Chimas


Comecei a gostar de chimarrão por culpa de uma grande amiga (R.) gaúcha. Durante uns 4 anos, as férias eram no Rio Grande do Sul. Acabei criando um laço afetivo com este Estado.
Os sabores que mais me lembram de lá: carreteiro do pai da R. (imbatível, já tentei fazer inúmeras vezes seguindo as instruções dele, mas não fica igual), branquinho, mumu com nata e, CHIMARRÃO!
Faça frio (muito frio), faça calor (muito calor), lá estão as rodas de chimarrão. No inverno aquecia a alma (em Porto Alegre e em Gramado) e no verão (Imbé) na praia. Aliás, as gurias tomam sol na praia (Imbé) de costas para o mar (devido a posição do sol). Confesso que achei um pouco estranha a idéia de degustar um chimarrão quente em pleno verão na areia, mas depois acostumei (só não pode misturar com cerveja gelada!).
Se não me engano (gaúchos me corrijam se estiver errada!), a erva (chamada de Cá-a) era consumida pelos índios da região. Os imigrantes absorveram o hábito de consumí-la, melhorando a forma com que era processada e moída.
Aqui em São Paulo, compro a erva mate que encontro (apenas o supermercado Master do Shopping Frei Caneca oferece o produto com boa qualidade), nem sempre fresca. A erva que mais gostei foi adquirida na "Casa da Erva Mate" (família Ferrari) no "Caminhos de Pedra" (Bento Gonçalves-RS).
A bomba que uso deve ter uns 31 anos (foi adquirida pelos meus pais durante a Lua de Mel), mas continua perfeita. Já a cuia está ficando velhinha (ela não tem 31, apenas uns 6).

Postado por Nina Moori.

Comentários

Flor de Sal disse…
Cada vez tenho mais vontade de visitar esse vosso país MARAVILHOSO que é o Brasil!!!
Bjnhos de Portugal
E eu de visitar o teu!
bjinho,
Nina.
Lu Geiger disse…
Que legal ler este post exatamente em companhia da minha dupla dinâmica: cuia, cheinha de erva da boa, e garrafa térmica com água na temperatura ideal para a saúde. Apesar de ter sido mais influenciada pela cultura alemã, da qual descendo, como boa gaúcha não vivo bem sem essa parada em frente ao computador com o chimarrão na mão!
Parabéns pelo blog!
Mariângela disse…
Nina,terias que visitar as bancas do mercado público especializadas em ervas,se é que já não conheces,tem erva de tudo que é tipo,beijo!
Agdah disse…
você já provou "tererê"? É gostoso também.
Lu Geiger, que coincidência, ler sobre sobre chimarrão, degustando um! espero que eu tenha escrito tudo certinho....
Volte sempre por aqui!

Mariângela, lembro de ter ido uma vez, mas eram tantos tipos...cheguei a experimentar algumas variedades (em cada lugar que me ofereciam usavam um tipo de mate!). Mas em São Paulo, o acesso a este produto é restrito. Não sei como os gaúchos que moram aqui fazem...

Agdah, provei sim, é típico do Mato Grosso, não é? Gelado, achei bem diferente do chimas gaúcho.

bjos a todos e bom domingo!
Nina.
Mariângela disse…
Nina, os gaúchos "expatriados" geralmente pedem que mandem(vários que eu conheço fazem assim) pois quem conhece bem chimarrão não toma qualquer um. Alguns uruguaios também tomam tererê,beijo!
Mariângela, só pode ser assim, porque por aqui é bem difícil de achar uma erva boa e fresca!
bjo,
Nina.

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