinhe. Tempere.
Enquanto isso, ferva água, coloque todo o soba de uma vez só na panela. Quando levantar fervura novamente conte 4 minutos. Escorra imediatamente e lave sob água corrente.
Montagem: Coloque o soba em uma tigela de serviço individual, coloque o molho de carne e shimeji por cima, um pouco de cebolinha, caldo de shoyu e kombu. Sirva com nori e pimenta vermelha em pó.
Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Cerveja do carteiro

A Kwak é uma cerveja belga muito saborosa, bem acima da média. É produzida pela mesma cervejaria responsável pelas cervejas mais famosas Deus e Tripel Karmeliet.

Destaque para o copo em que é servida: na era napoleônica, o cervejeiro Pauwel Kwak desenvolveu este copo para que seu carteiro pudesse beber cerveja sem que abandonasse a carroça de serviço. Uma vez que era proibido abandonar a carroça ou o cavalo durante o serviço. Este copo permitia o transporte seguro da sua cerveja. No site, tem um pequeno vídeo ilustrando o uso do copo.
Postado por Marcel Miwa.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Defeitos de pães

Noto que muitas pessoas têm receio de fazer pão em casa e, muitas vezes desanimam na primeira vez que erram. Listei alguns defeitos comuns em pães e enumerei possíveis causas (sendo a primeira a mais provável).
Crosta pálida: falta de açúcar; forno frio; excesso de descanso.
Crosta grossa: massa dura; tempo de cocção excessivo; falta de vapor.
Crosta escura demais: excesso de açúcar; forno quente; pouco crescimento.
Falta de volume: falta de “sova”; massa forneada antes da hora; modelagem muito apertada; forno frio; forno quente; pouco descanso; excesso de fermentação final.
Falta de crescimento no forno: excesso de fermentação final; massa mole; temperatura alta na cocção; excesso de descanso.
Pão achatado: excesso de fermentação final; pouco descanso; massa mole.
Miolo muito denso: massa forneada antes da hora; massa muito dura; pouco descanso.
Massa pegajosa: excesso de “sova”; excesso de açúcar ou líquidos; excesso ou carência de sal.
Miolo frágil: uso abusivo de melhoradores; falta de gordura; falta de açúcar.
Miolo com buracos excessivos: excesso de gordura na máquina; fermentação falha (excesso ou carência); falta de gordura na massa.
Fermentação lenta: ambiente frio; fermentação falha; fermento inadequado; excesso de sal ou açúcar.
Sabor alterado: sal em excesso ou carência; fermentação inadequada; receita desequilibrada.
Amolecem demais depois de assados: temperatura alta na cocção; massa forneada antes da hora; excesso de açúcar.
Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Bar Leblon


No último fim de semana, visitamos o bar Leblon (rua Bela Cintra, 483). Este bar segue o estilo dos "botecos chics" de São Paulo, com a diferença de estar localizado em uma região menos comum (pelos menos para nós), o bairro Consolação (centro).
O maître já conhecíamos, sr. Aílton, ex-gerente do bar Filial (Vila Madalena). Somos suspeitos para comentar o serviço, pois sempre foi muito atencioso conosco.
Os frequentadores são mais ecléticos que os da Vila Madalena, há uma mistura de várias tribos.
O chopp segue a mesma qualidade dos bons botecos que servem Brahma, com a vantagem de ser um pouquinho mais barato.
Gostamos da decoração: entrada com uma grande porta de vidro, paredes de ladrilhos (imitando a calçada do Leblon), um grande painel com foto do Pão de Açúcar, mesas e cadeiras altas (que prejudicam um pouco as costas) na entrada e mesas baixas no fundo (aparentemente mais confortáveis).


Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

Pão australiano

Faz tempo que procuro uma boa receita de pão australiano. Já havia testado algumas, mas sem sucesso...
Dias atrás vi esta receita no Cinara's Place. Segui a receita dela, mas sovei na mão (acrescentando só um pouco de farinha de trigo).
O resultado: um pão cheiroso e macio.

Postado por Nina Moori.

Aloe Drink


No final de semana fui novamente ao restaurante Il Mi Jun (cozinha coreana) no bairro do Bom Retiro. Saindo de lá, entrei no mercadinho ao lado para comprar sorvete coreano (desta vez experimentei o de cacau - quase amargo, excelente, e o de feijão branco - muito bom). Enquanto me refrescava com o sorvete, dei uma olhadinha nos produtos à venda: diversos molhos com pimenta, pães, conservas, biscoitos, salgadinhos, sucos e, Aloe Drink.
Lembrei que o Marcel me disse que seu avô bebia banchá quente com pedacinhos de aloe vera (ou Babosa! sim, aquela que é muito utilizada em produtos cosméticos).
Apesar de não achar a bebida muito atraente, resolvi levar movida pela curiosidade.
A garrafa de plástico tem uma cor um pouco "radioativa", mas o líquido é bem claro (quase cor de limonada) e com pedacinhos de aloe vera (não é ruim, achei que seria gosmento, mas era mais parecido com um suco de laranja não coado). O sabor, eu não soube identificar, me lembra muito o daquelas gelatinas de konnyaku, um pouco doce demais (com gelo melhora). Descreveria como uma bebida curiosa!

Postado por Nina Moori.

domingo, 25 de novembro de 2007

Drake's

Duas boas opções de sanduíches no Drake's: "Sanduíche de frango" (frango desfiado, cenoura ralada, tomate, rúcula e molho de maionese com mostarda em grão) e "sanduíche de pernil" (pernil adocicado assado desfiado, vinagrete e rúcula). Ambos acompanhados de chips de batata doce.


Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Salmão curado do Marcel

Nestes dias, o Marcel estava bem inspirado para cozinhar várias comidinhas gostosas!
Esse salmão ficou incrível: textura macia (praticamente se desfazendo na boca) e sabor incomparável. Só experimentamos puro, cortado em fina fatias, mas ainda pretendo degustar com torradas, pães, cremes e, quem sabe para finalizar uma massa alho e óleo.

Salmão curado do Marcel:
1 banda de salmão bem fresco com pele e sem espinha
sal marinho
açúcar mascavo
semente de erva doce
semente de coentro
pimenta preta quebrada
Faça uma mistura com 50% sal e 100% de mascavo. Junte as sementes e a pimenta a gosto.
Espalhe sobre o peixe (passe um pouco do lado do couro) limpo e seco. Coloque num recipiente plano (do tamanho do peixe, não use muito grande).
Cubra com filme plástico (duas camadas) ou saco plástico de cozinha. Coloque peso sobre o peixe (pode colocar uma assadeira um pouco menor que o recipiente do peixe e o peso em cima). O Marcel utiliza sacos (2kg) de feijão cru como peso.
Coloque na geladeira por pelo menos 2 dias. Fique de olho para não salgar em excesso (é natural soltar a água do peixe, uma salmoura).
A textura deve ficar bem mais firme comparada à do peixe fresco.
Lave em água corrente e seque bem com papel toalha. Conserve em geladeira embrulhado em filme plástico.

Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Omelete de haná-nirá

Haná-nirá é conhecido no Brasil por flor de alho. Tem sabor parecido com o alho, mas com menos agressividade. Usado na culinária japonesa em refogados e omeletes.
Esta omelete foi feita pelo Marcel no jantar de ontem.

Postado por Nina Moori.

Minhas novas descobertas

Na última vez que fui ao Tortula experimentei duas cervejas que ainda não conhecia. acredito que são novas no mercado nacional.
A Hoegaarden Witbier-Bière blanche é belga e produzida a partir de trigo maltado. Entram também na sua composição: sementes de coentro e zeste de laranja. Ela é turva como uma weiss, porém é bem mais pálida (quase branca - daí o nome que recebe). É uma cerveja muito refrescante com corpo bem leve e muito aromática (muitas frutas, principalmente banana e lichia, é quase uma gewürz das cervejas). Acredito que deve harmonizar bem com alguns pratos da culinária asiática, inclusive peixes (por ser muito aromática e não tolerar combinações com bebidas com teor alcoólico um pouco mais alto).

A Kriek Belle-Vue é também de origem belga, porém seu processo de elaboração é diferente: produzida a partir de fermentação espontânea, isto é, com leveduras selvagens, a cerveja é envelhecida em barris de carvalho e, nesta etapa, entra em contato com cerejas frescas. O resultado final é uma cerveja com maior acidez, sabor acentuado da cereja e gaseificação mais sutil (comparada às outras cervejas). É muito intensa para degustar pura, aconselho acompanhar com uma ratatouille ou um torta de maçã. Prefiro esta cerveja (que também é vedada com rolha) a muitos espumantes rosés, uma vez que não apresenta tanta doçura quanto alguns exemplares destes vinhos.
Postado por Marcel Miwa.

Snacks de banana

Com bananas de verdade! Mas salgadas em excesso...

Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Terceira Harmonização Virtual

Realizamos a terceira harmonização virtual entre blogs. Os amigos do Le Vin au Blog indicaram o vinho Salton Classic Gewürztraminer 2005 (para mais informações sobre o vinho, passem no Le Vin au Blog). Nós pensamos num prato que combinasse teoricamente com este vinho: Robalo grelhado sobre ninho de legumes.
Na primeira edição, harmonizamos o vinho Pascual Toso Reserve Malbec 2004 com um delicioso Steak au poivre vert. Na segunda vez, uma garrafa de Gran Feudo Crianza 2003 foi combinada com Costelinhas de porco com molho barbecue e legumes salteados no alho.
Nesta etapa, contamos (nós e a Rafaela e o Claudio do Le Vin au Blog) com mais participantes: a Lilian do Everthing in the season, a Andreia e Rodrigo Rosa, a Cleusa e o Gerson, Eliana e Arthur e o Carioca do Expressa-mente. Entrem nos blogs da Rafela e do Claudio, da Lilian e do Carioca para conferirem as impressões deles.
Impressão do Rodrigo e da Andreia: Prato muito gostoso, nunca tinha experimentado robalo e achei muito bom, carne firme. Caiu muito bem com o vinho, bem escolhido, complicado de encontrar essa safra 2005, mas encontrei...rs. Cor bem amarelada, o único aroma diferente que senti foi de Guaraná, por incrível que pareça...rs. Acidez média, melhorou quando junto ao prato. Nunca tinha provado esse tipo de vinho, gostei. Dadas as devidas dimensões, pelo menos pra mim lembrou muito Espumante também.
Impressão do Arthur e da Eliana: Decidimos, eu e a Eliana, substituir o robalo(achamos caro, cerca de R$40,00/kg, no Mercado Municipal de São José dos Campos) pelo pargo(R$11,50/kg). Encontramos o vinho numa promoção do Supermercado Extra, por R$9,90. Sobre o prato,achamos plasticamente muito bonito e, sobretudo,bem leve. Sobre o Salton Salton Classic Gewurztraminer 2005, havíamos experimentado um pouco antes e nos pareceu muito refrescante,embora estivesse fazendo um pouco de frio. Embora nossa experiência (pouca!) seja com os tintos,nos pareceu que o vinho ganhou com a comida. As vezes, ocorre o contrário. De qualquer modo, essa experiência nos mostrou mais uma vez que o que conta não é apenas o vinho e a comida, mas o ambiente que se forma em torno deles.
Impressão da Cleusa e do Gerson: Tivemos que usar o Cherne, não conseguimos o robalo e não encontramos o tomilho fresco, uma pena, pois não conheço e fiquei curioso para saber seu sabor. Como não sei decifrar todos os "encantos" de uma harmonização, posso afirmar que o jantar foi delicioso, tanto o vinho quanto o prato estavam perfeitos, apenas a pimenta rosa que não me agradou, mas não o suficiente para atrapalhar.
Impressão do Marcel: a estrutura dos dois estava semelhante. O vinho alcoolizou um pouco com o prato. Acidez foi ressaltada – aspecto interessante. O efeito foi mais de um neutralizar o outro do que um valorizar o outro. Ainda assim, servindo um pouco mais gelado que o normal, a combinação ficou melhor. A pimenta rosa, definitivamente, combina muito bem com a tipicidade da gewürz. O resultado geral ficou entre a primeira e a segunda harmonização.
Impressão da Nina: Gostei de beber o vinho sozinho, puro. Achei que o vinho tornou-se muito alcoólico e quente com o prato. A grapefruit combinou com o vinho. A pimenta rosa combinou com os aromas da bebida.
O vinho precisa estar bem gelado para não passar por cima do peixe. Para mim, não ocorreu a harmonização, ou seja, ambos tinham o mesmo peso (vinho gelado), mas um não melhorava o outro. Tentaria um vinho com sensação alcoólica mais amena. Como usamos apenas as zestes da grapefruit, resolvemos aproveitar o suco para degustar com o prato. O suco sozinho apresenta acidez e leve amargor, com o prato, perdeu o amargor e acrescentou sabor acidulado agradável.

Robalo grelhado sobre ninho de legumes:
Para o peixe:
4 filés de robalo (pode substituir por pargo ou cherne) - nós do Gourmnadise utilizamos o pargo
sal
pimenta do reino preta moída na hora
farinha de trigo
azeite
Espaguete de legumes:
4abobrinhas italianas (rale no ralador fino de comprido, fazendo longas tiras/fios de legume, desprezando as sementes)
1cenoura (mesmo comprimento das abobrinhas) raladas em tiras finas e longas
1 dente de alho finamente fatiado
raspas de 1 grapefruit – cuidado para não raspar a parte branca, pois amarga (ou laranja)
½ colher de chá de pimenta rosa quebrada (ou à gosto)
1colher de chá de salsa picada
½ colher de chá de tomilho fresco
sal
azeite
Tempere o peixe com sal e pimenta. Passe pela farinha de trigo, retire o excesso e grelhe em frigideira com azeite (ou óleo).
Enquanto isso, aqueça azeite em uma frigideira e coloque o alho (não deixe queimar), acrescente a cenoura, aumente o fogo e salteie, temperando com sal. Quando amaciar, acrescente a abobrinha e um pouquinho de sal. Não cozinhe em excesso, as abobrinhas perder sabor se cozidas até amolecer. Desligue e finalize com casca de grapefruit, pimenta rosa, salsa, tomilho e sal se necessário.
Montagem:
Disponha em dois pratos, um ninho com os legumes, coloque o filé de peixe por cima (ou dois caso seja pequeno) e regue com azeite.
Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Spring rolls

Com estas noites quentes, uma refeição leve e refrescante combina bem...
Descobri este prato na época da faculdade. Costumamos saborear com um molhinho agridoce.
Spring rolls:
galettes de arroz
peito de frango cozido com sal e desfiado
folhas de hortelã
cenoura ralada
aspargos branqueados
broto de feijão escaldado
cogumelos salteados
harusamê (macarrão de feijão verde)
pepino japonês finamente picado
Molho:
molho de peixe defumado
sal
vinagre de arroz
limão
açúcar
mel
Hidrate as galettes em água quente. Recheie e enrole como panquecas. Sirva com o molho (misture os ingredientes e gele até servir).
Em casa, deixamos todos os ingredientes na mesa. Cada um monta o seu, colocando o que mais gosta!

Postado por Nina Moori.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Bolo de lentilhas

Uma receita para o Colher de Tacho, que tem a Lentilha como rei nesta quinzena.
Adaptei uma receita de bolo de feijão preto.

Bolo de lentilhas:

1cup de lentilhas verdes (seca, mas poderia ser da fresca) cozidas drenadas
4ovos
360g de açúcar demerara
120g de farinha de trigo
1cup de farinha de arroz
120ml de óleo de girassol
1tbsp de fermento químico
Peneire juntos, a farinha de trigo, a de arroz e o fermento. Reserve.
Bata as gemas com açúcar até obter um creme claro. Adicione o óleo, em fio, batendo sempre. Junte a lentilha peneirada e misture bem.
Junte os ingredientes secos.
Bata as claras me neve e agregue à massa. Coloque em forma untada.
Asse no forno à 190ºC por cerca de 30 minutos.
Desenforme e polvilhe com açúcar de confeiteiro.

Dúvida sobre os pesos e medidas dos ingredientes? Clique aqui.

Postado por Nina Moori.

Missô-itame de shissô


Minha mãe aproveitou que é época de shissô e fez uma "pastinha" com missô para comer com gohan (arroz branco japonês).
Shissô é uma erva/folha (verde ou avermelhada) de origem japonesa utilizada como tempero. Seu sabor exótico combina com peixe (como o atum), carne de porco, conservas e até doces (já fiz um flan).

Missô-itame de shissô:
folhas de shissô frescas (verde ou roxa)
alho picado
óleo
missô
sakê
açúcar mascavo
Minha mãe disse que esta receita não tem medida, faça de acordo com o seu paladar.
Refogue o alho e o missô ao mesmo tempo no óleo. Não cozinhe demais ou ressecará. Junte açúcar mascavo e sakê (pouco, não deixe muito líquido). Adicione as folhas de shissô finamente picadas, misture e desligue. Sirva quente ou frio com arroz branco cozido apenas em água. Conserve em geladeira.

Postado por Nina Moori.

domingo, 18 de novembro de 2007

Sardinhas na brasa

Compradas no Ceagesp e grelhadas na brasa (temperadas apenas com sal)...
Postada por Marcel Miwa e Nina Moori.

Calor no domingo à noite


Picolé de banana...

Postado por Nina Moori.

sábado, 17 de novembro de 2007

Aska


Uma pequenina casa no bairro da Liberdade (rua Galvão Bueno, 466 - tel. 3277-9682) especializada em lamen (não é nada parecido com aquele instantâneo).
Para mim é o melhor de São Paulo: boa textura da massa, excelente caldo (clarificado), lombo macio e saboroso, verduras crocantes, ovo cozido no ponto certo (sem ficar com a gema esverdeada - urgh), serviço rápido e, com preço convidativo (R$12,00).
Descobri este lugar há alguns anos, sempre teve muito movimento, mas de uns meses para cá, as filas estão quilométricas (chegue cedo ou espere muuuito tempo). Não é daqueles restaurantes que sentamos e ficamos de papo, chegou, pediu, comeu, pagou, tchau! Será isso um tipo de fast-food?! Se for, acho que gosto de fast food...
Serviço: em duas pessoas, sentar-se no balcão, acima de três, espere pelas mesas. O menu oferece várias opções de lamen (saem em cerca de 10-15 minutos) e duas de guioza (uns 15-20 minutos), só...e nem precisa mais que isso.
Admiro a forma com que os donos e funcionários da cozinha trabalham, em silêncio, sem esbarrarem uns nos outros, com eficiência e higiene.


P.S. O restaurante não funciona às segundas-feira. Estarão fechados para férias coletivas à partir do dia 22 de dezembro e reabrem dia 08 de janeiro de 2008.
Postado por Nina Moori.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Okara


Um imenso pacote de okara (resíduo de soja - quase uma ricota de soja) estava congelado no freezer da minha mãe.
Utilizamos em dois pratos: um "Bolinho de okara assado" (versão light do Hamburguer vegetariano) e uma "Torta de okara e maracujá" (usei como base a idéia do Bolo de cenoura e okara da Akemi).
O Bolinho de okara segue a mesma receita da publicação do dia 27 de julho de 2007. As únicas diferenças são: adição de misso e desta vez foram assados (por isso são light).

Torta de okara e maracujá:

70g de açúcar cristal
85g de óleo de girassol
2 ovos caipiras
1 clara de ovo
20g de açúcar refinado
2tsp de rum
2tbsp de iogurte de soja
90g de farinha de trigo
3tsp de fermento químico
400g de okara
100g de polpa de maracujá doce
Seque o okara no fogo baixo, mexendo até obter uma farofa sequinha. Esfrie.
Liquidifique as gemas, óleo e a polpa de maracujá. Junte o açúcar cristal. Coloque num bowl. Junte o okara, farinha e fermento, alternando com iogurte e rum. Bata as claras em neve com açúcar e junte à mistura. Coloque em forma untada e asse à 180ºC por 35-40 minutos.
Servi com calda de chocolate e rum polvilhando com pimenta branca moída na hora.


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Postado por Nina Moori.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Degustação de Bordeaux


Château Olivier 2000 Gran Cru Classé de Graves – Pessac-Leognán:
Com teor alcoólico de 12,5%, este vinho é marcado pela boa acidez e aromas de frutas vermelhas frescas (cassis e cerejas), nada de compotas. O leve aroma animal/suor vem escoltado por um sabor mineral, quase salgado. Taninos finos e ainda abundantes. Com tempo em taça, surgiram aromas de cedro, baunilha e almíscar.

Château Le Gay 2004 – Pomerol
Com 13,5% de álcool, este vinho, que conta com a assinatura de Michel Rolland como enólogo, apresentou aromas de tosta intensa, lembrando cacau e café; aromas de ameixa, violeta e lácteo. Muito, muito macio em boca, com bom equilíbrio entre acidez e taninos. Leve toque vegetal no retro (agradável). Componentes ainda por integrar.

Château Le Bon Pasteur 2004 – Pomerol
Com 13,5% de álcool, este Château pertence à Michel Rolland. Vinho de estilo mais compacto, com maior mineralidade e acidez. Aromas mais evidentes de cassis e outras frutas vermelhas frescas e alguma erva. Taninos muito finos e final de chocolate e café com leite. Com evolução em taça, abriram aromas de mirtillo, tosta intensa e musgo.

Château Haut-Brisson 2004 – St. Emilion G. Cru
Com 12,5% de álcool (!!!), um vinho também muito compacto e, para mim, o mais equilibrado. Grande equilíbrio entre taninos, acidez, corpo, intensidade e complexidade. Aromas de frutas vermelhas com destaque para framboesa, algum mineral, ervas tostadas e musgo. Com tempo em taça, os aromas evoluíram para café com leite e frutas em compota.

Château Tropilong-Mondot 2004 – St. Emilion G. Cru B
Com 14% de álcool, este foi um dos primeiros châteaux que Rolland deu consultoria. Este vinho possui um estilo que se aproxima mais do Novo Mundo: mais exuberante, frutado intenso e muito macio. Vinho com características superlativas: frutado muito maduro, bastante madeira, violeta intensa, álcool potente. Com evolução em taça, o frutado ficou mais evidente, com algum cassis, e o álcool ainda sobra um pouco, porém com maior tempo de guarda, deve se integrar ao conjuto.
Postado por Marcel Miwa.

Dona Felicidade

Localizado na Vila Romana (rua Tito, 21), este bar é um dos preferidos dos meus pais. Com cerveja sempre gelada e boa comida!
Seus donos (e a matriarca Felicidade Bastos) eram proprietários do bar "Pé pra Fora". Em 1996, venderam e resolveram abrir um outro bar num local mais espaçoso - o "Dona Felicidade", que este ano completou 10 anos.
Fomos atrás da "Sardinha grelhada", mas havia acabado...para não perder a viagem: "Manjubinha frita" (que para mim tem sabor de infância na praia) e "Galeto na brasa com legumes e arroz". Tudo acompanhado por cerveja gelada e caipirinha de kiwi (tudo bem, sei que o termo "caipirinha" só deve ser usado para a bebida montada com limão verde, açúcar, gelo e cachaça).
Para os apreciadores de uma boa feijoada, não percam! É servida às quartas-feira e aos sábados.


P.S. Recentemente voltei à casa e tive a tristeza de perceber que a qualidade dos pratos não é mais a mesma. Pratos que demoram muito a chegar, comida morna e fritura encharcada. Uma pena.

Postado por Nina Moori.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

(Durum) Wheat Semolina Bread


PÃES: como resistir?!
Eu adoro fazer (e comer!). Esta semana vi uma receita com pouquíssimos ingredientes no Mangia che te fa bene da Verena e não tive escolha.

Pão de trigo duro:
550g de farinha de trigo duro
12g de sal
10g de fermento biológico seco
350g de água
Misture os ingredientes secos.
Faça uma cova no centro e acrescente água, aos poucos, misturando com os dedos. Dê o ponto com a água.
Eu acabei acrescentando 10 tâmaras secas picadas.
Sove até obter uma massa elástica e lisa. Coloque num bowl untado, cubra e deixe dobrar de volume.
Modele e coloque em placa ou forma untada e polvilhada. Cubra e deixe crescer.
Asse no forno médio por cerca de 40 minutos. Se o seu forno tem vapor, use!
O resultado final é um pão crocante por fora e macio e cheiroso por dentro.


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Postado por Nina Moori.

Menu for Hope

A Pim Techamuanvivit, do Chez Pim, realiza o seu louvável Menu For Hope, e dessa vez o Brasil não vai ficar de fora.
O Menu For Hope é um leilão beneficente criado há cinco anos para arrecadar dinheiro para as vítimas do Tsunami. Blogueiros gulosos da Europa, Austrália e Estados Unidos doaram objetos de desejo de foodies – como jantares em restaurantes legais, livros de receita autografados e cestas cheias de guloseimas – e gente de todo o canto participou dando lances de 10 dólares cada. Deu tudo tão certo que o evento já está na sua quarta edição, e no ano passado arrecadou quase 63 mil dólares para o Programa Alimentar Mundial da ONU. Em 2007 o PAM foi mais uma vez escolhido para receber ajuda, mas dessa vez o foco é um programa de alimentação escolar em Lesotho, na África, que não só mantém as crianças na escola mas lhes provém muitas vezes sua única refeição do dia.
Para que não haja dúvidas sobre o uso dessa grana toda, Pim usa uma companhia chamada Firstgiving para recolher e administrar o dinheiro, e não vê um centavo.
Quem quiser saber de mais informações entre no Apetite.
Postado por Nina Moori.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Blinis

Passei o resto do final de semana com vontade de comer blinis (de verdade) com geléia (vejam o post No mínimo Pitoresco! ).
As blinis clássicas são confeccionadas com farinha de sarraceno e são o acompanhamento clássico para o caviar e creme azedo (Blinis Davidoff).
As minhas foram feitas para degustar com mel e geléia. Nem de longe parecidas com crepes, são bem menores, fofinhas e com sabor completamente diferente (do sarraceno e da fermentação).

Blinis:
50g de farinha de sarraceno
50g de farinha de trigo
10g de açúcar refinado
150ml de leite
25g de manteiga
1 ovo caipira
1,5g de fermento biológico seco
0,5g de sal
Aqueça a manteiga até derreter, junte o leite (deixe amornar).
Misture os ingredientes secos e verta a mistura líquida e o ovo. Misture com fouet. Cubra com filme plástico e deixe repousar por 1h. A massa fica bem mole e espuma bastante após crescer.
Aqueça uma frigideira ou chapa, unte com óleo e coloque colheradas da massa. Deixe dourar levemente e vire. Difícil!?
Servi ainda quente regando mel e guarnecido de geléia de amora com groselha e geléia de damasco e amaretto.



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Postado por Nina Moori.

No mínimo Pitoresco!

O casal Débora e Fernando do Brincando de Chef (finalmente conhecemos alguém deste mundo virtual) havia nos convidado para conhecer algum restaurante juntos (e que fosse inédito para nós quatro) e depois postar (nos respectivos blogs) sobre as nossas impressões do local. Eles sugeriram algumas opções e nós escolhemos um restaurante russo: o Cafe Pittoresque (A casa da Rússia).
Este restaurante é localizado na Vila Madalena (Rua Fradique Coutinho), num pequeno imóvel (que passamos batido na primeira volta ao quarteirão). Nossa fértil imaginação idealizou um espaço pouco iluminado, com decoração rebuscada, bonecas Babuska (aquelas que encaixam uma dentro da outra), garçons vestidos à caráter, uma áura misteriosa (sei lá, um ar condicionado bem frio para remontar o clima russo...), mas não foi nada disso. Podemos dizer que era bem clean para um restaurante com a temática, papel de parede avermelhado, iluminado, calmo (um pouco demais para ser sábado à noite), mesas de madeira escura e lisas (só tinha uma rosa vermelha) e garçons trajados de forma corriqueira.

Depois que nos apresentamos à Débora e ao Fernando pedimos o cardápio. Resolvemos optar por dois Menus Degustação e dois pratos após um garçon nos ajudar (ou atrapalhar - ele deu uma explicação bem confusa).
A entrada fria (Zakuski frio) era composta por pequenas porções de "Vinagrete de beterraba" (bom), "Salmão marinado com aneto" (era um salmão curado), "Cogumelos marinados", "Berinjela marinada" (recheada com cenoura), "Ovas de Capelim", "Pão preto" e "Creme maturado" (não sentimos o aroma maturado, parecia creme de leite fresco).

A entrada quente (Zakuski quente): "Piroshki misto" (1 de carne e 1 de queijo), "Folhado de berinjela", “Griby v smetane” (cogumelos com creme azedo gratinado, mas lembrava muito os cogumelos do prato frio com creme de leite), “Goutap” (pastel recheado com ovos mexidos e ervas), “Tefteli” (pequenas almôndegas fritas) e “Pão preto” (que o garçon disse ser diferente do que acompanhava o Zakuski frio, mas não percebemos diferença).

A Débora pediu o “Filet stroganoff original” (vejam a opinião dela), o Fernando pediu “Truta recheada com arroz de ameixas e nozes” (era o prato mais bonito, vejam a opinião dele), o Marcel pediu “Plovs baraninoi” (cordeiro em cubos assado com arroz e especiarias – Este prato tem pouca carne, cominho em excesso e o arroz tem sabor e textura de arroz “queimado e grudado na panela”, como disse o Marcel) e eu pedi “Perdiz assada com molho de mirtillo” (o molho estava bom, mas poderia ter sido coado para ficar mais liso, e faltou sal na carne).


Nossa esperança estava na sobremesa! Pedimos “Bliny s medom i gelem” (Blinis com mel e geléias) – e nos serviram crepe (!).

Apesar dos pratos não terem nos surpreendido, o jantar tornou-se agradável e divertido devido à companhia dos novos amigos (conversamos sobre boa mesa e rimos muito).
Confiram no Brincando de chef a opinião deles sobre o lugar.
Postado por Marcel Miwa e Nina Moori.